sexta-feira, junho 30, 2006

Conversa alta e animada no metro, alguem vociferava algo a ver com Castelo Branco e Bragança. Levanto-me. Ele, alto, muito magro, calças azuis a estrear, camisa vermelha, virava sem parar as páginas do "Metro". Olhando a porta, de costas para toda a gente, gritava sozinho: "Nem antigamente, quando isto era pior. Agora nem as capitais de distrito, nem Bragança, ou Castelo Branco!". Quando as portas se abriram começou a correr como se perseguisse o seu destino.

A rotunda do Saldanha à hora do almoço não se afigura como o sitio mais apetecivel para passear de carro. Atrasado para uma refeição que o meu estômago há muito pedia, irritado pelo trânsito excessivo que a greve do metro origina, fazia a curva em direcção ao sinal vermelho. Parado, perto da berma, mas ainda na estrada, estava um espectro, curvado, fato completo castanho muito usado, saco de plástico numa mão e bengala na outra, que não se apoiava no chão. Parecia o João César Monteiro, que, em vez de morrer, se tinha escondido no meio dos indigentes da sua cidade. Barba rala, olhava atentamente o vazio...

A primeira vez que o vi estava sentado numa cadeira de plástico, a meio da tarde, no pequeno espaço entre carros estacionados. Dias mais tarde, numa noite de Junho, situava a mesma cadeira na ombreira da porta de um restaurante da mesma rua. Mas ontem pouco depois do Arco Escuro na Rua dos Bacalhoeiros, esta velha figura adormecida, com a idade bem avançada, via escorrer languidamente os dias rodeado das bases de um andaime que ali está a ser colocado. Parecia uma triste escultura em exposição...

quinta-feira, junho 29, 2006

Miss Daisy


Estreia amanhã a peça Miss Daisy de Alfred Uhry, premiada com o prémio Pulitzer e que deu origem ao filme Driving Miss Daisy com Jessica Tandy (vencedora de um Oscar pelo seu papel) e Morgan Freeman.
Na sua primeira representação em Portugal cabem a Eunice Muñoz e Thiago Justino encarnar os personagens, num trabalho que explora a vivência de uma senhora judia e o seu motorista na América sulista dos anos 50.
É o regresso de Eunice ao auditório que tem o seu nome, e para mim é uma oportunidade de ver o meu professor de teatro em palco pela primeira vez.

São apenas 14 interpretações num curto espaço de tempo.

MISS DAISY",
de Alfred Uhry
Aud. Municipal Eunice Muñoz (Rua Mestre Aviz - Oeiras)
4ªs, 5ªs, 6ªs feiras e Sábados - 21H30 / Domingos - 17H00
De 30 de Junho a 15 de Julho
Actores:Eunice Muñoz, Guilherme Filipe e Thiago Justino
Encenação e Direcção: Celso Cleto
Informações:Telef. 214 408 582 / 214 429 304 –
paulo.afonso@cm-oeiras.pt rmaria.desousa@gmail.com
Bilhetes:10,00
Bilheteira: No local - 2ªs e 3ªs feiras - das 14H00 às 18H00 / 4ªs feiras a sábados - das 14H00 até às 21H30 / Domingos - das 14H00 às 18H00 /
Reservas: 214 429 304 ou 960 272 519
Lojas FNAC, Lojas de viagens ABREU e www.ticketline.pt (Reservas: 210 036 300)

Para a Alex


Há canções que, a seu jeito, nos confortam, inspiram ou dão conselhos valiosos.
Aqui vai para a Alex, escritora, fotógrafa e heartbraker... porque há gente que não merece minha amiga...


Chega

"Não, não te quero mais,
Agora eu que decido aonde eu vou...
Não, não, não suporto mais,
Prefiro andar sozinha como sou...!
Andar de madrugada feito traça,
Feito barata, feito cupim...
Dizer p'ra mim que eu gosto mais de mim,
Que eu sou assim e não tem jeito...
Vai sair da minha vida,
Você vai ter que mudar
Da minha casa, de atitude, chega!
Ainda mais agora que eu vou viajar,
P'ra me livrar de você!
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada!
Andar de madrugada feito traça,
Feito barata, feito cupim...
Dizer p'ra mim que eu gosto mais de mim,
Que eu sou assim e não tem jeito...
P'ra entrar na minha vida
Você vai ter de mudar
Da minha casa, de atitude, chega!
Ainda mais agora que eu vou viajar,
P'ra me livrar de você!
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada!
P'ra entrar na minha vida
Você vai ter de mudar
Da minha casa, dos seus amigos e chega!
Ainda mais agora que eu já viajei e me livrei de você,
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada!
Pra você é o fim da estrada,
Com você fechei a tampa
Da minha casa, dos meus amigos, chega!
Ainda mais agora que eu vou viajei e me livrei de você,
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada!
P'ra você é o fim da estrada,
Com você fechei a tampa!..."

Mart'Nália é a filha do cantor Martinho da Vila e o seu nome é a mistura do nome do seu pai com o de sua mão Anália. O primeiro album data de 1987, mas esteve dez anos até gravar a sua segunda obra. Pé do meu Samba é o terceiro disco desta cantora, dos ritmos quentes do samba, que descobri há pouco tempo...

quarta-feira, junho 28, 2006

Foto de Alexandra Gil

O miudo do cão agora anda no metro - foi a primeira coisa que pensei quando o vi, calças ruças, camisa de fora e aquele cachorro pendurado no ombro enquanto segurava um balde, improvisado com um cordel e uma garrafa de plástico cortada, na boca. O acordeão soava da mesma forma, rude, desengonçada, mas de quem já tem alguma experiência nas mãos. Ele já não é um miudo e o cachorro já não é um cachorro, ambos apenas pequenos de estatura. Olhando melhor o cão já não é o mesmo, o pêlo maior e mais lustroso e as patas menos firmes denunciam-no, é o fiel depositário das esmolas, mas não denota a segurança nos ombros do dono.
Lembro-me agora que nem ainda há dois dias o tinha visto no chão da Rua Augusta, sorriso firme no rosto, rodeado de outros miudos, cada um deles com o seu cão nos ombros e o seu acordeão nos braços. Ganhou seguidores, o fiel amigo de quatro patas derrete corações e as cópias tornam-se inevitáveis, é a crua lei da oferta e da procura. Vendo bem se calhar não era o miudo que agora deambulava no metro, mas sim algum da sua falange de adeptos, que resolveu, ou foi forçado a seguir esta vida.

Aquele que conhecia, o eterno da Rua Augusta, tinha um ar vivo, esperto, um olhar terno e sorria como se fosse feliz, sentado no chão, na calçada, a tocar notas um pouco desencontradas para uma plateia que olhava enternecida para um cachorro, empoleirado muito quieto no ombro, como o papagaio de um qualquer pirata de perna de pau, das histórias encantadas que ele ainda tinha idade para ouvir...

Dizia ontem um locutor de rádio: "e vai haver uma interrupção entre os oitavos de final e os quartos. Mas como vamos nós VIVER sem futebol?"

O ênfase na palavra viver foi tal que pensei que fosse caír fulminado por um raio à primeira luz do dia de hoje, incapaz de VIVER sem futebol.

Mas depois continuou "Nestes dias vamos fazer a análise do campenonato, as estatisticas, entrevistas e a previsão da próxima fase."

Suspirei de alívio. Afinal é possivel VIVER com substitutos de futebol, como se fosse uma metadona aldrabada.

Ainda bem. É que já tinha planos para o fim-de-semana...

terça-feira, junho 27, 2006

Há seres...

Há seres que se escondem nas pregas escuras do ciber-espaço que, sentindo-se autênticos cavaleiros, defensores consagrados da moral vigente, mui altos protectores dos valores universais que, normalmente anónimos (o que contrasta com o ar de damas ou cavalheiros da mais pura estirpe), se dignam a saltitar de blog em blog espalhando ao vento comentários e críticas como se tivessem do seu lado a luz divina.

Mas de onde é que saem estas criaturas?

segunda-feira, junho 26, 2006

Hard Candy

De um panorama cinematográfico que se encontra por estas semanas bastante parado, escolhi para regressar às salas de cinema o filme Hard Candy. Este é a película de estreia do realizador David Slade, que tem construido a sua carreira em videos de música. Este projecto, no entanto, é o mais longíquo que se possa imaginar de um trabalho MTV. Pequeno em escala, tenso, claustrofóbico, controverso, é um filme que se baseia no seu argumento, numa realização contida, intensa e profundamente eficaz, mas acima de tudo é um filme que vive do trabalho extraordinário dos seus dois actores Patrick Wilson e a inacreditável Ellen Page, que com apenas dezasseis anos consegue uma prestação de uma força, uma complexidade, uma emotividade e gama tais, que rápidamente se tornará um nome de referência, caso consiga fazer as escolhas certas na sua carreira.


Hard Candy é um filme sobre pedófilia. Mas não é um filme simples, não é uma história de preto e branco, confronta-nos, surpreende-nos e questiona-nos a cada momento. De um início absolutamente soberbo, do encontro dos dois personagens principais num café, após se terem encontrado na net, a história nunca mais os abandona. É dificil, sem revelar o que se segue, comentar o desenrolar da acção, mas infelizmente a meio perde-se o rumo, as reviravoltas tornam-se demasiado absurdas, e o argumento bastante rebuscado.
Este é no entanto, um objecto muito interessante, que questiona as nossas próprias noções de bem e de mal, de certo ou errado...

sexta-feira, junho 23, 2006

Dissolução

Dissolução é o primeiro romance de C.J. Sansom, advocado doutorado em História. Trata da investigação de um homicídio, passado num mosteiro no século XVI, em Inglaterra. A capa diz "Um policial histórico que traz à memória O Nome da Rosa" (apesar de se passar dois séculos mais tarde), mas as semelhanças com a história de Umberto Eco param aqui, à excepção de um piscar de olho com uma referência fugaz ao segundo volume da Poética de Aristóteles, que se debruçaria sobre a comédia.
Sansom consege construir um enredo interessante durante a maior parte do livro, com uma escrita fluída e até cativante. No entanto cria um universo com um numero vasto de personagens, sem conseguir defini-las de uma forma profunda, criando em alguns casos figuras estériotipadas, lineares, planas. A maioria dos abades que se move no mosteiro onde a maior parte da acção se desenrola existe apenas para fazer número e multiplicar a quantidade de suspeitos, sem ter um papel fundamental na construção do enredo. O autor faz um esforço de tal maneira desmesurado para ilibar um dos personagens, mencionando o nome de todos menos o deste como possiveis homicidas repetidas vezes, que se torna evidente qual o culpado final. Pior ainda, a descoberta da trama é feita com base em apenas dois objectos que aparecem de forma fortuíta já em capítulos avançados, fazendo parecer que todo o resto do livro pouco mais serve do que encher espaço. A própria acusação final aparece tão infundada, tão vaga, que nos interrogamos se o autor fez sequer um esforço para arranjar uma forma de explicar como é que o nosso heroi ganhou a certeza de quem era o culpado.
Com uma crítica tosca e óbvia à Reforma Protestante em Inglaterra, nomeadamente aos métodos usados por Cromwell e por Henrique VIII, quase esquecendo que a tortura, a mentira, a ganância e o fanatismo não foram uma invenção inglesa, nem o exclusivo das ilhas britânicas ou dos reformadores.

É, infelizmente uma desilução, apesar de inicialmente prometer uma história mais envolvente e sem grandes pretensões.

quinta-feira, junho 22, 2006

"mas qu'os há os há!"

Lisboa, nove da manhã na Baixa. Junto a uma banca de jornais um homem diz convicto: "... que o Crime tem lá um bruxo e há três semanas o bruxo no Crime disse que a Selecção passava aos oitavos e não passava de lá. Portanto lá está, que há quem diga que não acredite em bruxos, mas qu'os há os há!"

E contra factos não há argumentos!

quarta-feira, junho 21, 2006

Ponto de viragem


Quando em 1991, na festa do meu 12º aniversário, um dos meus amigos de infância me ofereceu o LP (sim, o LP), deste Out Of Time dizendo "é uma banda que ando a ouvir, gosto muito.", não podia imaginar que se tratava de um dos albuns quintessênciais da música rock, e o ponto de viragem na carreira de uma banda que levava já uma década de existência. Com Out Of Time, os R.E.M. sairam definitivamente do mundo underground, onde construiram nome ao longo da década de 80 com a pequena editora IRS, e conseguiram conciliar reconhecimento dos seus pares, da crítica e sucesso comercial. Com a Warner Bros atingiram o mainstream, sem no entanto terem nunca comprometido o seu som e liberdade artística. Prova disso é a multiplicidade de estilos e experiências, nem sempre bem conseguidas mas sempre arriscadas e interessantes, que assumiram a seguir aos êxitos deste album e de Automatic For The People. Por exemplo Monster é, ao contrário dos anteriores, um album pesado, com um som electrico, e Up, o primeiro album após a saida do baterista Bill Berry, é uma experiência de maturidade sublime, onde os ritmos são agora electrónicos e de uma sonoridade complexa.

Aqui vos deixo Half A World Away, uma das primeiras músicas que me fascinaram desta banda de referência.

terça-feira, junho 20, 2006

Santo António já se acabou...


Mas mesmo assim ainda lá dei um pezinho e provei umas sardinhas que estavam, como deviam, a pingar bastante, pão à parte que pessoalmente não gosto da mistura. Na segunda de Sto. António não tinha previsto ir jantar aos santos, era só acompanhar a noiva e a cunhada a uma caracolada, para depois ir saborear o bifinho a casa. Sublinho o acompanhar, dê lá por onde der não consigo gostar de caracois, só o cheiro me faz confusão e o aspecto dos bichos rastejantes que passeiam o seu visco sabe-se lá por onde é absolutamente repugnante.
O problema foi passar pela Fnac a matar um jejum que data já de 2005. Foram vários meses sem comprar nada para mim, e o sufoco era demasiado: Sérgio Godinho, Mart'Nália e Truman Capote foram as vítimas deste pequeno surto de compras, após longa e penosa escolha.
Quando nos dirigimos para os caracois eram já dez para as nove, o aperitivo de fim de tarde transformou-se em jantar, e como sempre nestas alturas apareceram mais amigos que rondavam a zona. Vieram os caracóis, o pão, as febras, a salada de pimentos e, claro está, as famosas sardinhas.
A confusão era muita, as pessoas, os cheiros, as mesas e assadores. A multidão passava, a sangria e a cerveja corriam soltos. No meio de toda a agitação, numa rua que tinha sido vedada ao trânsito, estava pomposamente estacionado um carro. Infeliz o dono, terá toda a gente pensado, que não sai daqui com o bicho em muito bom estado. O problema é que o carro... era o meu! Estava ali parado há já alguns dias, o uso regular do metro não lhe dá muita saída e esquecemo-nos de o mudar. Foi com o coração na garganta que o encontrei no meio do tumulto, mas sobreviveu quase ileso. Só dei conta do limpa pára-brisas traseiro partido, mas nem posso garantir que tenha sido ali.
Subida ao bairro para ir ter com outros amigos. Deve ser a única noite do ano em que aquelas são as ruas mais calmas das redondezas. A noite acabou cedo. A cama chamava, mas... viver no centro do furacão não é pacífico. Foi barulho até de madrugada, com o comboio-a-apitar-na-garagem-da-vizinha-enquanto-se-apanhavam-na-minha cama-com-ela-e-nós-pimba!
Custou mas foi, acabei por adormecer...
Para o ano há mais...

segunda-feira, junho 19, 2006


De regresso de umas mini-mini férias que aproveitaram os feriados e as pontes-sobre-os-dias-para-parecer-que-descansamos-mais-desta-forma.
A ida foi calma, apesar da ameaça de ficarmos em Madrid devido a mau tempo no aeroporto das Astúrias. O terminal quatro é interessante, mas passar lá a noite não estava nos planos.
Os picos da Europa são de facto lindíssimos, mas aproveita-se melhor se se fizer turismo activo (ou como anunciava um cartaz, hyper-activo!), coisa que o tempo não permitiu.
A caminho de Bilbau, paragem em Santander que é uma cidade completamente desinteressante, mas isso só se sabe depois de lá ter ido!
Bilbau está como sempre a merecer uma visita, uma cidade que vive de uma arquitectura variada, onde o antigo e o ultra-moderno co-habitam harmoniosamente, com uma zona velha muito pitoresca e o Guggenheim.
Aquele museu é deslumbrante, as instalações do Serra que já lá estavam há dois anos são fantásticas e o resto... o resto merece o passeio pelo espaço.
Os espanhois continuam a falar alto, continuam a comer muito e relativamente mal.
A viagem de regresso foi durinha, mais de 11 horas de carro com paragem em Burgos para ver a Catedral que tinha fechado para visitas... 15 minutos antes.
Foi uma pausa que, como sempre, foi demasido curta.

segunda-feira, junho 12, 2006

Vou-me vou-me, mas volto!

Para aproveitar os feriados, este blog vai tirar férias e conhecer as tão badaladas pontes. Bons feriados e bom santo antónio para todos! Até segunda...

São três semanas... são três meses...

Foi na rua com nome de menina que se esconde por detrás da minha, e que tem o nome escarrapachado no meu B.I, que se fez o ensaio do teatro. Saímos da Ajuda, da casa do Thiago, onde os vizinhos já ameaçam chamar a polícia se não deixarmos de fazer barulho, e fomos para um sitio onde podemos estar sem incomodar ninguem e com espaço suficiente para fazermos os exercicios.
Estava manco, com alguma dificuldade em me mexer, mas mesmo assim tive pena da maior parte da aula se ter passado em conversa e marcação de datas. Sim arranjei os movimentos para o monólogo e as partituras para os movimentos, mas foi muito pouco tempo de trabalho, sem intervenção do Thiago e onde, na verdade, não consegui sustentar qualquer tipo de emotividade, ficando portanto num registo forçado e falso.
Agora são três semanas sem aulas, esta é dos feriados e está muita gente de férias, e as próximas duas são as que antecedem a estreia da peça do Thiago. Ao que parece ele não consegue fazer nada nas vésperas de estrear e portanto as aulas estão suspensas. Três semanas... depois em Julho quatro aulas em quinze dias e voltamos ao trabalho em Outubro. Mais três meses.
Já não vamos estrear no Maxim, a peça afinal vai ser em conjunto com outros alunos dele e vai ser em Cascais (ou assim agora se prevê).

Valeu a sardinhada dessa noite, que pingava e estava muito bm assada...

sexta-feira, junho 09, 2006

Out in the open

E pronto, a minha mãe descobriu ontem este blog, sendo que o meu pai é já leitor há algumas semanas.

É agora um blog aberto a todos os que me conhecem, excepção feita à malta do emprego, que trabalho é trabalho e cognac é cognac.

Bem-vindos...