segunda-feira, março 06, 2006

Sem surpresas...até à surpresa final.

Foi na madrugada de ontem para hoje que foi feita a 78ª entrega dos Prémios da Academia de Artes e Ciências: os Óscares. Novo apresentador Jon Stewart, conhecido pelo seu trabalho no Daily Show, prometia comédia crítica e acutilante, desde o primeiro momento que não desiludiu. Com uma entrada onde brincava com a sua escolha para apresentar estes prémios e continuando ao longo da cerimónia a gozar consigo próprio, com a Academia e inclusivé com os temas mais sérios que iam aparecendo. Foi sem dúvida uma melhoria sobre a desgraça que Chris Rock fez o ano passado. De resto a cerimónia estava morna, as músicas não entusiasmavam, as montagens referentes a este ou aquele tema pareciam algo aleatórias e forçadas, quase como se existissem apenas para queimar tempo(Jon Stewart a dada altura vira-se para a câmara e diz "já não temos clips, acabaram-se os clips,por favor, se têm clips em casa enviem-nos, seja sobre que tema for, não importa se é em beta!). Os prémios eram os esperados, os vencedores antecipados subiam a palco para recebê-los como se soubessem de antemão que eram os vencedores e aquilo se tratasse apenas de uma formalidade. Eis senão quando chega o prémio de Melhor Filme. Eu estava confesso, sonolento e já meio cambaleante portanto quando anunciaram Crash como o vencedor demorei alguns segundos a processar a informação. Foi a grande surpresa da noite e a consagração de Paul Haggis, que já tinha levado o Oscar por melhor Argumento Original este ano após ter sido graciado com uma nomeação o ano passado por Million Dollar Baby.
A escolha surpreende, mas o buzz em Hollywood indicava que esta era uma forte possibilidade, até para a Academia se demarcar um pouco dos outros prémios. Pessoalmente acho imerecido, dos 5 candidatos ao Oscar vi 3 e este é o pior do trio, começa bem, o tema é interessante, mas segue uma linha de diversas histórias onde todos são o que não parecem tornado-se portanto algo repetitivo e com esforço colossal de ligar todos os personagens no fim,de uma forma por vezes demasiado rebuscada.

PS - Em comentários ao meu post anterior pediram-me para dizer quais os filmes que eu gostava que ganhassem.Como não vi todos os nomeados esse é um exercicio que ainda não estou em condições de fazer... Para lista completa de vencedores ir aqui.

sexta-feira, março 03, 2006

Por um triz


Eram 16h30, desliguei o computador, levantei-me e preparei-me para sair mais cedo. Patrão fora, dois colegas de férias e um outro que tinha acabado de ir embora. Estava bem disposto. Toca o telefone: "Miguel, prepara-te porque hoje vai ser até tarde!" - era o meu chefe que estava a caminho do escritório. Liguei ao Paulo para ele voltar para trás.
É sexta, são quase 21h30 e eu ainda aqui estou, com a cabeça em água e prestes a rebentar... Bom fim-de-semana a todos...

Oscar Night

Domingo é dia dos Oscares, cerimónia de vista em todo o mundo onde a indústria cinematográfica americana premeia aqueles que dentro de si considera os melhores. Bem sei que os prémios não querem dizer nada e que a Academia tem uma longa história de enganos - basta dizer que no ano de Taxi Driver foi Rocky o eleito com o Oscar de Melhor Filme ou que Alfred Hitchcock nunca foi premiado - e se olharmos então para a última década a lista de disparates não acaba Shakespeare In Love como filme do ano, Julia Roberts com o Oscar por Erin Brockovich, Ron Howard como Melhor Realizador num ano que contava com por exemplo Ridley Scott, Robert Altman e David Lynch na lista de nomeados, o ostracismo de Tim Burton e por aí fora.
No entanto, e se esquecermos o ano passado com a apresentação do desastroso Chris Rock, os Oscares são sempre grandes espectaculos, normalmente com surpresas técnicas, estéticas e cómicas q.b., e representam o sentir da maior indústria de entertenimento do mundo num dado momento. Ao olharmos para o exemplo de Rocky podemos fazer uma análise cultural dos EUA nos anos 70 e como a história deste heroi improvável (que perde o combate caso não se lembrem) tocou num nervo emocional americano.
Este Domingo lá estarei, madrugada dentro a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos num ano onde tudo parece já estar garantido.
Aqui fica a minha lista de favoritos à vitória (e não dos que eu gostava que ganhassem):
Melhor Filme - Brokeback Mountain
Melhor Realizador - Ang Lee: Brokeback Mountain
Melhor Actor Principal - Philip Seymour Hoffman - Capote
Melhor Actriz Principal - Reese Whitherspoon - Walk The Line
Melhor Argumento Original - Paul Haggis /Robert Moresco - Crash
Melhor Argumento Adaptado - Larry McMurtry / Diana Ossana - Brokeback Mountain
Melhor Actor Secundário - aqui tenho dúvidas entre George Clooney em Syriana ou Paul Giamatti em Cinderella Man
Melhor Actriz Secundária - Rachel Weisz - The Constant Gardener

The Gift

Já passou quase meia década desde que ouvi pela primeira vez The Gift, o som triste e melancólico de uma voz única. Este How The End... Always End é uma música de uma beleza simples, sofrida, que desde sempre me tocou. Aqui fica...

quinta-feira, março 02, 2006

Syriana

A caça aos filmes em falta continua e a vitima desta vez foi Syriana, nomeado para dois Oscares, Melhor Actor Secundário e Melhor Argumento Original.
Para começar este não é um filme que viva das grandes interpretações dos seus actores, ninguem compromete, mas ninguem é realmente brilhante, a nomeação a Clooney parece ser mais devido à alteração fisica por que passou (engordou bastante para o papel, parecendo um homem banal e longe da imagem de sex symbol), do que propriamente a uma performance de destaque. Não conhecia o realizador, mas parecia-me ser um misto de Tony Scott, Michael Mann e Steven Soderbergh. Curiosamente Soderbergh é produtor executivo desta fita e Stephen Gaghan (o realizador) é o argumentista de Traffic. O enredo gira em torno de uma conspiração internacional que envolve grandes petrolíferas, o Estado americano e lutas de poder no Médio Oriente. As conclusões finais não são novas, os EUA influenciam, mentem, subornam, intimidam e matam para defender os seus interesses económicos. O formato tambem não, quatro personagens e quatro histórias aparentemente diferentes interligam-se. A forma fria e distante com que nos são dadas as situações afastaram-me de sentir algo, ou sequer me preocupar por aqueles personagens, fazendo com que passe em branco por todo o filme. Percebo quem goste mas, pessoalmente, não me disse nada...

P.S. - As imagens estão de volta!! :)

quarta-feira, março 01, 2006

Pessoal

Terça feira de carnaval. Aula de workshop de teatro, mais cedo por causa do aniversário do meu pai. 17h30 iniciava a aula, massagem aos pés, um momento de pausa, de tratar de nós, de cuidar de uma parte do corpo muitas vezes esquecida, o motivo? Antes da aula começar falava-se de meias. Assim o Thiago fazia-nos perceber que nem tudo está pré-programado, que se deve estar atento e reagir conforme o mundo se nos apresenta.
Há duas aulas falou-se de amor, relações humanas, casamento, ontem tivemos que levar um objecto que representasse para nós aquilo que foi dito nessa aula, mostrá-lo, falar sobre ele e reflectir de uma forma diferente (dar-lhe um nome, gostos, sexo, idade, como se de uma pessoa se tratasse). Foi dificil a exposição pessoal desta forma, foi dificil mostrar algo de intimo, único, de verdadeiramente importante. Rodou toda a gente e os sentimentos eram diversos, do amor, à tristeza, à perda, saudade ou ternura. Foi inspirador ver as pessoas abrirem-se e exporem-se de uma forma tão autêntica, tão genuina. A seguir tivemos que representar livremente o objecto em causa, no meu caso não representei o objecto em si, mas o sentimento por detrás do mesmo. Não foi fácil, nada fácil, abrir esta caixa de Pandora e deixar fluir sem censuras algo profundamente emocional. Demorei a aula quase toda para recuperar, para voltar à normalidade. Não estava preparado, não estava à espera desta reacção, foi dificil, foi muito dificil. O resto do tempo passou entre conversa e discussão sobre sentimentos, sobre a veracidade dos mesmos, sobre auto-conhecimento, sobre descoberta, quebrar barreiras e tabus na busca da interioridade, do bem-estar, do prazer. Estamos quase no fim desta fase. Mais duas aulas e damos outro passo em frente. O futuro promete...

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Os posts estão sem imagens, este não é o meu pc normal, resolvo na quinta... QUE NEURA! :P

Vice-Carnaval

E ontem esteve um dia glorioso. Véspera de Carnaval, céu azul, temperatura amena, perfeito dia de passeio com Sintra no horizonte. Destino, Quinta da Regaleira, local excêntrico de simbologia mística, espiritual e religiosa, concretizada nos finais do século XIX inícios do século XX. Tinhamos tempo, fomos almoçar. Que raio de local papa-turistas em que encalhámos, horas à espera de uns pratos do dia, que ainda discutiam comigo três horas depois de ingeridos, com um lombo de porco a saber a peixe (provavelmente por ter o mesmo molho que o salmão) e uma tarte de maçã que precisou ir ao microondas - e que mesmo assim ainda estava congelada no centro! Infeliz repasto de novo a caminho, já atrasados chegámos pouco depois da hora.
Já perdi a conta ao número de visitas que lá fiz ao longo dos anos, a última das quais com a minha classe de Yoga onde se fez a ponte entre os princípios postulados neste jardim temático e os princípios orientadores do Yoga. Desta vez não foi exepção, aprendi algo novo, pequenos pormenores, mas foi o pior de todos os guias, céptico, desinteressante, passando por cima de uma série de coisas que a Quinta tem para dar e desvalorizando com um tom depreciativo os aspectos mais controversos. Seja como for é uma visita que merece sempre ser feita.
À noite jantar lá em casa, pato assado (para o diabo com a gripe das aves e os 90 mortos desde o início da "pandemia" - devem ter morrido mais pessoas engasgadas no mundo em ossos de frango no mesmo período de tempo). Para sobremesa as famosas (para quem conhece a minha mãe) taças Ninette, com chocolate amêndoa e rum... Em primeiro lugar alguem me explica como se tiram o raio das penas de um pato que parece não ter outra coisa no corpo? Adiante, problema resolvida, forno com o bicho, e com o medo de o queimar deixei-o quase três horas a cozinhar em forno brando, mas valeu o esforço, no final estava comestível. A fome não era muita, entre pão, tostas, queijos e vinho tinto, foi-se enganando o estômago. Foi a inauguração, com visitas, da minha mesa de jantar apesar de ainda não ter as cadeiras...
Um dia de férias que mereceu o nome...

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Walk the line in Munich

Fim de semana de Carnaval e a perseguição continua. Olhei para o cartaz de cinema e tinha doze (!) filmes para ver, como tenho andado lento a apanhá-los, eles multiplicam-se e ameaçam vencer este pequeno jogo de gato e rato. Este fim de semana apanhei mais dois, e dos gordos, nomeados para Oscares e multi-premiados.
Comecei com Walk The Line do James Mangold, com Joaquin Phoenix e Reese Whiterspoon. Ambos são sérios candidatos ao Oscar de Melhor Actor e Actriz respectivamente, e Whitherspoon aparece inclusivé como a mais séria candidata da lista ao contrário do seu parceiro que deverá perder para Philip Seymour Hoffman em Capote. Walk the Line é um biopic que narra a vida do cantor Johny Cash e faz lembrar demasiado Ray do ano passado. A mesma construção narrativa, a mesma reprodução plástica por parte dos actores, até a história, a morte do irmão em ambos os casos, os problemas com drogas, as relações amorosas com pessoas que fazem parte do tour. É tudo demasiado parecido e demasiado longínquo. O filme não é mau, mas sai-se com a sensação de que se não conhece os personagens envolvidos, sabe-se os pontos altos da vida mas não se conhece realmente as pessoas, como se tivessemos apenas lido as parangonas dos jornais que contam esses mesmos pontos altos. No fim de contas quem é aquele homem, para alem daquilo que é já domínio publico? Como personagem de um filme é bi-dimensional. É um risco eu sei tentar ir mais alem com um homem que morreu apenas há dois anos e foi bem conhecido, mas do ponto de vista cinematográfico empobrece o filme.
Munich de Steven Spielberg conta a história da reacção de Israel ao atentado dos Jogos Olímpicos em Munique onde 11 atletas judeus foram mortos por terroristas palestinianos. Logo a após foi ordenada a morte dos responsáveis por esses atentados. Acima de tudo este é um filme, como todos os filmes de Spielberg, sobre pessoas, sobre gente normal colocada em situações extraordinárias, e tocante a vários niveis, interrogando-se, sem nunca tomar partido, sobre os imensos dilemas humanos e morais que tal situação coloca. Spielberg coíbe-se de fazer espectáculo (como é tambem seu cunho) nesta fita, como que se tolhido pessoalmente pela temática tão sensivel. No entanto apresenta-nos um filme poderoso, surpreendente, emocional e complexo, filmado com a mestria de quem já esqueceu mais sobre cinema do que a maioria dos cineastas alguma vez soube. Sem dúvida um dos filmes da temporada.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Before Sunset

Há quase uma década vi um filme chamado Antes do Amanhecer, realizador desconhecido e com um rapazinho que eu conhecia apenas do Clube dos Poetas Mortos, Ethan Hawke. Era uma pequena produção, uma história de amor de final indeterminado acerca de dois jovens que se conhecem numa viagem de comboio através da europa.
Before Sunset - Antes do Anoitecer, é a continuação desse filme, dez anos mais tarde, quando os dois se reencontram em Paris, por mero acaso.
É desde já uma delícia poder gozar da simplicidade de dois actores e uma câmara em suave deambulamento pela cidade. Ambos envelheceram e isso vê-se, não é maquilhagem, nem efeito, os actores realmente envelheceram ao ritmo dos personagens que encarnam, ganharam traços, até algumas rugas, ganharam vidas e passado, história e arrependimentos. Nenhum dos dois é já um sonhador apaixonado, apesar de, no fundo, nunca terem desistido do amor. É tocante acompanhar este reencontro, ver como uma noite pode ter um impacto tão marcante na vida de alguem, redescobrir velhos conhecidos com uma cumplicidade nunca perdida. É reconfortante saber que há actores capazes de um à-vontade, de uma naturalidade, uma descontração, sem no entanto serem superficiais nas emoções que transparecem, nem lineares na sua evolução. É bom saber que há quem queira e saiba escrever diálogos que nos prendem e cativam, sem grandes divagações ou excessos dramáticos.
Before Sunset é um projecto de conjunto e de um cunho intimista, pessoal, é confortável como uma noite em casa de velhos amigos de sempre... Sejam bem-vindos...

Zero 7


Foi em 2001, andava à procura de um som diferente, que fosse melodioso, suave, interessante. Foi então que descobri Zero 7 com o album Simple Things, recomendado por alguem na Fnac. Aqui fica, Distractions...

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Luz na Cidade

Está a sair de cena esta peça de Conor McPherson, irlandês de 35 anos e já autor consagrado, encenador, argumentista e inclusivé realizador de cinema. Tinha que a ver, compelido por boas críticas vindas dos mais variados quadrantes inclusivé familiar.
Um homem procura a ajuda de um psicólogo quando tem visões da sua mulher morta a vaguear pela casa. No espaço deste consultório desenvolvem-se cinco quadros onde quatro pessoas deambulam entre mágoas do passado, angústia, incerteza, arrependimento e culpa.
O texto é bem conseguido, apesar de desigual, e de não se assistir de uma forma fluida ao evoluir das situações e dos personagens, saltanto de quadro para quadro sem por vezes se sentir a conexão e a ligação entre os vários momentos.
A cenografia é interessante, mesmo que sem primar por uma originalidade extrema.
Agora a grande falha da peça reside na sua escolha de actores. Enquanto que Rui Mendes é credivel e por vezes bastante emotivo, Nuno Gil e São José Correia são pura e simplesmente desastrosos. O primeiro destroi a sua cena a partir do momento em que abre a boca, perguntam-lhe se quer vinho e ele responde "Sim". Uma simples palavra, mas que arruina qualquer hipótese de se levar a sério este homem como actor. O resto é condizente. Já São José Correia, apesar de expressiva fisicamente, é de um exagero dramático desmesurado, gritando e gesticulando as emoções que se devem sentir. Marco Delgado é neutro. Não que seja especialmente mau, é certinho, diz as falas, mas não convence. Foi então que reparei. Quando vi só me apeteceu rir. Ele NÃO RESPIRA!!! Tudo aquilo que o Thiago nos anda a martelar desde o primeiro dia no workshop, respiração. o homem não respira! Bloqueia o ar, as palavras, as sensações e sentimentos, criando um vazio mesmo em frente aos próprios olhos.
Saí desiludido, muito desiludido. Espero que o Beckett na Comuna seja bastante melhor


Conor McPherson, autoria;
João Lourenço, encenação;
Rui Mendes, Marco Delgado, Nuno Gil e São José Correia, interpretação.
de 2005/12/14 até 2006/02/26
Qua a Sáb: 21h30 Dom: 16h
Teatro Aberto
Praça de Espanha
1050-107 lisboa
Telefone: 213 880 096
Internet: www.teatroaberto.com

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Eu estou é com medo da gripe das árvores

Parece que foi detectado mais um caso de gripe das árvores, um carvalho gigante do Uzebaquistão morreu e foi transportado em sacos de super-mercado para um laboratório algures nos arredores de Londres onde lhe foi diagnosticado gripe das árvores.
O problema está a atingir proporções catastróficas e pode dar-se o caso de se transformar numa numa pandemia à escala mundial. A Quercos está no terreno, bem como a Greenpeace, a Associação de Apoio à Vitima, a SPA (sociedade protectora dos animais), a SPA (sociedade portuguesa de autores), a SPA (senhora portuguesa anónima) e as casas do Benfica de Castelo Branco e Freixo de Espada à Cinta. Em declarações a este blog o Ministério do Ambiente e da Saúde, num comunicado conjunto na pele da empresa de limpezas pede calma aos cidadãos. Teme-se que o virus possa mutar e contaminar toda a população de esquilos de Monsanto, com graves repercursões para os restaurantes chineses da área da Grande Lisboa.
Numa notícia relacionada fechou mais uma fábrica de embalagens de pinhão devido à baixa da procura causada por este fenómeno, a noz e o pinheiro de Natal ameaçam tambem ser afectados.
Todas as casas reconstruidas na rua de S. Bento foram queimadas por ordem do Presidente da Camâra de Lisboa após conferência com um delegado de informação médica de uma empresa de Queluz de Baixo, devido à suspeita de terem sido usadas tábuas infectadas com a doença.
Numa notícia relacionada o Chiado voltou a arder, as causas ainda não são conhecidas.
Cinquenta crianças de uma escola de Ranholas foram internadas após usarem lápis com gripe das árvores. As crianças não apresentavam quaisquer sintomas mas foram postas em quarentena por precaução.
Sonae compra empresas de alcatifas.
Tapetes de arraiolos lançam OPA sobre a PT e prometem restruturar a empresa.
Azar bate à porta dos portugueses que, com medo de contágio, deixaram de bater na madeira de cada vez que dizem algo errado.
Restaurantes esgotam mesas de acrilico.
Homem morto por populares em fúria após comprar uma mesa de matraquilhos e outra de snooker para o seu estabelecimento.
Governo sugere a redução no consumo de papel. Acções da Microsoft triplicam em três dias.
Nova vaga de crimes, toxicodepententes assaltam pessoas na rua com pedaços de cortiça.

É por estas e por outras que eu tenho medo é da gripe das árvores...

Confirmação


Mudou o dia, mudou a turma, mudou a sensação, agora começou a sério. Ontem foi a 3ª sessão do workshop de teatro, mudou para terça-feira definitivamente para a Ana conseguir entrar. Somos sete alunos (uma vez mais o número sete) e com o novo elemento fiquei com a sensação de plenitude, de circulo fechado, de grupo completo. Não sei bem porquê mas a entrada dela veio, quanto a mim, trazer qualquer coisa ao grupo, torná-lo mais coeso, como se fosse a pequena peça do puzzle que faltava. Ontem mudaram inclusivé atitudes, as resistências de todos os elementos do grupo começaram a baixar e estamos agora a encontrar finalmente uma harmonia que permite desenvolver um trabalho de conjunto mais consistente, mais pleno. Ontem foi um ponto de viragem, acabou a iniciação, o prazo de adaptação, o perceber o que é que lá estamos a fazer. Ontem começou realmente, com o grupo completo, o processo de transformação em "actores", com todas as aspas e reticências que a palavra me merece.
Foi uma aula fisica, muito fisica, de contacto com o nosso proprio corpo, com o ambiente que nos rodeia, com o corpo dos outros. Conhecer-nos a nós próprios, aprender novas formas de respirar, perceber cada vez mais como, através desta coisa simples e sempre intuitiva que é respirar, conseguimos controlar as emoções, brincar com elas, criar em nós as partituras necessárias para representar, até mesmo encarar a vida de outro prisma, sentir de uma outra forma, viver em consonância conosco próprios, em estado constante de sensação, de sensibilidade, de alerta sensorial.
Comandos, sempre os comandos, fazer os comandos, respirar nos comandos, perceber os comandos, senti-los, interioriza-los e ganhar progressivamente a independência como actor.
E no final, plateau, exercicio de interligação improvisada entre o grupo, de co-relação e co-dependência, de movimento, atenção e reacção.
Mas é dificil, mesmo dificil, entrar no estado certo, é dificil encontrar o tempo e o modo que vai ser exigido de nós. Só passaram três semanas, temos seis meses de workshop e uma vida pela frente. Foi esta a confirmação de um caminho e uma atitude...

terça-feira, fevereiro 21, 2006

5 manias (ao desafio)

Aceito sempre mesmo que não os passe. Portanto Pinky aqui vão as minhas cinco manias... que me corrija quem me conhece...
1 - Mania de falar muito: sem dúvida, gosto de falar, falar, falar, falar, até me doer a garganta, até me pesarem os olhos.
2 - Mania de ir ao cinema: É genético, é deste os meus dois anos, cinema sempre e acima de tudo (teatro tambem, desde os três). Vejo cinema, trabalho em cinema, escrevo para cinema, ouço música e imagino... cinema!
3 - Mania de comer bem - Esta a culpa é da mãe Teresa, uma das, senão A melhor cozinheira que já conheci. Pode ser comida simples, mas que raio, que seja bem feita!
4 - Mania de Lisboa: É e sempre foi a minha cidade, o meu berço de origem. Dos jardins de Belem, aos edificios novos da Expo, mas principalmente do Rio a Alfama, da Assembleia ao Castelo, Lisboa antiga faz parte da minha força vital. Não é por acaso que comprei casa na Baixa...
5 - Mania de amar: Em todo o sentido da palavra. Defendo muito os meus, quem amo e quem me ama, seja familia, namorada ou amigos (mesmo que por vezes pareça mais ausente do que devia para alguns).

E pronto... ficam, com as devidas falhas e reticências algumas das manias que me vieram agora à cabeça. Não me definem como pessoa, mas tambem não fogem à realidade.