sexta-feira, dezembro 02, 2005

Ivan, o Terrivel

Ontem passei a tarde com Ivan, o Terrivel. Passei a tarde com o menino que faz o pino no sofá e é irrequieto como uma libelinha. Ele que cinco minutos depois de entrar, com o suave embalar, o quentinho e a música, adormeceu no banco de trás do carro.
Ivan tem 3 anos mas parece ter 5, é grande, vivo e encontrou finalmente um lar. Tem uma familia com menos que umas mas mais, muito mais do que muitas. Ivan, o Terrivel, que dormia profundamente e mal abriu os olhos gritou feliz “Nemo”! Que escolheu e escolheu, que de olhos abertos fez força para que o principe virasse monstro e fez amizade com um ogre, um burro e um gato. Ontem passei a tarde com um menino que dos pesadelos está a aprender a sonhar e que se delicia com torradas de dedos gorduchos de manteiga. No caminho de volta, no trânsito da noite, ia repetindo perguntas como um jogo, ouvindo respostas como uma melodia e brincando como quem canta.Ontem conheci o Ivan, Ivan o Terrivel, menino rapaz que ganhou um futuro e persegue agora um mundo que nasce da sua imaginação.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Os "desviados" e a Santa Sé...


Lá saiu o dito texto. A Igreja proibe a admissão em seminários ou a ordenação de padres que tenham “tendências homossexuais”. Mas acrescenta - nem tudo está perdido: para ser ordenado diácono «tem claramente de ultrapassar estas tendências pelo menos três anos antes». Ou seja há esperança para os homossexuais reformados. É como os cristãos novos ou o Durão Barroso. Não é que o homem seja gay, mas era do MRPP e agora é um convicto PSD. Vamos lá, vamos lá, afinal ainda há alguma coisinha boa no meio disto tudo. E se os cristãos novos criaram as alheiras para fugir à Inquisição, sabe-se lá que iguaria estes “hetero-novos” poderão criar!

Não se diz que a pessoa muda de tudo menos de clube de futebol? Ora bem, a Igreja Católica partilha desta opinião. Basta um esforçozinho, três anitos sem tendências vá digamos “desviadas” e pronto! Assunto arrumado! Lá vai o rapazote para diácono, padre e quiçá um dia até mesmo Papa. É claro que nessa altura já não importa, até já houve uma Papisa sem que ninguem desse conta, não ia ser um Papa que gostasse de rapazes a fazer alguma diferença.

O que eu não percebo é porquê? Se os padres têm um voto de castidade e celibato qual é a diferença que género de sexo eles NÃO vão practicar? Ou será que a Igreja acha que os homossexuais não conseguem abster-se? Será isso? Claro, porque os homens heterossexuais são conhecidissimos pelo seu auto-controlo e desprendimento das questões do prazer físico, agora os maricas pá... esses gajos pá... são uns debochados pá... um perigo pá... são até pior que os comunistas que comiam criancinhas ao pequeno-almoço! Os gays “comem” mesmo criancinhas ao pequeno almoço... e ao almoço...e ao jantar... e à ceia! Espera lá. É isso não é? Os escândalos der pedofilia nos EUA. Será? Claro! Então está-se mesmo a ver! Se é homossexual então é pedófilo! É essa a ligação certo? Sim, que as raparigas não são abusadas, nem violadas, nem nada disso, cruzes credo! Onde é que já se ouviu falar de tal enormidade?!?!

E de mais a mais nunca fiando! Se a homossexualidade é um desvio que pode ser curado em três anos, então se calhar até é contagioso! Vamos lá a ver, era só o que faltava, tá um gajo a confessar-se e vai um padre maricas começa tossir e pimba! Lá se perde mais um! Padres machos é que é! Que esses gays, esses transviados, estão sempre a querer recrutar mais homens sérios para a sua causa! Sim porque isto, já se viu, é como um partido político em que se entra e sai. E os homossexuais não podem, por definição, ter bons valores morais, ter fé, saber ouvir, saber ajudar, ser caridosos, ter compaixão, nada disso... Lembram-se de Sodoma não é?

Agora uma dúvida... como é que a Igreja sabe? Pergunta? “Ouve lá tu és maricas?” Espera... não é assim... é mais “Ouve lá, tu tens tendências homossexuais?” – “Eu tinha, mas vendi as últimas para pagar as propinas!” Será que fazem testes? Tudo o que é homem apanhado com discos da Barbra Streisand zás, tá riscado! Chorar em filmes, não ligar ao desporto, cuidar da aparência... essas coisas de gays! Ou testes médicos tipo passar fotos de actores e actrizes famosos, em posições indecentes e depois medir a pulsação, a respiração ofegante, o retesar de certos orgãos (como os olhos), suores frios, etc, etc, etc...

Bom... mais um texto na tradição da milenar posição da Igreja. Mais um para atrair cada vez mais gente para o seu seio, conquistar os jovens e falar ao coração das pessoas neste século XXI.

O problema são algumas palavrinhas vãs como...

“Onde näo há grego, nem judeu, circuncisäo, nem incircuncisäo, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos”
“Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.”
“Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados”
“Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.”


Mas estas foram escritas há muito tempo...

terça-feira, novembro 29, 2005

Rotten


Ontem a cidade apodreceu! Não sei o que se passou mas, de repente, Lisboa começou a cheirar a esgoto. Estava em Entrecampos quando notei o cheiro lentamente a insinuar-se.
Estivemos ao pé da Igreja do Campo Grande e o cheiro não passava. Seria uma tampa mal colocada? Algum problema local? Já perto da Praça de Londres pensámos que o cheiro estava preso dentro do carro e resolvemos abrir a janela para ter a certeza. ERRO!!! Minha nossa! Mas quem é que morreu? Quer dizer, quantos é que morreram??? Um pulo ao Magnólia e depois tivemos que fugir depressa para longe, bem longe!
Mas o que raio é que se passou? Quem foi o engraçadinho? É que ainda por cima hoje de manhã quando já nada se passava, o meu carro continuava a manter o fresco odor de um cadáver em decomposição! Tive que andar neste gelo com as janelas abertas para purificar o ar! E a conta do médico quem paga?? E ainda se preocupam com a gripe das aves...

segunda-feira, novembro 28, 2005

Movie Update (está dificil!)

Isto tem estado dificil. Fui ver mais dois filmes, ambos bem referenciados, mas honestamente saí uma vez mais desiludido. O box-office em Portugal tem estado bastante em baixo, em linha com o resto do mundo. Os americanos já avançaram com estudos e teorias, a concorrência do DVD, o desinteresse da juventude, as horas gastas com a Internet, a pirataria e até a crise já foram avançados como explicações para o facto. Eu atrevo-me a dizer “It’s the movies stupid!” Sinceramente não me lembro se vi algum filme este ano que realmente me impressionasse, que me enchesse as medidas. Houve alguns decentes, o Constant Gardener, o Charlie And The Chocolat Factory, entre outros, mas nenhum realmente brilhante. E as desilusões sucedem-se a um ritmo vertiginoso.
Os últimos foram o Les Poupées Russes (Bonecas Russas) e o Flightplan (Pânico a Bordo).


O Bonecas Russas é a sequela à Residência Espanhola, filme do realizador Cédric Klapisch. Chamar-lhe sequela é gozo, visto que a história não tem puto a ver e os personagens são em alguns casos os mesmos, mas honestamente tanto fazia. O filme é do mais básico e banal possivel, caindo em todos os clichés amorosos que existem no mercado, mas com pretensões intelectualoides de quem diz fugir deles. Eu até estou numa fase da vida em que devia empatizar com estas temáticas mas, sinceramente, não há pachorra.


O Pânico a Bordo é o primeiro filme de Jodie Foster desde o Sala de Pânico (se não contarmos uma breve aparição em Um Longo Domingo de Noivado). O titulo em português tenta fazer a ligação entre os dois , visto serem ambos películas de suspense com um ambiente claustrofóbico, mas as semelhanças acabam por aqui. Pânico a Bordo é um filme bem construido, tenso, mas que desaba completamente na última meia hora, transformando-se numa das coisas mais ridiculas que tive a infelicidade de ver numa sala de cinema. É pena ver uma actriz deste gabarito perdida num argumento tão infeliz. Sala de Pânico, apesar das suas falhas, sempre tinha ao leme David Fincher, que dá algumas garantias de qualidade.


Para descomprimir e restaurar a minha fé na Sétima Arte, refugiei-me em casa, debaixo de uma manta, a rever pela décima vez o Homem Elefante de David Lynch. Sem comentários, é uma das grandes obras do século XX, conduzida com a mestria conhecida.

Yea, though I walk through the valley of the shadow of death,I will fear no evil: For thou art with me;Thy rod and thy staff, they comfort me.Thou preparest a table before me in the presence of mine enemies;Thou annointest my head with oil; My cup runneth over.

Surely goodness and mercy shall follow me all the days of my life,and I will dwell in the House of the Lord forever.

sexta-feira, novembro 25, 2005

O Sr. Silva


A última sondagem que vi em relação à intenção de votos para as Presidenciais davam ao Sr. Silva maioria absoluta (57%) e com um avanço de quase 40 % (!) sobre o segundo classificado. Fiquei intrigado, o que será que faz o Sr.Silva para ter tamanha aprovação? Fui ver. Não faz nada.

O Sr.Silva tem estado caladinho, muito caladinho, não tem opinião sobre coisa nenhuma, nem pensa sobre nada, a não ser meia dúzia de banalidades gerais do género: temos que equilibrar as finanças públicas ou temos que criar confiança nos portugueses. Interrogado directamente sobre o orçamento “não me devo pronunciar”, a OTA “não tenho dados”, regionalização aprovou por unânimidade no parlamento um documento sobre o assunto e fez os possiveis no governo para o não implementar (escrito nas suas memórias politicas). Aborto, juventude, homossexualidade, educação, ciência, justiça... não sei, não sei, não falo, não comento, ou então: temos que melhorar.
Então e o staff do Sr. Silva? A Antena 1 organizou um debate com os directores de campanha das 5 candidaturas principais, só apareceram 4 apesar de todos terem confirmado a presença, adivinhem quem faltou? A Antena 3 organizou um debate com os 5 mandatários para a juventude, Katia Guerreiro, mandatária do Sr. Silva (o abecedário português tem a letra K?) disse que não entra em debates. Hum... parece que ninguem à volta do Sr. Silva quer tambem falar.

Diz o Silva “Sei que, na Presidência da República, posso ser um factor de confiança e credibilidade. Posso ajudar a abrir caminho à esperança.”. Como Sr. Silva? Como? Se não defende nada com medo de ofender alguem? Se não sabemos o que quer? Com base em quê? Nos seus lindos olhos? Está com azar Sr. Silva, não é bonito, nem charmoso, nem tem lindos olhos, e espero que não exista ninguem que vote por causa disso. No seu passado? Obra feita? Pois parece que as pessoas têm memória curta. Eu não Sr.Silva, eu lembro-me de dez anos de cavaquismo, lembro-me de um déspota com laivos de salazarista, de um pseudo-financeiro que fez a reforma da função pública que levou ao descontrolo das finanças públicas anos mais tarde. Lembro-me de alguem que nunca se enganava e raramente tinha duvidas. Lembro-me de quem tratou a Cultura como uma mera Secretaria de Estado e pôs lá o Santana a tomar conta. Lembro-me da corrupção, dos escândalos, dos Cadilhes e Belezas. Lembro-me de um governo autista, lembro-me de uma época de vacas gordas, de grandes subsidios transformados em politica do betão. Lembro-me da Irlanda que não tem uma auto-estrada a ligar Dublin e Cork (a 2ª maior cidade) mas que nos ultrapassou a uma velocidade estonteante e está agora com niveis de desenvolvimento similares aos da Inglaterra devido à sua aposta na educação em vez do cimento. Lembro-me dos tabus, das supostas forças de bloqueio. Lembro-me de um homem tão complexado que mudou o nome da sua própria terra de Poço de Boliqueime para Fonte de Boliqueime (acho que agora é só Boliqueime).

Numa altura em que se acha que tudo é igual, que tanto faz, deve-se dizer NÃO! Não é indiferente, a esquerda e a direita não são iguais, a ideologia politica, social, humana, cultural, não são iguais e fazem a diferença. As ideias contam e PODEM mudar o mundo!
O Presidente da Républica é o rosto principal do país, é o nosso representante máximo, é o garante do funcionamento das instituições. Este país não é o Sr. Silva, não é um ser cinzento, tacanho, mesquinho e pequeno. É altura de mostrar isso e enviar o Sr. Silva de volta a casa e às suas aulinhas de Economia.

Obrigado Sr. Silva, mas hoje não...

quinta-feira, novembro 24, 2005

16X9


70kg… Pesava mais de 70kg o televisor que tive que carregar para minha casa. Cravei um amigo que não fazia ideia onde se ia meter. Levá-lo de casa dos meus pais – há elevador, do mal o menos. Descer até ao carro. Rebater os bancos, meter no porta bagagens... Arrancar, muito devagar para não partir aquilo. Parar à porta... Olhar para cima... 4 andares... sem elevador! Duas pessoas, quem vai em baixo apanha mais peso mas ampara com o corpo, quem vai em cima menos peso mas tudo braços e costas dobradas – tão dobradas... Tirar do carro, pousa no chão. Leva para a porta do prédio, pousa no chão. Abre a porta e vai até às escadas, pousa no chão. Começa a subir a meio pára – o meu prédio tem os dois primeiros andares de enfiada sem patamar porque para o primeiro andar existe uma entrada à parte. Chega ao segundo, pousa no chão. Limpa o suor que escorre. Endireita as costas (dores, dores). Vamos lá. Segundo round. Atravessa o patamar, começa a subir – cai a luz!! Pousa a meio das escadas, cuidado que não são largas, cuidado. Corre escadas acima. Volta carrega, chega ao patamar, pousa no chão. Costas, costas, vamos ficar de cama uma semana. Só mais um... força! Último andar carrega até à porta de casa, pousa no chão. Está quase. Aparece um vizinho: “Precisam de ajuda?” – AGORA? OLHA AGORA OBRIGADINHO!!! Último esforço. Até à sala, põe o pano no chão que ainda não há móvel, de esquina que a TV é grande demais para a sala. Levanta, última vez vá... pousa no chão! Pronto, já está! Já posso fazer sessões de cinema em minha casa, que antena de televisão ou ligação à TV Cabo não tenho, nem tenciono ter tão cedo. Agora vá! Quero ver é um ladrão. Assalta-me a casa! Vá! Leva a televisão! Desafio-te! Pois bem me parecia! Nem vale a pena, não te envergonhes...

quarta-feira, novembro 23, 2005

Silvestre


Não sei que idade tinha, mas era criança, muito criança, demasiado criança para a obra. Com ele vi e revi pela primeira vez um filme até à exaustão, usando-o como um livro em que saltamos para o capítulo favorito, ou um disco em que já só ouvimos as músicas predilectas. Já não me lembrava dele. Não conseguia contar nada da sua história, mas tinha-o como muito presente, muito próximo.
Ontem, na Cinemateca, às 19h de um dia de semana, durante a transmissão em canal aberto de um jogo do Benfica, passou pela segunda vez este mês “Silvestre”, um dos filmes míticos de João César Monteiro. Estavam 30 pessoas na sala, e dúvido que muitas sessões do dito cinema comercial tivessem, naquele dia áquela hora, tanta gente.
Não conseguia lembrar-me da história, mas enquanto, enterrado na cadeira, revia das imagens mais marcantes da minha infância, percebi que nunca tinha sabido a história. Na verdade era demasiado criança, não conseguia compreender as variadissimas conotações sexuais, a pureza da virgindade, a linguagem arcaica, a iconografia católica, a ligação operática, as metáforas várias e os diálogos muitas vezes de uma maldade quase pérfida. Não compreendia nada disso, mas via as imagens quentes, a cenografia teatral, o Bem e o Mal na sua forma mais directa, combates e dragões, lanças e espadas, e deixava-me fascinar pelas cores, os sons, os ambientes, embalava-me o que de mais elementar se encontrava na obra de um génio a caminho da loucura.Revendo o filme à distância de 24 anos da sua produção nota-se algum envelhecimento, nota-se principalmente o cabotinismo crónico de alguns dos actores, mas mantem-se a irreverência experimental e (apesar de parecer uma contradição) clássica nas temáticas e até por vezes na forma. Nesta revisita trouxe comigo o olhar marcado e perturbante de Luis Miguel Cintra, a beleza alva de Maria de Medeiros (na sua pimeira aparição no cinema) e o hedonismo infantil de Jorge Silva Melo. Trouxe memórias, emoções e a força pungente e imperfeita do Cinema.

terça-feira, novembro 22, 2005

Se há uma coisa que me irrita são os gajos que se põem a divagar sobre coisa nenhuma sabe-se lá bem porquê!

Como podes saber se o amor é eterno?

Não podes!
Não posso?
Não podes! Porquê precisas?
Preciso.
Então sabe.
Como?
Não podes!
Não posso?
Não!
Deixa estar
Porquê?
Já sei!

Sabendo que existem quase 4 mil milhões de mulheres no planeta, como nos podemos comprometer só com uma?
(A questão é que quando nos comprometemos só com uma deixam de existir as outras 3.999.999.999.999 mulheres...)

É uma verdade conhecida que o Sol em excesso estraga a neve...

Hoje é terça-feira e eu estou feliz!

segunda-feira, novembro 21, 2005

Natal Decor 2005

Já há algumas semanas que ando a ver as iluminações de Natal a crescer por Lisboa. Ainda mal o Verão tinha acabado, o calor ainda apertava e já começava a ver os primeiros sinais. Na verdade o tempo mudou depressa, a chuva e o frio instalaram-se e agora o espirito natalício parece mais adequado. Passeando pela Baixa e pelo Chiado, vagueando como sempre pela minha cidade, descubro que resolveram continuar com a invasão azul do ano passado, mas desta vez alargada a toda a zona histórica. Se bem que em 2004 não desgostei completamente da Rua Augusta, este ano vejo que todo o centro está decorado com luzes tipo mata-moscas de café, absolutamente pirosas, com um ar frágil, amador e que destroem a beleza natural do sítio. As decorações de chão lixam a circulação de peões e até o próprio estacionamento automóvel. Há zonas onde uma cadeira de rodas ou carrinho de bébé não passam por causa do raio das luzes. Parecem ter sido projectadas por um cego, sem a minima noção de gosto, de design ou estética, que vive na Merdaleja e copia (mal) o que se fez em anos anteriores. Valha-nos a Avenida da Liberdade (vá lá) com a ideia das bolas nas árvores que faz um efeito curioso.Este ano resolveram fazer a maior árvore de Natal da Europa (ou pelo menos a anunciada maior), visto que a do ano passado era apenas a segunda (se não me engano) e não podemos ficar atrás de ninguem. Resolveram plantar o mamarracho, cheio de fitas e bolinhas, com uma estrela que parece a cruz de cristo em plena Praça da Figueira.O ano passado tinha sido em Belém, em frente aos Jerónimos, mas este ano acharam melhor colocar num sítio que tem muita circulação, mau escoamento de veículos, obras na rua e pessoas a viver à porta. Se a Baixa já é um caos de dia, resolveram garantir que se mantem um caos à noite - não vamos nós quebrar a tradição. E para os infelizes que têm casa na zona, espera-os três quartos de hora parados no trânsito para descer do Saldanha até à Baixa À UMA DA MANHÃ! Bem podiam ter deixado o monstro em Belem que sempre há mais sítio para estacionar e não me chagavam a cabeça. E o ano que nunca mais acaba...

sexta-feira, novembro 18, 2005

Pequena dica de bom humor...

Longe do teatro de pesquisa do Teatro da Comuna, estreou há uma semana um espéctáculo de café-teatro www.feiosporcosemaus.pt na linha de outros como o Festival da Otite. Da autoria de Carlos Paulo é fruto do sentido critico e da humor muito próprio (e por vezes quase lunático) do seu autor. Ambiente descontraido, comes e bebes disponiveis, mesa de café e muito público, servem de pano de fundo para uma sátira atenta a diversos temas da actualidade lusa. Não é algo que nos marque, não somos presenteados com números inauditos, mas é uma noite muito bem passada ao som de ruidosas gargalhadas e com o cheiro de castanhas acompanhado de um copo de vinho tinto (cortesia da casa).

quinta-feira, novembro 17, 2005

Faz hoje um ano!


E o tempo voa mesmo! (excelente maneira de começar um post, com uma frase muito original!) Faz hoje um ano estava a vir para o emprego (ui que fixe, tens um emprego...huuu...) e lembrei-me que não tinha cigarros (horror, que tragédia! e sobreviveste?). Estava a estacionar o carro (bem! que luxo! emprego e carro! fabuloso!) e pensei... "Que se lixe! Não compro! Vou deixar de fumar!" (pensaste? mas tu pensas?). E de repente decidi que estava farto e não fumava mais mesmo. (que decidido, és o meu heroi!) Descobri depois ao ouvir rádio que era o dia do Não-Fumador (ai que coincidência! mas que é mesmo divertido hein! olha que giro!). 17 de Novembro de 2004 marcou uma mudança na minha vida. Já tinha deixado de fumar antes, (jura?) , mas ano e meio depois voltei (urso!), arrastando a minha namorada da altura para o tabagismo, ela que não fumava começou e ainda hoje fuma (afinal não és urso, és porco, uma besta quadrada!). Estive uma semana sem fumar (mau? então deixaste ou não?), fumei um cigarro para me acalmar e estive mais dez dias sem voltar (porra, afinal não largaste ó animal!) e quando apaguei esse segundo cigarro a meio, soube que era o meu último! (que bonito... tocante mesmo!)
Desde então a minha vida mudou (pronto lá vem piroseira!) e foi das melhores decisões que tomei (SONO!). Não vou começar a discorrer sobre os maleficios do tabaco (valha-nos Deus!) nem sobre as vantagens de não fumar (ao menos isso!). Todos as conhecem e é uma questão de vontade. Não é dizer que se quer, não é achar que se quer, é querer-se mesmo, e com quase um maço por dia posso dizer que não foi nada fácil! (foda-se! és o maior! tu querias mesmo hein? és fantástico!)
Não podia deixar portanto passar esta data. Um ano em que deixei de fumar (quase...)... vá que decidi deixar de fumar pronto! (é diferente!) eu sei que é diferente porra, andaste-me a lixar a cabeça o post inteiro (ficou ofendido foi?) podias tar calado por um momento?? (ui, estamos muito sensiveis? veio-te o periodo ou quê?) olha vai à merda! (é o melhor que consegues?) É mas a cabra da tua mãe se calhar consegue melhor! (Cuidadinho hã ó cabrão, respeitinho!)

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A administração do blog pede desculpa por esta interrupção e espera que dentro em breve seja restabelecida a normalidade.

A normalidade? Tava eu a escrever muito bem e veio este filha da p..

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(Ó saloio da merda, se não fosses bimbo eu não fazia comentários!) Palhaço! se queres comentar cria um blog teu!!!

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Hum... bom, parece que vamos ter que ficar por aqui! Desde já apresentamos sentidas desculpas aos nossos leitores na esperança que continuem a seguir-nos como até aqui.
Obrigado