segunda-feira, junho 05, 2006

Corinne Bailey Rae

É original de Leeds, começou por cantar na Igreja e lançou esta ano o seu album homónimo. Tem tomado de assalto o mundo pop e com uma voz que tem um fundo soul está a firmar-se. O primeiro single Put Your Records On é uma lufada de ar fresco e trás boa disposição a este ambiente quente de Verão. Fica como banda sonora da semana... porque está calor e nem tudo precisa ser sério.


Sorry L, mas Ben Harper tinha que sair mais cedo ou mais tarde... :)

Eu fui?

Sábado foram-me instalar a Tv Cabo, o que implicou acordar um pouco mais cedo que o habitual a um fim de semana, mas permitiu almoçarmos com a minha mãe e comprar o fatinho para o casamento (não é o fato à Mao que pensei originalmente, mas seja, muitas vezes têm que se fazer concessões quando não se encontra o que se procura, e o Armani cintado assenta-me bem, apesar de não me permitir engordar um grama, aliás, se fizer uns abdominais não fico a perder). Estas voltas implicaram andar bastante (subir o bairro não é facil principalmente para apanhar o Pap'Açorda fechado), que as muletas já se estão a tornar incómodas.
Graças ao sogro, tinhamos bilhetes VIP para vêr Red Hot, o cansaço ainda pesou, mas resolvemos sair na mesma. O VIP permitia transporte do estádio de alvalade (com estacionamento gratuito) directamente para a porta do recinto, sem ter que fazer a caminhada (impossivel neste estado) do metro até à entrada. À nossa frente o Coisa Castelo Branco, com a múmia da mulher e o guarda costas, olhava para nós com mau ar. Não sei se era da minha barba por fazer ou dos chinelos da Ana, mas algo em nós não lhe agradou, o que muito me confortou. Subindo no elevador na zona de espera onde se pode beber uma bica, a mulher do café ficou vidrada no Coisa como se o Papa em pessoa estivesse à sua frente, tive que ser um pouco mais veemente para lhe chamar a atenção, pois não me apetecia esperar tempo a mais apoiado sobre as mãos só por causa do Coisa. Água, café, transfer.
Chegado ao recinto estava igual. Gostei do ambiente há dois anos, continuo a gostar agora, mas fomos directos para a tenda VIP. Entramos, é incrivel a quantidade de pessoas enganadas, a quantidade de pessoas que, por estarem numa tenda, num parque na Bela Vista, acham realmente que são alguem, mas adiante, a fome apertava, fomos jantar. Sentámo-nos e ao lado senta-se... o Coisa, com a Múmia da mulher. Disparam os flashes por todo o lado e o Coisa abandona a Múmia para se ir pavonear pela sala. Ela fica, como se fosse deficiente mental, parada a olhar em frente, sozinha, numa cena digna de dó. O guarda-costas aproxima-se com um prato de comida ao que ela pergunta atenciosamente se ele já jantou. A Múmia mete dó, a Múmia afinal ainda vive. O resto foi uma tentavia de sobreviver na multidão, que com muletas ou sem muletas pouco se importavam e só não te chegavam para o lado com um encontrão por mero acaso.
Vimos Da Weasel e parte de Red Hot. Estavamos cansados, fomos de volta para casa. Ao sair da tenda percebemos: afinal estávamos mesmo no Rock in Rio, os sons, os cheiros e as pessoas continuavam lá, apesar da outra dimensão em que se entra na pseudo zona VIP.
Sem os bilhetes VIP não tinha conseguido ir, mas com os bilhetes VIP (sem poder andar pelo recinto) a pergunta é: eu fui?

sexta-feira, junho 02, 2006


já sei onde comprar massa de pão (sob encomenda)
já sei onde beber uma bica barata
já sei (espero) onde cortar o cabelo
começo a saber os sitios onde comer
já sei onde há supermercados para desenrascar uma ermegência
já sei onde estacionar o carro


ainda não sei onde há um bom talho
ainda não sei onde se compra boa fruta
ainda não sei onde há uma boa padaria
ainda não conheço todos os vizinhos pelo nome
ainda não digo bom dia a ninguem quando passo na rua


mas é cada vez mais a minha casa

quinta-feira, junho 01, 2006

Marcante


Hoje é dia Mundial da Criança.

Ontem fez 60 anos sobre a edição de um dos mais emblemáticos livros para crianças do mundo "O Principezinho" de de Saint Exupery. Talvez um dos menos infantis livros de crianças, que me serviu de companhia e até mesmo guia emocional ao longo dos meus 26 anos de existência. É das histórias mais ternas que já li, à qual volto regularmente para ter a certeza que nunca vou deixar de perceber a importância de saber se uma ovelha comeu ou não uma flor.

Na noite de ontem fiz o meu primeiro jantar anual com uma das pessoas que mais me marcou, a minha "maninha", minha madrinha de casamento, que me aguentou e apoiou ao longo de uma década. Celebrámos as compras das nossas primeiras casas, ela assinou a escritura do seu recanto com uma vista deslumbrante sobre o rio dia 31 de Maio do ano passado, e eu assinei o meu quarto andar no coração da cidade no dia a seguir, faz hoje um ano.
Foi no dia 1 de junho que aquele espaço entrou na minha vida de uma forma definitiva (o namoro e os preparativos para o "casamento" duravam desde Fevereiro), e tem sido deste então marco e palco dos eventos que alterarão por completo o meu futuro.
Faz hoje um mês que lá vivemos, um mês em que demos um passo fundamental na relação que nos vai acompanhar o resto da vida.

Hoje os Canais Lusomundo fazem 3 anos e o Lusomundo Happy faz um ano, faz hoje tambem 3 anos que comecei a trabalhar nestes canais de cinema, na sua programação, evolução, escolha de filmes, para conseguir construir algo que seja um marco neste tipo de oferta cinematográfica.

É sem dúvida um dia carregado de marcas...

quarta-feira, maio 31, 2006

Eu tenho tanta sorte em viver com a pessoa mais extraordinária que já conheci...
Obrigado pelo apoio nestes dias chatos...

Dependência

Uma coisa pequena, lesão no pé, muscular, nada partido, uma semana de canadianas e em principio fica tudo resolvido.
No entanto fico dependente para as mais pequenas coisas. Ainda agora um colega me trouxe um copo de água, que não consigo ir buscar sozinho. Fazer o jantar torna-se dificil, entrar e sair de casa é uma verdadeira epopeia, não consigo pôr a mesa, arrumar seja o que for, e tenho toda a gente a fazer coisas por mim. Irrita-me a dependência, irrita-me ter que contar com os outros para as coisas mais básicas. Hoje demorei 20 minutos para descer as escadas e fazer metade do caminho para o metro. Desisti e chamei um taxi para não chegar uma hora atrasado ao emprego.

Eu sei que é pouco tempo, é rápido, doi pouco e daqui a uma semana está resolvido. Mas nunca lidei bem com o não poder tratar completamente de mim mesmo.

Mas adiante, desabafo de rabujice, de quem na verdade, tem poucos motivos de queixa...

terça-feira, maio 30, 2006

Será que não há duas sem três?

Há quase um mês torci o pé. Passado tanto tempo ainda não estava totalmente curado, e hoje de manhã tive o azar de torcer o mesmo pé logo pelas 7h30! Não fosse a sorte da Ana não ter ainda saido de casa e não sei como me aguentava. Cama depressa, um pouco de gelo para aliviar as dores. Depois canguru pela casa. Saltitante para o banho, saltitante para o quarto, vestir, cuidado na escolha das meias e sapatos, urgências na CUF.
Atendimento rápido, nem por isso para o raio-x, mas tudo o resto eficiente, recomendação: uma semana com ligadura e canadianas, sem pousar o pé no chão.
Algés para buscar as ditas... Agora... quatro andares SEM elevador... Sempre me disseram que era complicado, e os miudos, e as compras, e as malas... mas nunca pensei em... e as canadianas. Seja, o que tem que ser tem muita força, e podia ser pior.
Lembrar... não entrar para almoçar no sitio em que a malta aqui sempre almoça... Self-service! (ai as muletas, ai as muletas).

Este não vai ser o melhor rock in rio possivel!

segunda-feira, maio 29, 2006

Lisboetas

Foi considerado o melhor filme do IndieLisboa 2004, este filme de Sergio Trefaut, que já foi remontado duas ou três vezes. Desde já uma nota, o filme que está em exibição no Nimas não é o mesmo que recebeu o prémio no IndieLisboa, é uma outra versão, não necessariamente melhor ou mais completa.
A maior parte das pessoas que viu este documentário sobre emigrantes em Lisboa não concordará comigo, mas Lisboetas é um filme profundamente preconceituoso. Trefaut partiu para esta obra decidido a provar que todos os emigrantes vivem mal, são mal recebidos, são explorados e querem desesperadamente voltar para casa, de um país que os não sabe acolher e cheio de falhas (como o sistema educativo). É neste propósito eficaz, não necessáriamente pelo que mostra (excepção feita às cenas filmadas no Campo Grande), mas pelo tom que impõe, principalmente pela música triste e melancólica que acompanha toda a fita, sublinhando algo que muitas vezes não tem nada de bom, de mau, ou seja o que for (como sendo a entrada, que ocorre a bom ritmo, no gabinete de emigração).
Mas quem são as pessoas? Quem é aquela gente? O que viveu, o que sofreu, porque está cá? Que histórias tem para contar, que segredos, mistérios ou dores carrega? Aí Trefaut é omisso. Dá trabalho pesquisar, investigar, ganhar confiança, seguir cada um daqueles personagens pela vida, através do tempo. E sem dúvida que não faltam histórias para contar e sonhos desfeitos.
Mas Lisboetas limita-se a ser um objecto bem filmado, com momentos de uma beleza conseguida, que toca ao de leva nos reais problemas e vivências dos emigrantes de Lisboa, saltitando de uns para outros sem deixar marca nem rasto, para alem da deseperada tentativa de mostrar uma tristeza por detrás de cada olhar, mesmo que esse olhar seja feliz. É, neste ponto, um filme desonesto e preguiçoso. Quer provar o seu ponto de vista recorrendo a efeitos de cinema, ambiencias sonoras e visuais, e não através da verdadeira descoberta de algo para contar.
Merece a visita, que Trefaut prova ser um cineasta a ter em conta, mas tendo um olhar crítico para aquilo que ele quer mostrar.

sexta-feira, maio 26, 2006

De tarde no edificio com vista sobre o comboio e sobre o cemitério do sítio de festa onde as crianças riam, passo os olhos cansados pelo monitor e aperta-me a dor de cabeça. O calor lá de fora não se sente por aqui, apenas resta a luz do sol filtrada pelo vidro e pelo cortinado transparente. Vim para o "centro" da cidade, vim da "alma" da cidade, das ruas paralelas, verticais, dos espaços largos onde desaguam os sitios esconsos do Bairro, da luz eterna guiada por milhares de passos perdidos dos turistas e dos vagabundos. Dos graffitis das lojas fechadas, dos odores a suor e mijo dos becos apertados, dos velhos de sempre, que já lá estavam quando ainda não era moda, dos restaurantes finos e dos enganos estrangeiros, das sapatarias, dos sapateiros, das igrejas escuras e velhas, que cheiram a mofo do restauro nunca acabado, dos eléctricos, dos artistas, das vizinhas, da roupa nos saguões, das pombas, dos inquéritos, dos cegos e daqueles que os não vêem, das marcas novas, das velhas cadeias, dos sons, dos espaços, das janelas, da pedra da cozinha, dos degraus inclinados, das tábuas corridas, das gaiolas, do peso das vidas e dos mortos, das tabacarias e casas de jogo, dos mercados, das lojas de tecido, da Prata, do Ouro, das ruas com nome de menina, daquele quarto andar que é vazio quando entro, que te tem nas paredes, na memória, na presença eterna dos dias, que é teu, nosso, onde tudo começou e tudo hoje acontece, na tua espera, na roupa lavada, candeeiro de tecto em luzes que marcam o andar do chão corrido, da "alma" urbana da nossa cidade, da "nossa" alma, que em si, sempre foi a tela em que pintamos os nossos dias.

quinta-feira, maio 25, 2006

Português de nascença, comunista de opção, Nobel de mérito e espanhol por casamento, foi ele o primeiro a fazer-me companhia no meu novo caminho diário, contava-me histórias de um mundo de uma cegueira branca como leite, precedida pela cegueira da alma que foi causa e consequência da primeira. Um mundo de esperança perdida, da bestialidade de um horror inumano e de quem teve que o enfrentar. Em seguida estive com um jovem checo de nascença, judeu de religião, alemão de língua, que morreu novo demais e deixou atrás de si uma obra inacabada que fala de culpa, dor, inadequação e de um mundo que se move por regras que ele não compreende. Esteve este homem angustiado a falar-me de seu pai, tirano, opressor e que o moldou na sua reclusa fragilidade. Estou agora com uma dinamarquesa, que por duas vezes esteve perto do Nobel e por duas vezes o perdeu para nomes maiores (Hemingway e Camus), que me mostra vidas e mundos de gelo, dos fiordes longiquos da Noruega, de paixões e naufrágios, de festins, palcos, velhos orgulhosos, e riquezas sumptuosas.



E amanhã, quem me fará companhia?


(Uma das coisas que descobri desde que mudei de casa é que é bom lêr no metro...)

quarta-feira, maio 24, 2006

As pernas são as marcas...

... que ainda se sentem hoje de manhã.
Para começar somos definitivamente três alunos, três dos sete que iniciaram o percurso.
Ontem levei o CD com a banda sonora da peça, que era há tanto devido. Ainda não o sentia pronto, está incompleto, existem músicas que têm que sair e talvez outras entrem em substituição, já para não falar nas transições entre temas que são absolutamente desastrosas em alguns casos. O impacto no Thiago foi no entanto surpreendente. Craig Armstrong, Nitin Sahwney, Tom Waits e Coldfinger, serviram de base para a criação de novas partituras e o início - agora sim - da construção final da peça.
Peça... uso o termo com precaução. Todas, mesmo todas as partituras têm uma base de dança. E a encenação, direi antes a coreografia, segue os trâmites do bailado contemporâneo, a repetição dos gestos, dos movimentos, sem diálogos. E enquanto é o Thiago a fazer as partituras, ele que tem 20 anos de carreira e diversos cursos de teatro e de dança, tudo é fluido, tudo é fácil. Quando somos nós, o movimento é perro, forçado, em alguns casos quase ridiculo. Não temos nem o conhecimento do próprio corpo, nem a técnica, nem a destreza, nem a experiência para levar algo deste calibre adiante.
Teatro-dança, com mais teatro que dança diz o Thiago... Mas a componente de dança é realmente muito forte.
A ver vamos...
Desta vez trabalho para fazer em casa, ensaiar o texto, escrever a sequência de partituras que foram feitas na última aula e, em dez acções, escrever a história do nosso personagem... Mais inputs para o trabalho final.
Tomei agora uma resolução, vou deixar de me preocupar. Se não sair bem é sempre uma experiência, e as testemunhas não serão decerto muitas!

terça-feira, maio 23, 2006

E os elementos elevam-se


No meio da tempestade que é a preparação de um casamento, as coisas a tratar são um sem número, vem a famosa lista de casamento, que serve para evitar os já tradicionais e tão desagradáveis presentes pirosos, ou a colecção de vinte máquinas de café. Como vai fazer parte da lista torna-se urgente definir a lua-de-mel. Um misto de exótico e urbano foi a primeira escolha, com uma semana em Cuba, não das praias mas a Cuba de Fidel, para a conhecermos antes da morte do velho general, e em seguida uma semana em Nova Iorque, com um contraste profundo entre estes dois mundos. Infelizmente Setembro é a altura dos tufões na América Central, deitando por terra os planos.
Segunda hipótese, Cambodja, tem cidades perdidas na selva lindissimas, e permitia (com Laos, Vietname e Tailândia) conhecer uma zona e cultura diferente e bastante distante. Setembro (como não podia deixar de ser) é um mês de monções no sudeste asiático segundo me dizem.
Não queriamos passar a lua-de-mel na Europa, continente que mais facilmente conhecemos no curto prazo em viagens comuns, mas em cada nova sugestão os elementos elevam-se contra nós... Se formos para Badajoz teremos alguma praga de gafanhotos na peugada?

segunda-feira, maio 22, 2006

Estranheza

Foi o que senti na última aula do workshop de teatro, pelos mais variados motivos. Em primeiro lugar a reunião do dia anterior não correu bem. Nada estava estruturado e o Thiago achava, suponho que como que por magia, que as coisas apareceriam construidas do vazio, e se criavam ligações com quem nunca se tinha antes visto. As reticências colocadas não o deixaram confortável, e as dúvidas que se levantaram deixaram um ambiente um pouco pesado (mas essa é outra história).
Em segundo lugar eramos apenas dois. Não sei quantos sobramos, três de certeza, mas até desses três apenas dois pudemos comparecer à aula.
A última questão prende-se com as partituras que desenvolvemos para ilustrar um quadro de um bêbado que chega a casa e confronta a mulher que quer sair. Não me pareceram fluidas, os gestos sairam algo forçados, e com uma componente coreográfica que não creio termos a capacidade técnica para desenvolver.
Foi uma aula estranha, daí ter levado quase uma semana a escrever sobre ela... Não sei que rumo irá agora tomar... Amanhã outra sessão se avizinha.

Pasmo!

É sempre assim, desde os primórdios deste blog que as visitas se reduzem drásticamente ao fim de semana, para metade, um terço dos dias normais, cheguei inclusivé a ter apenas meia dúzia de visitantes. É natural que assim seja, ao fim de semana raramente posto (e os visitantes frequentes já se aperceberam disso) e nesta altura as pessoas têm mais que fazer que andar a ler blogs.
Mas este Domingo não tive uma única visita! Nem uma! ZERO!!!
Tou pasmo...

sexta-feira, maio 19, 2006

Inside Man

Spike Lee regressa ao grande ecrã com este Inside Man, que é já o maior êxito de bilheteira do sua extensa carreira. De volta está o seu antigo companheiro Denzel Washington (que foi lançado por Spike Lee) na quinta colaboração conjunta, liderando um forte elenco onde se destacam Jodie Foster e Clive Owen. O filme toma os contornos de um thriller tradicional, com um assalto a um banco a ser levado a cabo de uma forma muito profissional mas pouco convencional, num plano considerado perfeito. As surpresas sucedem-se, como é apanágio deste género de filmes, mas existem diversos buracos no argumento que fragilizam uma estrutura bastante sólida, é por exemplo pena vêr alguem do talento de Foster destinada a um papel perfeitamente inconsequente.
Apesar de ser um blockbuster, Spike Lee mantem a sua dose de retrato social de uma América pluri-cultural, de uma metrópole que é o verdadeiro melting pot de pessoas das mais variadas proveniências. Com um virtuosismo na forma de filmar e de narrar a história que lhe é própria, Lee constroi um filme que se consegue destacar dos demais no género, apesar de não ser um marco na sua carreira.
Aconselhável.