quinta-feira, março 30, 2006

As pequenas coisas...

Grandes tormentas nascem de pequenas coisas, ontem creio ter ajudado a que o nosso membro do grupo não nos abandone. Muito tempo de conversa a partir pedra, com todas as justificações possiveis para sair, mas que sempre me pareciam isso mesmo, justificações. Falámos algum tempo, sempre às voltas, numa troca de argumentos, até que finalmente chegámos a um ponto. Era um pormenor poder-se-ia pensar, mas é incrivel como as pequenas coisas podem ter um efeito devastador na vida das pessoas. Agora é aprender a ligar com este aspecto da nossa vivência de forma a podermos continuar com o trabalho sem ter que preencher a lacuna que aqui seria criada. Ainda não sei se ela fica, mas creio haver boas hipoteses para tal.
Uma lição na importância das pequenas coisas...

É que nem vale a pena!

É daqueles dias, nem vale a pena tentar, nada sai minimante certo, seja a inscrição no open day do Holmes Place em que me obrigam a doar dinheiro para uma instituição quer eu queira quer não, no momento em que não tenho mais de 30 cêntimos na carteira, à simples gravação de um CD que me queimou 3 cds virgens sem conseguir gravar um único, hoje é daqueles dias em que tudo se parece alinhar para correr mal. Espero que não continue assim porque vou fazer uma pequena cirurgia e por este andar ainda me cortam metade da perna para tirar uma pontinha de pele! Que irritação!!!!

quarta-feira, março 29, 2006

Conflito

Ontem a aula do workshop foi muito diferente. Como uma das pessoas faltou pela segunda vez consecutiva e vai ter uma aula de recuperação na quinta-feira o Thiago não quis avançar com as aulas normais para ela não ficar para trás. Falou-se então das ideias para a peça, que tinham sido lançadas ao de leve na última aula. Enquanto que no sábado as ideias surgiram orgânicamente através dos exercicios, desta vez tinham sido pensadas e imaginadas por nós em casa, ou na altura através do diálogo que se gerou.
Uma das coisas que o Thiago sempre evitou foi o Verbo, a palavra como forma de comunicação principal, pois esta encontra-se demasiado agarrada ao intelecto, ao racional, ao Ego e afastando-se do tipo de trabalho que ali se procura desenvolver. A Palavra como tal é fonte de conflito e discórdia e, caso não se saiba lidar com isso, pode ser disruptiva. Outra coisa para a qual sempre fomos alertados foi para as relações de amizade. A amizade é optima fora dali, ali estamos a trabalhar e como tal temos que estar abertos e receptivos a ideias, sugestões, hipoteses, não nos podemos prender à nossa propria opinião, temos que saber aceitar a crítica e as contrariedades que surgem.
As técnicas que estamos a aprender e treinar ao longo de dois meses - respiração, focalização, concentração, posição corporal - usadas para atingir um estado que permita a representação, a criação de imagens e sensações, têm que ser seguidas SEMPRE e em todas as circunstâncias, são inclusivé tecnicas que devem ser usadas durante a vida, que nos permitem sentir, interagir, relaxar, ouvir, entender.
Ontem nada disso foi feito, como a aula não foi baseada em exercicios entrámos para lá como se entrassemos para um café, a conversa que se seguiu foi intensa, transformou-se em discussão até que um dos elementos do grupo se levantou e bateu com a porta desistindo do workshop.
A culpa é de cada um de nós individualmente, cada um de nós não usou NADA do que esteve a aprender durante estes dois meses, como se nos juntassemos pela primeira vez, e por muito que se possa dizer se foi A ou B que falou mais, gritou mais ou interrompeu mais, a verdade é que houve a falta de capacidade de lidar com o grupo e a culpa disso é de nós próprios e não exterior a nós.
A saida desta pessoa foi a saida de alguem com uma contribuição muito positiva para toda a gente, que me disse um dia que só fazia falta quem lá estava. Pois ela está lá e neste momento faz-nos falta. Resta saber se o trabalho que ali estamos a desenvolver é aquilo que ela procura e se está disposta a lidar com as dificuldades e problemas que daí advêm, sabendo que a partir daqui o desistir é deixar todos os outros com problemas, porque a partir daqui o trabalho de uns depende do grupo inteiro. Ontem falhámos todos, ontem não soubemos usar aquilo que nos foi ensinado e o resultado foi o pior possivel. Saiu um dos elementos mais criativos que lá está e cuja contribuição até à saida foi inestimável.
Sei que na vida a única coisa sem retorno é a Morte. Sei que o retorno envolve problemas complexos de lidar com a auto-estima e conflitos interiores. Mas não se diz que os artistas são temperamentais? Este grupo precisa desta artista...

terça-feira, março 28, 2006

History of Violence

David Cronenberg estabeleceu-se ao longo das últimas duas décadas como um dos cineastas de maior destaque da actualidade, com filmes brilhantes, controversos, nem sempre directos e muitas vezes dificeis de ver até pelo seu visual gore bastante vincado. É um realizador com um fio condutor, uma temática central que marca toda a sua carreira, não é um realizador de filmes de medo, de filmes fantásticos ou alucinações animalescas, é antes um director sempre em luta com a questão do monstro em nós, o outro dentro de cada um, o seu lado negro, escondido, a sua outra face. De A Ninhada a M Butterfly, de A Mosca a Spider, Cronenberg luta com a resolução das questões secretas que vivem escondidas no que de mais profundo temos.
A History of Violence é mais uma adição soberba a esta dissertação de décadas. Filme clássico em todo o seu esplendor, é uma obra acabada como raramente se encontra, não existe uma cena a mais ou em falta, não existe um angulo de câmara que não tenha sido pensado. Se à primeira vista pode parecer apenas um thriller sobre a identidade de um homem, pai de familia, que de repente se vê misturado com mafiosos após matar dois assassinos em auto-defesa, um olhar mais cuidado revela um filme com um argumento intricado e muito bem escrito, uma tensão e um sentido de humor que se acompanham, um elenco soberbo e uma beleza plástica por vezes incomum. Cronenberg, sem nunca se repetir, aprofunda aqui um pouco mais a sua busca, dando-nos multiplas chaves de leitura sobre cada um dos elementos daquela familia.
Um dos grandes filmes do ano...

segunda-feira, março 27, 2006

Criação!


Contra todas as expectativas começou neste sábado a criação da nossa peça do workshop que ainda não está sequer a meio. E o que é incrivel é que todo o processo é absolutamente orgânico, parte de nós, das nossas aulas, ideias, do nosso corpo, das nossas partituras e exercicios. Foi uma aula da partituras mistas, do desenvolvimento de um imaginário fisico mais complexo, da construção sobre as bases já lançadas. Foi tambem uma aula da interacção com os outros, do movimento e sensação do corpo, da interacção com o texto de cada um, e o quadro geral que esses textos individuais apresentam como colectivo. E de repente uma imagem, das nossas palavras, dos nossos movimentos surge uma imagem que serve de base para a construção de um texto, de uma peça. Foi como se explodisse um imaginário na cabeça de cada um de nós, as ideias fluiam, história, som, visual, encenação em palco. Teatro de sombras, temáticas complexas, relações humanas, foi o pináculo destes meses de trabalho. A semente está lançada. Vamos ver se temos a capacidade para a fazer germinar forte...

O Navio de Sal

São apenas quatro datas que este cativante espectáculo vai actuar, é pouco mais que um sopro de poesia, de música, de som e imagem, uma pequena experiência vivenciada por entre espuma do mar e as nuvens dos sonhos.

No D. Maria está no próximo fim-de-semana um espectáculo da autoria de Paulo Filipe Monteiro, actor, encenador, argumentista e professor de cinema, que aborda a temática do mar com poemas dos expoentes máximos da literatura maioritariamente nacional, acompanhado sempre pela partitura de Laurent Filipe e a projecção de imagens (videos de Nuno Rebelo) que ajudam a suportar visualmente um espectáculo onde a luz assume um papel primordial.
Uma abordagem multidisciplinar onde Paulo Filipe e Carla Galvão nos dão uma prestação vibrante, intensa, divertida e até por vezes comovente. A não perder...


O Navio de Sal
26 Março 19:00 / 31 Março 00:00 / 1 Abril 00:00 / 2 Abril 18:30
Pesquisa literária, guião e encenação: Paulo Filipe
Música Original e direcção musical: Laurent Filipe
video: Nuno Rebelo
Apoio ao moviemento: Amélia Bentes
Com: Carla Galvão e Paulo Filipe (texto) / Laurent Filipe e Rui Luis Pereira (Música)
Salão Nobre
Teatro Nacional D. Maria II
Informações: 213250827
Reservas: 213250835 / reservas@teatro-dmaria.pt / www.ticketline.pt / Lojas Fnac e Lojas Abreu

sexta-feira, março 24, 2006

Good Night And Good Luck


Foi um dos filmes mais nomeados dos Oscares deste ano (6 nomeações) mas logrou levar para casa uma única estatueta. Injusto, sem dúvida injusto, num dos filmes mais charmosos e bem construidos do ano.
Nos anos 50 os Estados Unidos viviam um clima de terror, numa caça às bruxas sem precedentes desde Salem, com uma perseguição a um Comunismo que simbolizava uma ameaça externa personificada em Estaline. O senador MacCarthy foi o rosto principal deste clima de histeria que destruiu a vida de milhares de americanos, pondo em causa as liberdades e direitos fundamentais de cada um.
Poucas foram as vozes que se levantaram para denunciar o estado das coisas, com medo de serem automáticamente rotulados de comunistas e serem eles próprios alvo de investigação. Edward R. Murrow, personalidade de destaque da CBS foi um dos poucos que ousou enfrentar o sistema na defesa dos seus principios, e Good Night And Good Luck é a adaptação cinematográfica desta luta.
George Clooney abraçou este projecto pessoalmente, escrevendo, actuando e realizando um filme a preto-e-branco, tenso, bem escrito, de um charme visual invulgar e com uma reconstrução de época absolutamente brilhante, dos cenários, passando pelo guarda-roupa, até ao mais pequeno objecto de design.
David Strathairn assina uma performance arrasadora como Murrow, de uma contenção plena de emotividade, secundado por um elenco que em nada lhe fica atrás, de Clooney a Robert Downey Jr, de Patricia Clarkson a Frank Langella.
Com este projecto George Clooney mostra-se como uma força criativa a ter em conta, muito alem do que o titulo de homem mais sexy do ano em 1997 deixaria suspeitar.

Hooverphonic


Tendo lançado o seu primeiro album em 1997, os Hooverphonic firmaram-se como uma das bandas mais interessantes do panorama musical belga, apesar de terem uma sonoridade muito anglo-saxonica - a começar logo na língua em que cantam.
Este Mad About You é o single do seu terceiro album Magnificent Tree, que me chamou a atenção pela sua secção de cordas e me fez comprar o CD (que no competo geral deixa algo a desejar). No entanto aqui fica esta canção, em que me viciei há uns anos atrás, e que é particularmente apropriada nesta fase da minha vida...

quinta-feira, março 23, 2006

Será?

É gozo,
é escárnio,
enganas-te é brincadeira,
não, não, não passa de zombaria,
é uma crítica,
nada... é ironia,
mais parece sarcasmo,
é apenas um comentário mordaz,
uma pequena troça,
uma chamada ao riso,
uma mofa,
ou chacota,
não passará de um gracejo,
é um motejo,
ou um dito zombeteiro,
uma critica vá,
será uma censura?
Não, é só uma apreciação,
uma avaliação,
exprime uma opinião,
uma pequena consideração,
algo como um juízo,
um parecer...

Nada de grave portanto?
Não!
Um tipo aguenta uma piada... uma chalaça... um dizer espirituoso vá...

Há coisas que não se conseguem explicar, que não adianta tentar explicar, nem argumentar nem convencer, porque as dúvidas só se respondem com sentimentos, com as certezas das sensações, com o conhecimento impossivel de transmitir. Nesta impossibilidade resta então o tempo, para os outros apenas o tempo. É natural que assim seja, se é esse mesmo tempo que cria as dúvidas inicialmente, torna-se lógico que seja o tempo a dissipá-las.
Mas há coisas que são verdade e incontornáveis, há coisas que são por demais evidentes, e se o tempo, esse eterno aliado e adversário, é diferente de pessoa para pessoa, não faz sentido esperar pelo tempo dos outros.

quarta-feira, março 22, 2006

Coisa Ruim

Foi o último filme português a chegar às salas, num género invulgar para a cinematografia nacional (um filme não direi de terror, mas de medo), apoiado por uma campanha de marketing invulgarmente bem montada para a média lusa. Coisa Ruim, filme da dupla de jovens realizadores Tiago Guedes e Frederico Serra, surpreende. Surpreende pelo género, exceptuando a curta I'll See You In My Dreams, não me lembro um filme português que explore a temática do terror, suspense, e mesmo aí de uma forma muito estilizada, realizado por Miguel Angél Vivas, espanhol. Surpreendepela impecável fotografia, um filme que utiliza muito bem o jogo de sombras, as cores e imagens que estas produzem. É um filme com um elenco competente que suporta toda a fita, de onde destaco Manuela Couto com uma performance impecável. Surpreende pelo profissionalismo, de toda a produção, da campanha montada, da construção do argumento até ao pormenor da página no imdb. Surpreende pela capacidade revelada pelos realizadores de... realizar. Sem dúvida sabem (ao contrário de muitos realizadores nacionais) Guedes e Serra sabem filmar, sabem utilizar a câmara para criar tensão, para narrar a história, sabem enquadrar, utilizar o espaço, o primeiro plano, toda a profundidade da imagem, jogam com o que é obvio e intuido, com o que se vê e o que se esconde. É cada vez mais raro encontrar em Portugal quem o saiba fazer, quem não se limite a enquadrar de uma forma bonita e filmar, estático , com um olhar parado, morto, desinteressante.
Não é um filme brilhante, não fica para a História do Cinema como um marco, não inova nem revoluciona nada, mas é um filme interessante, sólido, que entretém, profissional. E era desta estirpe que devia ser feita a base da cinematografia nacional, para permitir depois os desvios, os nichos, a margem.
Sem duvida a ver...

terça-feira, março 21, 2006

Hoje é dia o Dia Mundial da Poesia e o inicio da Primavera. Fica aqui registado (mais o primeiro que o segundo)

Lembra-te

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos


Mário Cesariny

Todos os que caem

Já tinham passado dois meses e estava quase a sair de cena, por isso não podia passar deste fim de semana até eu ver o Todos Os Que Caem, de Samuel Beckett. Esta é uma peça radiofónica, nem Becket enquanto vivo nem agora a sua familia alguma vez permitiram a sua adaptação a palco. Para o fazer, a Comuna encontrou um dispositivo cénico brilhante, onde estamos perante algo que cruza uma emissão de rádio clássica, à moda antiga, e uma peça de teatro actual. A cenografia é aliás algo que marca determinantemente toda a experiência do espectáculo, maravilhando-nos com os efeitos sonoros que são produzidos em palco, como se fosse rádio - duas tábuas que batem para simular um chicote, sacos plástico para a chuva são apenas alguns exemplos - numa parafernália de ruidos que acompanham toda a acção. O palco simples, quase nu, com gravilha no chão e uma escada em fundo, permite a transformação de espaços e lugares, numa fusão temporal fluída, sem quebras ou interrupções dramáticas. O texto é... bem é Beckett, os fãs não sairão desiludidos deste universo estranho e extremo, de personagens vincadas e situações não resolvidas.
Maria do Céu Guerra encabeça o elenco com uma interpretação quase solitária (os personagens que aparecem entram e saem de cena muito rapidamente, à exepção de Carlos Paulo, numa apresentação plástica soberba) que varia do brilhante ao forçado, mas que nunca nos deixa indiferente.
Só está em cena até dia 1 de Abril e não deve ser esquecida por toda a gente que goste de teatro.


Samuel Beckett, autoria;
João Mota, encenação;
Maria do Céu Guerra, Carlos Paulo, João Tempera, Miguel Sermão, Ana Lúcia Palminha, Álvaro Correia, Hugo Franco, Alexandre Lopes, Sara Cipriano e Victor Soares, interpretação
2006/01/20 até 2006/04/01Qui a Sáb: 21h30

Preço dos bilhetes: 10,00 € (normal), 7,50 € (jovens e terceira idade), 5€ às quintas

Comuna Teatro de Pesquisa
Endereço: Praça de Espanha1070-024 Lisboa
Telefone: 217 221 770/6
Fax: 217 221 771

segunda-feira, março 20, 2006

Texto!

Finalmente texto! Aula de sábado em substituição da de terça próxima e finalmente trabalhamos a palavra! Começámos com um exercicio num circulo em que tinhamos que dizer a frase "Porque me sinto assim tão sozinho?", mas cada pessoa dizia uma palavra apenas, respirando e focando, sempre à procura da imagem que tal palavra nos transmitia. Foi aliás esta frase que serviu de fio condutor a toda a aula, não só para a busca de uma emotividade mas tambem para começarmos a aprender a respirar o texto, entender os seus tempos, pausas e espaços, por forma a não ser monocórdico e monótono. Em seguida repetição de gestos, iniciados pelo Thiago mas resolvidos por nós, e é incrivel como o mesmo gesto pode invocar sensações e um imaginário tão diverso dentro do grupo, nem um só se podia dizer igual, nem um só similar. Por fim a palavra, cada um de nós trouxe um texto e agora era a altura de o ler, de pé, em frente de toda a gente. A minha escolha foi "Noites Brancas" de Dostoievsky... Lentamente levantei-me, enfrentei o meu publico, olhei para o livro que tão bem conhecia, inspirei, foquei, coloquei o corpo em posição, e li... Como fluíu! Como me senti solto, livre, mas ao mesmo tempo completamente embrenhado no triste abandono daquele homem. Por instantes lia de cor, as os olhos lacrimejavam e toldavam-me a visão... Foi apenas um minuto... quando acabei sentei-me em silêncio, olhei de relance para o Thiago e nem pude acreditar... o rasto de uma lágrima escorria-lhe dos olhos... Por um momento senti que se pudesse fazer isto o resto da minha vida seria completamente feliz...

sexta-feira, março 17, 2006

Com alguma pressa para almoçar, tinha acabado de estacionar o carro, quando uma velhota se dirige a mim e diz :

"Olá como está? Sou a avó da Ana Rita"
"Ah... então e como está ela?"
"Já se casou, faz agora um ano..."
"Mas que bem..."
"Então e o senhor? Ainda não se casou?"
"Pois ainda não..."
"Mas tem que se casar, não vai querer chegar à minha idade sozinho..."
"pois é pois é..."
"Então boa tarde..."
"Boa tarde... e beijinhos à Ana Rita..."

O meu único problema é... mas quem raio é a Ana Rita de que a senhora estava a falar???