segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Brokeback Mountain

Brokeback Mountain não é o melhor filme do ano apesar de provavelmente ir ganhar o Oscar e ser dono de um parafernália de prémios e distinções. Com isto em mente avancemos.

Num tempo e num lugar onde a relação entre homens não mudava apenas a vida, podia custar a vida, dois cowboys isolados num verão de 63 numa montanha da América profunda, descobrem-se um ao outro e a um amor daqueles que aparecem apenas uma vez.
Ang Lee, realizador camaleão de grandes filmes como Banquete de Casamento, O Tigre e o Dragão ou Ice Storm, volta à ribalta após o pequeno desaire de Hulk, com uma temática controversa, num filme que conta com a colaboração de um dos maiores actores da nova geração Jake Gyllenhaal e com Heath Ledger que tem aqui o mais contido e melhor conseguido papel da sua carreira. Uma película de uma beleza incomum, que toca uma nota sentimental de forma vibrante, com um tom de doce desilusão, de sentimentos amarrados e vidas falsas. Apesar de se demorar um pouco na descrição do dia-a-dia de cada um, consegue carregar-nos suavemente pela dor da separação de um amor sempre adiado, sem nunca se concretizar na sua plenitude.
A ver...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Descoberta

Primeira aula do workshop de teatro. Local e hora combinados Belém Clube 19h30. Era suposto sermos oito, primeira surpresa fomos só cinco, mas é provavel que sejamos em breve pelo menos seis, eu preferia sete, mas isso é a minha mania dos números. Segunda surpresa, o Belém Clube está em vistoria e tem todas as actividades suspensas durante pelo menos um mês. Ao voltar a entrar naquele pequeno espaço, teatro quase de bonecas, sinto pena, pela sua potencialmente, pela sua beleza, pela sua magia, mas a degradação do local merece as cautelas anunciadas. Problema resolvido, que a casa do Thiago é ali perto e ele tem um espaço aconchegante onde costuma dar aulas individuais. Lá fomos. O prédio é antigo, pequeno, de apenas dois andares numa rua esguia da Ajuda. Remodelado, soalho corrido, pé direito alto, paredes grossas, sala vazia à exepção de dois projectores de chão virados para a parede e seis bancos dispostos pela sala. A casa tem vida, como todas as casas antigas, elas têm história, pessoas viveram e morreram ali dentro, e os locais absorvem de alguma forma as experiências marcantes pelas quais passaram. É por isso que o Chiado tem um sentir diferente de Telheiras, é por isso que uma casa no Bairro não é igual a um condomínio fechado.
A principio tive medo que o grupo fosse pequeno demais, mas depressa percebi que não, que o tipo de trabalho efectuado se coaduna com este ambiente mais intimista. Sentados numa roda começámos por ouvir, perceber o que se ia ali realizar. Não era o que inicialmente se esperaria, os primeiros três meses vão ser focados em algo que não técnicas de representação, ou teoria de palco, vão ser três meses que procuram ir mais fundo, que procuram descobrir mais, três meses que nos vão permitir entrar em contacto com algo mais interior que serve de pedra basilar para todo o trabalho de actor.
Não é facil explicar o que se fez durante as três horas e meia desta reunião, não é facil descrever o que se disse e o que se passou, que fez com que o tempo voasse até depois das onze da noite. O essencial não é a lista de exercícios que fizemos, o aprender a controlar a respiração processo fundamental, nem o aprender a focar o olhar, o outro e a atenção. O essencial não é as demonstrações feitas pelo Thiago, sempre brilhante na composição quase automática de personagens e situações, nem tudo aquilo que foi dito acerca de ser actor, não só em palco mas também como forma de estar aberto e experimentar a realidade de maneira diferente, absorvento as vivências para ter a bagagem necessária para se expressar. O fundamental para mim foi o início de um aprofundamento emocional, um desbloquear, um abrir de portas que é um primeiro passo para ser capaz de um sentir, de uma entrega, de uma liberdade sensorial e expressiva que me permita incorporar mais tarde as técnicas necessárias à arte da representação. Incorporar... foi exactamente isso, a consciencialização do corpo, a interiorização do corpo em oposição à intelectualização como base esteriotipada de apresentar um personagem, uma emoção.
Foi uma noite de descoberta, de mim, dos outros e de um estado alternativo, mais aberto, mais livre, que me vai permitir atingir aquilo que procuro.

Álvaro Campos


A música desta semana é de uma das vozes mais doces que conheço no panorama musical português. É de Margarida Pinto, ex-vocalista dos saudosos Coldfinger, no seu albúm de estreia Apontamento. Chamou-me a atenção para este disco o seu primeiro single, com letra da Álvaro de Campos, apropriadamente denominado... Apontamento! No entanto, após comprar o CD a música que me mais me captou a atenção foi este na Véspera de Não Partir Nunca, com letra adaptada uma vez mais de Álvaro de Campos. Adaptada porque o génio de Pessoa não se traduz facilmente em música por vezes, e foi preciso fazer alguns ajustes... Deixo-vos em baixo com o poema original para que façam as devidas comparações com a suave melodia de Margarida Pinto...


Na Véspera

Na véspera de não partir nunca
Ao menos não há que arrumar malas
Nem que fazer planos em papel,
Com acompanhamento involuntário de esquecimentos,
Para o partir ainda livre do dia seguinte.
Não há que fazer nada
Na véspera de não partir nunca.
Grande sossego de já não haver sequer de que ter sossego!
Grande tranquilidade a que nem sabe encolher ombros
Por isto tudo, ter pensado o tudo
É o ter chegado deliberadamente a nada.
Grande alegria de não ter precisão de ser alegre,
Como uma oportunidade virada do avesso.
Há quantas vezes vivo
A vida vegetativa do pensamento!
Todos os dias sine linea
Sossego, sim, sossego...
Grande tranquilidade...
Que repouso, depois de tantas viagens, físicas e psíquicas!
Que prazer olhar para as malas fítando como para nada!
Dormita, alma, dormita!
Aproveita, dormita!
Dormita!
É pouco o tempo que tens!
Dormita!
É a véspera de não partir nunca!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Sucesso

Hoje ligou-me uma amiga, está a atravessar uma fase dificil e quis rapidamente contar os últimos desenvolvimentos na sua vida. Apesar disso a primeira coisa que disse quando atendi o telefone foi: "Mas porquê o número quatro?" - ri-me e disse-lhe o motivo do post de há dois dias que foi dos mais comentados dos últimos tempos. Foi um post que causou impacto. Pequeno, repetitivo, sem desenvolver uma ideia ou uma teoria, sem falar de nada em especial e com um significado escondido (bem menos mirabolante do que se possa pensar), mas a verdade é que causou, contra todas as expectativas impacto. Fiquei sem perceber porquê... aliás fico sem perceber o porquê do sucesso de alguns posts, não só no meu bem como noutros blogs. Se ao falar de sexo ou temas controversos o sucesso é espectável, noutros momentos surge como uma total surpresa. E a questão fica no ar... o que é que move os leitores de blogs? Alguem me ajuda? De que é que vocês gostam?

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Amor à Pátria

Era de noite, a Avenida da República não tinha muita gente e eu andava calmamente entre tuneis e serpentinas que as obras do metro originam. Ao descer às tripas da cidade, ainda antes de parar no sinal que o obriga, tive que travar por causa de uma pequena casca de noz, um carro eléctrico que circulava na faixa da esquerda. Pisca para a direita e lá vai um desrespeito ao código da estrada. Chegado ao sinal o dito chega ao meu lado e pára um pouco mais à frente. Volto à esquerda para ultrapassar mas o homem recusa-se a sair do seu caminho, caminho esse, percebi pouco depois, traçado pelo Senhor. Pisca para a direita, segunda ofensa ao código, e enquanto o ultrapassava olhei para dentro do carro. Barba por fazer, ar gasto de alguns anos de vida, mais provavelmente os que aparenta do que aqueles que realmente viveu. Pequena bandeira nacional no tejadilho do carro, boné da selecção, bandeiras nas janelas e um cachecol verde e vermelho no tabelier. Para completar o quadro uma pequena Virgem Maria de plástico guardava serenamente toda a cena.
Confesso nunca ter visto tamanha devoção e tamanho patriotismo, com o clássico toque de adoração cristã.
Perdi-o na bruma da noite por onde certamente espalhou um pouco da sua magia e dos tradicionais valores portugueses. Uma pergunta me resta, será que gosta de fado? No meu imaginário infantil espero que sim, para poder dormir descansado com a certeza que o mundo não está perdido...

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Quatro... quatro mais quatro... vezes quatro... elevado a quatro... e outros quatro... e mais quatro... mais quatro... mais quatro... à potência de infinito... vezes quatro... e mais... e mais... quatro e quatro e quatro... sempre mais quatro... ad eternum quatro... quatro, quatro, quatro...

Caché - Nada a Esconder

É pena... ontem à noite fui ao King para ver se conseguia apanhar o último Haneke, vencedor de vários prémios em Cannes entre os quais melhor realizador, Caché. E o filme não desilude, muito pelo contrário, é subtil na construção do medo de quem misteriosamente começa a receber cassetes de video com gravações de sua própria casa. Este evento, numa família aparentemente estável, moderna, intelectual, vai começar a ter resultados inesperados, não só na natural tensão que este tipo de assédio causa, nem apenas no mistério que gira em torno das gravações e do motivo pelo qual são enviadas, mas principalmente ao nível das relações familiares e humanas. Haneke é muito bom, gere o suspense e o drama pessoal de um forma notável, Auteuil e Binoche são de uma força e contenção impecáveis mas... mas é pena ver um realizador que constroi um edificio e depois não o sabe terminar, que faz um filme, tem uma situação a desenvolve para depois claudicar no último instante... é pena...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Sala de espera

Ele já sabia o que eu precisava, era só uma receita para fazer umas análises de despiste, que isto da doença do beijo não é de fiar, apesar de me sentir são que nem um pêro e quiçá responsável pela cura de outrém. Senti-me um pouco ridículo por pedir isto a um neuro-cirurgião, e ainda por cima um de renome, que já não é só Dr. já é professor, mais é Professor Doutor, como se por excelência académica a pessoa merecesse o título por extenso. Nunca percebi esta mania, mas temos que diferenciar e a preguiça é muita para arranjar nomes diferentes. Se a moda pegava só os santos tinham direito a nome completo com apelido e tudo, para se ser Miguel ou Joana ou Abrenúncio já era preciso ter alguma dignidade moral, ser pelo menos escuteiro ou algo parecido, restando para os comuns dos mortais o simples MPR no meu caso, que não passam de iniciais. Mas lá estava eu no consultório do Professor Doutor, amigo de familia de longa data, capaz de uma jantarada de alheiras depois de oito horas a operar a cabeça de um pobre TLS ou uma PBD, ou, se fosse dia especial,um Marco ou Maria Claudia. Mas ele não deixou os papeis na recepção, guardou-os com ele por lapso e tive que esperar 35 minutos para que a paciente se despachasse, com o meu Skoda em cima da passadeira com os 4 piscas ligados e um medo de morte que a policia me rebocasse o carro e eu tivesse que pagar outra monstruosidade de dinheiro como a que paguei no sábado por estacionar dois lugares atrás do que podia, numa rua do Chiado que conheço como a palma da minha mão. E lá esperei, e lá ouvi as pacientes a dizer como é bom para alguem com perturbações nervosas ter um animal de estimação,que enquanto a pessoa ralha com ele ao menos se esquece que está mesmo doente... O papel veio, após muito suor e falta de paciência para encarar uma recepcionista que só sorriu quando telefonou para o namorado. Agora faltam os exames... Não hei-de ter nada...

Where The Truth Lies

Quem conhece o suave rendilhar de Atom Agoyan em outras obras como The Sweet Hereafter ou Felicia's Journey, sabe à partida que, apesar de estarmos perante um filme de mistério, a descoberta de quem matou quem é de somenos importância. Construído com uma mise-en-scène cuidada, Where The Truth Lies é um lento saborear da deconstrução de três personagens centrais e da noite que lhes mudou definitivamente a vida. Sem ser brilhante, mantem um ritmo firme, seguro, dando cada passo com uma acuidade dramática muito bem pensada, presenteando-nos com imagens belas, situações de um desenvolvimento inesperado e tocando temas sensiveis que vão para alem da simples descoberta do assassino. Colin Firth e principalmente Kevin Bacon dão-nos um desempenho à altura deste policial, erótico, dramático de um grande realizador.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Memórias de infância

Antes do "Dragon Ball", antes do "Big Brother" e antes dos "Morangos com Açucar" existiu um programa que me marcou especialmente enquanto puto. Era um programa infantil, com marionetes e muita música, mas que não era linear nem básico, havia um grupo de miudos, alguns adultos excêntricos dos quais o Guarda Serôdio me ficou gravado na memória, e havia um manjerico cheio de picos e uma linguagem muito própria que toda a gente parecia perceber. Era para malta nova mas falava de temáticas muito além do trivial que hoje se vê, muito além da simplicidade assustadora com que muitas vezes se estupidificam as crianças. Lembro-me por exemplo de uma música que dizia "Quem sou eu, disse eu, só que ninguem respondeu, ninguem... Mas o que é que me deu para estar hoje assim? Estou aqui se estou... Mas para onde é que eu vou, quem sou? Toda a gente sabe mais ou menos quem é..." São questões a que muita gente ainda hoje não soube responder, que todos nós nos colocamos mais cedo ou mais tarde, e que eram postas a um público que se calhar as sentia mas ainda não tinha a maturidade suficiente para as verbalizar e estruturar desta forma.
Com canções de Sérgio Godinho "Os Amigos do Gaspar" são para mim um marco. Escolhi como banda sonora desta semana não o "É tão bom", música que o próprio Sérgio já voltou a cantar nos seus concertos, mas "A Paixão do Velho Pires, o Marinheiro" onde ele declara o seu amor...
Aqui fica...

Lançamento

Foi na pequena livraria da cinemateca, espaço demasiado exíguo para as pessoas que compareceram, que foi feito o lançamento do Dicionário de Cinema Português 1989-2003. Com a apresentação de João Brites, escolha pessoal de Jorge Leitão Ramos, não só por uma ligação de muitos anos mas tambem por ser alguem que, apesar de ser do meio cultural nomeadamente das artes representativas, não está mencionado no livro por se ter dedicado quase exclusivamente ao teatro. Estiveram presentes familia e amigos, colegas e profissionais da Sétima Arte, inclusivé um grupo de alunos da Marquês de Pombal, onde Leitão Ramos é professor, que foram ver e ouvir o "stôr" de uma forma diferente, num ambiente estranho. Foi uma recepção calorosa, e já os media tinham durante o dia feito uma cobertura interessante do lançamento, rádio, televisão e imprensa dos quais deixo aqui um exemplo. Ficaram as palavras, as fotos e os sorrisos. Resta agora a obra, uma obra de referência maior no panorama audiovisual português.

Gramática

Eu sei que é uma coisinha pequena mas se o feminino de actor é actriz, o feminino de autor não devia ser autriz?

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Mudança


É vox populi que a mudança é algo de positivo, que traz benefícios, aumentos de eficiência, novos conhecimentos e nos torna mais abertos, com uma visão mais plurifacetada do mundo que nos rodeia. Aqui na empresa essa ideia parece ser regra, tenho em média uma mudança de seis em seis meses, infelizmente a mudança é apenas de sítio e mais nada. Agora estou num gabinete fechado com mais dois colegas, cinco janelas e cinco televisões, posters de filmes por todos os lados. Vamos mudar dentro de pouco tempo para um open-space atafulhado de secretárias e, após visita, com um ar-condicionado psicótico de um calor abrasador. Não temos privacidade, nem espaço, nem sitio para colocar nada, muito menos aparelhos receptores de tv fulcrais para o controlo de emissão. Parece que decidem da vida e das andanças das pessoas sem fazer puto de ideia de quem são, do que fazem ou o que necessitam. Secretária e computador assunto arrumado. Mas quando ninguem de direito informa quem deve nem se preocupa minimamente... torna-se difícil...

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

WC


Foi uma revolução ou uma catástrofe natural... Toda a gente do meu piso se mudou menos o pessoal aqui dos Canais Lusomundo e, de repente, à minha volta parecia uma zona desmilitarizada, um local de impacto. Sobramos cinco... últimos resistentes do holocausto, nós e as baratas que se escondem quando passamos. Hoje sobram três, três homens perdidos num vazio de secretárias, num deserto de armários sem propósito e caixotes por transportar. A nossa vez deve ser para a semana, vamos ser desterrados para o prédio ao lado, seguindo a manada do resto da empresa.
As infraestruturas, no entanto, continuam as mesmas, nomeadamente os Wc's são os mesmos, um para senhores e outro para as senhoras que, neste preciso momento, são inexistentes. Hoje passei em frente do dito (do das madames) sem saber porquê parei. O piso está vazio, uma casa-de-banho é uma casa-de-banho seja qual for a marca na porta, principalmente quando todas as pessoas que estão aqui são do mesmo sexo. Pensei em entrar como se transpusesse uma barreira invisivel em território desconhecido e proíbido. Senti-me um puto outra vez, um miudo a entrar pela primeira vez no wc das meninas, numa transgressão digna dos anais. Parei e quase entrei, mas continuei e fui para a do costume. Disse para mim mesmo que era uma estupidez entrar, que estava a ser infantil, que se era igual então mais valia ir à minha. Disse e racionalizei, mas na verdade tive pudor de transpor a barreira, de entrar onde o sinal não deixava.
Num piso de três homens eu voltei a ser atabalhoadamente criança.

Palco - ponto final e virgula...

Foi um final com a primeira vez em palco, certo que o público eramos nós mesmos mas palco mesmo assim. E de repente tudo muda, não sei se é das luzes, da pequena elevação, se das cadeiras à nossa frente vazias dos espectros de outras noites, mas de repente tudo muda por um momento... E cria-se a certeza de querer mais, querer aprofundar mais, conhecer mais, experimentar mais, aprender muito muito mais! Um pequeno palco e tudo muda...
Ontem foi a última aula do atelier de teatro, para a semana começo um workshop de seis meses que se antevê mais intenso, mais dificil, mais sério, com um maior aprofundamento de mim mesmo e anseio com mais, muito mais palco...
Ponto final neste espaço, ponto e virgula neste grupo, que há aqui pessoas de quem não me quero afastar e espero manter contacto, até agora eles foram o meu maior público, os meus maiores fãs.
Isto é apenas uma virgula que o teatro segue dentro de momentos.