quinta-feira, agosto 18, 2005

Coragem de assumir um amor


"Conheci" há pouco tempo (e uso o termo entre aspas porque na verdade não a conheço assim tão bem) uma rapariga cheia de energia e frontalidade, bem expressadas na cor viva do seu cabelo - vermelho. Contou-me que estava apaixonada e mantinha uma relação (feliz) com um homem um pouco mais velho e com um filho. A criança, adorável por sinal, tem 7 anos e a relação com ela corre bem. Fiquei contente, gosto sempre de ter à minha volta pessoas felizes e principalmente apaixonadas.
No entanto fiquei a pensar... como reagiria eu perante uma situação similar? Após o amor consumado uma criança não seria problema, mas antes disso... no momento da decisão... Sim porque em tudo na vida existe um momento, um ponto fulcral de decisão onde escolhemos avançar ou não. Não existem arrebatamentos incontroláveis, nem obstáculos intransponiveis, mas sim a falta de vontade para nos controlarmos ou para os transpor. E uma criança? Como encararia eu uma criança? Que ainda não tive sequer a oportunidade de disfrutar em pleno de uma vida adulta, ou pelo menos de uma vida independente... Sinceramente não sei o que responder... não sei que passo tomaria, tudo depende (como sempre) das pessoas e circunstâncias da vida...
Seja como for, daqui deixo a minha saudação a quem teve a coragem de assumir um amor que espero seja pleno de felicidade.

quarta-feira, agosto 17, 2005

Eles saem das paredes!


Pois... basta eu queixar-me que algo acontece para provar que estava errado! Afinal HÁ gente em Lisboa! E pessoas que eu não estava mesmo à espera... Ontem foi mais uma dessas noites, contava passar um serão calmo em casa para recuperar tempo de cama quando dou por mim numa esplanada à beira-rio à conversa com uma amiga que (tal como tem sido hábito ultimamente) não via há algum tempo (aninhos!). E como conversa puxa conversa e a companhia era agradável voltei a deitar-me a horas impróprias e a perder mais um tempinho de sono em vez de o recuperar! É o que dá lamentar-me com a ausência de amigos em Agosto... eles começam a aparecer por todos os lados, quase saem das paredes! O único problema é que há cinco dias que não tenho uma noite decente de sono e está cada vez mais dificil manter os olhos abertos...
Mas tudo por uma boa causa... há que saber aproveitar o vento enquanto sopra e deixar-nos ir ao sabor da maré porque (e eu sei que é frase feita, mas...) o melhor da vida são as pequenas surpresas.

terça-feira, agosto 16, 2005

Começou a quinzena da desgraça!



Isto de um gajo não tirar férias é uma péssima ideia! Todas as justificações parecem agora absurdas (ah compraste casa há dois meses, não tens dinheiro, para o ano vingas-te, tiras depois na passagem de ano...)! O diabo para os motivos que me levaram a só tirar uma semanita este Verão!! NUNCA MAIS!!!! Devia era estar maluco!!! É que não sei se é por estar agora a reaproximar-me de uma série de pessoas e a falar com gente nova mas... TODA A GENTE QUE CONHEÇO VAI TIRAR UMAS FÉRIAS FANTÁSTICAS!!! Ele é aldeamentos no Sul de Espanha, ele é passear de carro pela peninsula, ele é retiros simpáticos com as respectivas cara-metade, ele é Sul de França, ele é Madrid, ele é Roma!!! Só eu... safa só mesmo EU! Agora uma pequena pergunta: porque é que resolveram ir todos na última quinzena de Agosto? Isso é que é a verdadeira dúvida! Em anos anteriores dividiam-se inclusivé por Julho e Setembro!! Este ano pronto... SOBRA ALGUÉM EM LISBOA????
Ok... já desabafei... Sim sobram uns poucos em Lisboa que muito prezo... Quanto aos outros... na volta cá vos espero!
BOAS FÉRIAS A TODOS MEUS MALANDROS!!! E gozem ainda mais um pouco por mim.

segunda-feira, agosto 15, 2005

Burton e a fábrica de chocolate...


E vai mais um! Tim Burton volta a acertar em cheio com o seu novo filme Charlie and the Chocolate Factory, uma fábula absolutamente... fabulosa! Reunindo a sua equipa do costume desde Danny Elfman (responsável uma vez mais por uma banda sonora genial), passando por Helena Bonham Carter e o incontornável Johnny Depp (quarta colaboração conjunta) num papel feito à medida do seu talento. É tambem a confirmação do jovem Freddie Highmore (depois de Finding Neverland) que é um nome que vai dar que falar durante muitos anos.
Desde os momentos iniciais que a assinatura de Tim Burton é absolutamente marcada, dos incriveis cenários, passando pelo tom irreal de toda a pelicula, até ao sentido de humor absolutamente peculiar. É uma viagem a um imaginário infantil, mas universal, um mundo de fantasia onde os sonhos se podem realizar, das formas mais improvaveis e inverosimeis... mas parafraseando Charlie "Os doces não têm que ter um propósito... é por isso que são doces!"
Vou conter-me de comentar mais esta pérola, porque o prazer da descoberta de Charlie deve ser compartilhado por todos (NÃO VEJAM NENHUM MAKING OF!).
Um dos grandes filmes do Verão...

domingo, agosto 14, 2005

Lisboa...


Mais uma noite no teu seio, mais um momento embalado em ti. Que outra viagem me espera que não te conheça no retorno? Que outro caminho não principia no teu ventre? Amo-te desde o primeiro dia que te vi, desde que primeiro sopro de vida entrou em mim arranhando-me a alma. Amo-te no teu passado, nas tuas ruas sinuosas, nas tuas avenidas de passeio, no cheiro azedo dos teus becos. Amo-te na calma plácida de um fim de tarde, na tempestade de Janeiro, no calor tórrido de Verão. Amo-te na tua modernidade, na vitalidade que transpiras, na mudança que exibes em ti. Amo-te nas sofisticadas esplanadas, nos convivios de poetas, na pobreza degradante da solidão dos velhos. Amo-te por seres parte de mim,por me deixares ser parte de ti,por te revelares de mansinho num sussurro terno. Amo-te por me dares luz e vida, alimento e cor... amo-te porque nos milhares de rostos que se fundem na multidão um dia me mostrarás aquele que me escolheste . Entrego em ti minha cidade a força vital dos meus dias... hoje e sempre o Tejo iluminará o caminho do meu regresso a casa.

sábado, agosto 13, 2005

Ensaio sobre a cegueira


Ontem tive uma noite absolutamente inesperada. Começou por ser uma ida ao teatro com mis papis, mas terminou com um convite em cima da hora a uma amiga que não via há meses e uma noite fantástica no bairro, com uma cachupa (espero estar a escrever bem) num sitiozinho ilegal, refundido num prédio velho da zona gerido por cabo-verdianos. Antes de mais um conselho: vão ver a peça do Bando ao Trindade. O Ensaio Sobre a Cegueira é das coisas mais fortes e inesperadas que vi numa convencional sala de teatro nos ultimos tempos. Conjuga uma impressionante cenografia com uma força dramática avassaladora. O Bando vence o estigma de ser um grupo incapaz de actuar num espaço tradicional.
Lisboa mostra-me uma vez mais ser, nas suas diversas componentes, uma grande cidade!

sexta-feira, agosto 12, 2005

Online vs Offline


Sempre tive algum problema em perceber a loucura do online e das conversas e chats na net. Nos meus primeiros tempos de faculdade (era tão novinho!) passei umas horas no mirc, mas normalmente era algo inconsequente, nunca se sabia quem estava do lado de lá, nem eles podiam ter a certeza de quem eu era (sim é verdade... tal como muitos inconscientes naquela época fiz-me passar por outras pessoas e cheguei mesmo construir uma personalidade falsa só para brincar online!). Depois com o messenger esse perigo era ultrapassado visto só existirem na nossa lista pessoas que realmente conhecêmos mas... porquê online se podemos falar com essas pessoas todos os dias? Há então a questão da distância mas esses eram casos raros. Sites como o Hi5 ou SMS (qualquer coisa) põe-nos em contacto com pessoas fora do nosso grupo de amigos, com a minima garantia de que essas pessoas existem mesmo (redes inteiras é um pouco mais dificil de falsificar...)
Com o facto de trabalhar e estar trancado num escritório nos ultimos 3 anos, fiquei mais fã da comunicação na web (até aderi à moda dos blogs! quem diria...). Converso regularmente online com pessoas que conheço bem, mais ou menos e num caso até nada! Vim a descobrir que o risco de estarmos a falar com alguem que não é quem diz ser é, afinal, bem real. Não que roubem ou finjam identidades alheias, mas com o escudo do pc todos nós nos comportamos de forma diferente. Pessoas que conheço e adoro tornam-se insuportaveis, sem nada de interessante para dizer, eu mesmo mudo e transfiguro-me conforme o meu interlocutor e nunca (mas nunca) conhecemos a verdadeira reacção do outro. Está atendo ou a jogar? A falar conosco ou com muitos? Qual o impacto da minha conversa? Estará aborrecido, intrigado, divertido? Não vemos o seu olhar, a sua reacção corporal, a sua pose, o tom... a expressão. Alguem pode parecer indiferente apenas porque dormiu pouco e a nossa interpretação ser a oposta (seca!). Eu falo com alguem que não conheço a voz, as nuances do rosto, o corpo... Como posso verdadeiramente conhecê-la? Grandes amigas e velhos conhecidos em quem não posso tocar, brincar, reagir...
As proprias conversas não são as mesmas (mais honestas ou mais calculadas?)...
A net... sem duvida um avanço... companhia talvez... mas NUNCA capaz de rivalizar (nem de longe) com um café, uma boa vista e uma música ambiente de encher a sala...

quinta-feira, agosto 11, 2005

Desejos


Li algures que os desejos têm por definição que ser inalcançáveis. Aquilo que almejamos é aquilo que não temos e é isso que nos mantem vivos, a busca constante de algo mais. As nossas fantasias têm que ser irrealistas, pois no momento em que as atinjimos deixamos de as desejar, não as podemos mais desejar. Uma fantasia concretizada deixa de ser fantasia.
Como tal, sob este ponto de vista, o verdadeiro amor é a AUSÊNCIA de desejo (não me refiro ao termo erótico de desejo claro!), a ausência de fantasia (fundamentais para a paixão que leva ao amor). Porque o verdadeiro amor é almejar algo que já temos, é pelo menos a vontade incontrolável de repetir todos os dias a descoberta e a conquista de quem já nada tem de novo para nos revelar. É concretizar e continuar a sonhar com...

quarta-feira, agosto 10, 2005

Perspectiva...


Se há uma coisa que fui aprendendo é que tudo (ou quase) depende do ponto de vista. Os erros de perspectiva e as ilusões de optica são uma constante do mundo e da vida de todos os dias. Enquanto que a duvida, no desenho, se estamos a ver uma jovem ou uma mulher já de idade pode não passar de mero passatempo, no nosso dia a dia as ilusões de optica podem criar sérios problemas. Ontem relembrei-me deste pequeno pormenor: antes de agir olha e vê. Tem mesmo a certeza que aquilo que julgas estar a ver realmente existe...

Ciume


Estou a escrever uma coisa chamada Ciume. Há quem goste (poucos distraidos) e quem não goste (muita gente de impecável bom gosto)! No entanto tenho uma enorme esperança neste projecto que amadurece e avança, cresce e transforma-se com pequenos passos como uma criança. Agora... qual é a natureza do ciume? Amor ou egoismo? Medo ou desconfiança? Será possivel ter ciumes do passado? Ciumes de nós mesmos? Ciumes de quem nem sequer conhecemos?
Ou será que só penso nisso por já passar da meia-noite?

terça-feira, agosto 09, 2005

Aqui vai nada...


Primeira tentativa para o vazio. Se me perguntarem porque é que resolvi começar isto... sinceramente não sei. Por enquanto é apenas um projecto vão como tantos outros que nem sequer arrancaram. Digamos que é o nascer do sol de um dia que pode nunca conhecer a força etérea da manhã, a ternura do fim de tarde ou a magia da noite...