segunda-feira, setembro 11, 2006

Hollywood Madness

Maio de 2007 vai ser um mês inédito em termos de lançamentos cinematográficos. Dia 4 de Maio desse ano estreia nos Estados Unidos Spider-Man 3 a última instalação na famosa série adaptada da BD, realizada por Sam Raimi (Evil Dead) e com Tobey Maguire no principal papel. Nada de extraordinário seria não fosse o facto de a 18 do mesmo mês estrear Shrek The Third, terceiro episódio dos filmes de animação com o famoso ogre verde. A 25 de Maio sai Pirates of The Caribbean: At World’s End, que termina (pelo menos assim parece) a saga do Capitão Jack Sparrow, o mais famoso personagem de Johnny Depp.
Nunca, em toda a história do cinema se viu um mês como este. Para além da particularidade de se estrearem três “parte 3” é um mês com três mega-blockbusters. Para se ter uma noção do que se está a falar os dois filmes anteriores do Shrek renderam em conjunto 1404 milhões de dólares no mundo inteiro, os últimos dois Spider-Man renderam 1604 milhões e os primeiros Pirates of the Caribbean fizeram uns colossais 1657 milhões de dólares.


São valores inacreditáveis, podendo cada série contar com filmes que quebraram recordes de bilheteira à sua estreia.
O motivo pelo qual nunca se estrearam dois filmes desta envergadura no mesmo mês (nenhum Harry Potter coincidiu directamente com nenhum Senhor dos Anéis por exemplo), é que para se atingirem valores desta grandeza é preciso tempo e espaço. Para começar é preciso criar atenção mediática, ter as revistas, as televisões, entrevistas, posters, os bloggers a falar do filme. Em segundo lugar é preciso espaço de sala. Não se fazem 800 milhões de dólares num filme com meia dúzia de cópias, tem que se estrear nos EUA com 4000 cópias. Depois é preciso dar tempo para que toda a gente veja o filme, tê-lo em cartaz semanas a fio, para que possa acumular resultados destes.
Com 3 filmes assim uns em cima dos outros a atenção mediática é dividida, as salas não aumentam e portanto não se consegue distribuir as cópias que se quer e o tempo em sala diminui porque estão lá os outros para fazer frente.
O resultado final pode ser catastrófico para os estúdios que afirmam ir um dos três filmes ser um fracasso colossal, mas, obviamente, não o seu.
Pessoalmente estou curioso, não tanto pelos filmes (não gostei do segundo Piratas e sempre achei os filmes do Homem Aranha um pouco chatos), mas pela guerra de box-office única. Sinceramente não percebo a necessidade de estrear os 3 filmes no mesmo mês, não entendo esta estratégia, mas há muito que deixei de entender Hollywood, que está a entrar numa espiral de loucura sem precedentes. Basta olhar para os custos dos blockbusters. Em 1996 Spielberg fez o maior êxito até à data Parque Jurássico por 63 milhões de dólares. Em 1997 Titanic custou 200 milhões e o medo foi tal (por causa do custo exorbitante) que a Paramount vendeu metade dos direitos à Fox para evitar a falência (o filme acabou por ser a maior bilheteira de todos os tempos). Hoje em dia o filme Superman Returns custou 270 milhões, gastou-se 40 milhões antes de se ter filmado um minuto de película e foi o terceiro filme só em 2006 a ultrapassar a barreira dos 200 milhões de orçamento. Acima dos 100 já lhes perdi a conta.
Está a atravessar uma fase louca a indústria de cinema americana, sem ter uma explosão de inovação ou iventividade. 2007 pode ser o ano do colapso.


sexta-feira, setembro 08, 2006

Son of a preacher man

Son of a Preacher Man foi gravada originalmente por Dusty Springfield em 1969, após ser recusada por Aretha Franklin, tendo sido o seu maior êxito até hoje. O sucesso fez com que Aretha reconsiderasse e a gravasse em 1970. Até à data foi gravada por mais de 20 artistas, com Nancy Sinatra ou Janis Joplin.
Fez o seu regresso como a banda sonora do brilhante Pulp Fiction. É a música escolhida para esta semana, aliás a segunda retirada de filmes de Tarantino.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Lá vem etiqueta!

É tipo virus que percorre a blogosfera e a mim apanhou-me sem vacina, nem aspirina, nem sequer um lenço para assoar o nariz...

"quando fores etiquetado tens que escrever seis informações aleatórias sobre ti. depois escolhes seis pessoas para etiquetar e lista os seus nomes."

Vamos lá às etiquetas:


Blue Label - Sou muito ligado às pessoas de quem gosto, e bastante protector das mesmas, sejam amigos ou familia.


Gold Label - Adoro cinema, teatro, literatura, música. Adoro assistir, participar, criar, conhecer, tudo o que tenha a ver com artes.


Green Label - Adoro viajar. Hoje e sempre, mala feita e siga caminho!


Black Label - Adoro conversar e debater ideias, falar muito... às vezes até demais...


Red Label - Sou teimoso, pronto, sou mesmo, o que tambem se pode dizer... sou convicto... e ninguem teima sozinho!


Drunken Label - Posso ser muito preguiçoso quando tenho uma tarefa que detesto (vide as minhas idas ao ginásio).



A minha máquina de etiquetas avariou-se... fica por aqui, outros que carreguem o facho.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Há dias em que me sinto profissional do sono. Não do adormecer, acto puramente transitório, nem do sonhar, delirio incontrolável da mente, mas do dormir. Do saborear o prazer da entrega do corpo à dormência do espírito, ao doce resfolegar dos lençois quando, suavemente, me mexo para os não incomodar. Da entrega ao silêncio, ao vazio dos olhos que são a janela da alma e, como tal, guardam serenamente uma alma despovoada de preocupação, de emoção de cansaço. O breu. Apenas a escuridão que me toca a pele, que me conforta e embala o poisar, que não me conta as histórias de um mundo acordado lá fora, de uma imensidão de gente que gira e lufa num corropio tão distante de mim como os longos salões do Olimpo onde os deuses descansam.

Hoje é um desses dias, em que o sono para mim é tão concreto e tão remoto como uma miragem...

terça-feira, setembro 05, 2006

Sexta à noite, ensaio com público. A peça baseava-se num livro que tinha partido de um blog: Cartas a Mónica. Primeiro problema - encontrar o local, Alfornelos não é a minha zona, mas felizmente fui munido de um mapa que se revelou... inútil. Sorte ir acompanhado de quem possui um bom sentido de orientação e que já passou algum tempo por aquelas bandas.
Chegámos. Entre amigos e convidados talvez fossemos vinte pessoas, razoável para uma sala que tem setenta lugares. Juntámo-nos ao autor do livro (e do blog, mas não da adaptação teatral), à namorada e a um amigo que começa agora nas lides da realização de cinema e que vai fazer um vídeo que será projectado na versão final da peça. O bar era simpático, o atraso passou sem problemas ajudado pela conversa agradável.
O Teatro Passagem de Nível, pelo que percebi, existe desde 1981, mas esta peça é feita quase na sua totalidade por estreantes. Foi um acto corajoso adaptar estes textos a palco, e à primeira vista tudo parecia bem encaminhado. Conseguiram construir uma narrativa coerente, não se alongaram em demasia, tinham os papéis decorados e repetidos, o cenário era simples mas eficaz, com pormenores interessantes. No entanto os actores falharam redondamente. Sem um pingo de emoção, monocórdicos, repetitivos, completamente perdidos, com uma prestação capaz de arrepiar, não conheciam os seus personagens, moviam-se como se tivessem cordas e fossem comandados de fora. Tudo era forçado, desinspirado, mau. O texto, carregado de emoção, de variações, de sentimento, foi totalmente desaproveitado, assassinado mesmo.
No final mesa redonda para discutir a peça. Colocaram-se os intervenientes em palco, como se aguardassem por um pelotão de fuzilamento. Dada a sugestão, mudámo-nos para o bar, onde o clima era outro e o ambiente muito mais fresco (o calor da sala era quase insuportável).
O grupo é sem dúvida esforçado e tentámos não ser demasiado crueis. As críticas e sugestões sucederam-se, a conversa acabou por ser mais fluida do que pensei, e as honras da casa ficaram-se pela minha amiga e por mim. Falámos muito, explicámos o que pudemos, tentámos ajudar. No final, vieram agradecer-nos por aquilo que dissemos. Foi uma sensação estranha alguem vir dizer obrigado depois de estarem mais de uma hora a ouvir dizer mal de um trabalho que já tem 10 meses.
Têm uma semana para corrigir... precisavam começar de novo, precisavam de um curso inteiro com um bom professor e mesmo assim não garanto. Precisavam de ultrapassar as barreiras, a fobia do corpo e do contacto, estudar o personagem, entrar em contacto com uma emotividade ausente e deixar fluir. Mesmo assim não sei como evoluiriam, na verdade, ao contrário do que por vezes se pensa, nem toda a gente consegue ser actor.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Paradise Now

Paradise Now é uma co-produção Francesa, Alemã, Holandesa e... Palestiniana. Foi apresentado como o primeiro filme palestiniano. Foi premiado em Berlin, venceu o Globo de Ouro para melhor filme estrangeiro e foi nomeado para o Oscar da mesma categoria pela Palestina. Estes dois últimos levantaram uma questão interessante, a Palestina na verdade não é um país. Legalmente a co-produção não é com a Palestina mas sim com Israel. Como para os Óscares só pode concorrer um filme de cada país e Israel já tinha o seu nomeado, houve ali um fait-divers.
Paradise Now acompanha 24 horas na vida de um bombista suícida palestiniano e é, desse ponto de vista, um caso único, que nos dá um inside-look num mundo e mentalidade que nos é completamente estranha.
É um filme tenso e cativante, de uma angústia comovente, mas que perde um pouco o nervo e o rumo durante meia hora, vagueando por argumentações e momentos que podiam ter sido introduzidos dentro do drama inicial de uma forma mais inteligente. Criticado por ambos os lados por não tomar nenhum partido (apesar de crucificar mais os israelitas que os palestinianos) é uma obra interessante, sem ser apaixonante, mas que merece um olhar atento.


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sexta-feira, setembro 01, 2006

De um abandono, um sentimento privado, uma conversa pública, um blog, um livro, uma peça. Sobe de dificuldade... o acto em si é absoluto, imenso, e o sentimento sempre puro e profundo. As palavras são, no entanto, traiçoeiras. Limitam, reduzem, banalizam - o espaço, pouco nobre, desculpa se o mérito for limitado. O livro ganha outra nobreza e, como tal, outra exigência, outra atenção, os deslizes aqui não são perdoados. A peça... situação crítica máxima. As restrições acumulam-se e a técnica apura-se, já não existe o refúgio da mente, nada se resguarda, nada se esconde, é a concretização física e absoluta da emoção, é fatal para quem não sabe, é a interpretação máxima e a mediocridade torna-se dolorosa.

Hoje vou ver o ensaio com público de uma peça, que se baseia num livro, que parte de um blog. A seguir uma mesa redonda para discutir o resultado final. Vou a medo...

quinta-feira, agosto 31, 2006

Miami Vice

Há quem considere Michael Mann como um dos grandes realizadores da sua geração, e se bem que filmes como O Informador tenham uma marca de excelência indiscutivel, outros como Heat - Cidade Sobre Pressão, Ali ou Colateral, apesar de interessantes, não trazem nada de novo.
Miami Vice é o último filme de Mann, baseado numa famosa série dos anos 80 que é agora transcrita para o grande ecrã.
A primeira questão que se coloca é qual o motivo para chamar a este filme Miami Vice? Para além da existência de um policia negro e outro branco (com os nomes similares aos da série), na verdade nada mais liga o filme e a série, nem o tom (que é aqui consideravelmente mais negro) nem sequer o tipo de história, que envolve tráfico de droga internacional e nada tem a ver com a brigada de Costumes de Miami.
Mas adiante... Michael Mann fez o seu filme típico, longo, bem filmado (sempre em 2:35), tenso, mas cheio de falhas. Jamie Foxx é completamente desaproveitado, Colin Farrel não desilude mas sem deslumbrar, e apenas Gong Li sobe verdadeiramente acima da média.
O argumento está cheio de buracos e de incongruências que impedem o filme de ser levado a sério, mas que não impossibilitam o seu visionamento.
Merece o tempo que se gasta, mas não garanto que mereça o preço do bilhete.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Reservoir Dogs


Em 1992 estreia a primeira longa metragem de um jovem realizador americano Quentin Tarantino. O titulo: Reservoir Dogs - Cães Danados, e tomou o mundo de assalto.
Um conto teatral sobre um grupo de bandidos que planeia um assalto.
O seu ritmo acelerado, o uso estilizado da violência, o argumento inesperado, com uma montagem muito inteligente, um sentido de humor aguçado e os diálogos absolutamente delirantes (que se tornaram imagem de marca de Tarantino), este filme, juntamente com Pulp Fiction, transformou o realizador num pop-icon quase instantaneamente.
Das cenas mais marcantes do filme - a famosa cena da orelha - fica esta música leve e bem disposta, que pauta uma acção profundamente violenta de tortura, e que é uma dicotomia recorrente em Tarantino, a comédia e o sangue.

Deixo-vos com: Stuck In The Middle With You

terça-feira, agosto 29, 2006

Novo personagem nas lides dos pedintes subterrâneos a entoar as suas mágoas a um público indiferente: Senhôrannn e senhorêêêsss, disculpá moléstia por fávor..... Sou uma pobre refugiada da Bósni, Sáraiév... Nã tenhu casa, nã tenh dinhêro, não tenh nade...
E assim continua pedindo uma moedinha. Todos os dias retoma a mesma lengalenga, mas não se limita a repetir as palavras, entoação e tom. Ela realmente canta, com um bébé ao colo, levanta a cabeça como se fosse a Amália, coloca uns olhos terrivelmente suplicantes e canta.
Hoje houve novidade, mal começou foi acompanhada por uma segunda voz, bem mais fina e inocente, que fez com ela parelha, uma criança que não tinha mais de sete ou oito anos reproduzia letra por letra, nota por nota, a ladaínha suplicante, nuns jograis macabros, sem direito a aplauso, mas com direito a cachet.

segunda-feira, agosto 28, 2006


Na Baixa, na rotina da entrada para o Metro, três polícias manchavam a massa cinzenta de gente que por ali passava. Um pouco mais abaixo outros três, e na plataforma completava-se o trio de ternos.
No Marquês muda-se de ares, a azul e a amarela cruzam-se para poder seguir caminho. Aí aguardava um par de agentes, e mais adiante outra dupla e uma quadra de enfado mais ao lado.
Destino final Entrecampos. A História repete-se, e aqui a estória repetiu-se, seis polícias à saida do comboio, um solitário após a passadeira rolante, mais um casal no cimo da escadas e um outro par à saída. A presença de tanto agente da autoridade intrigou-me, quando instiguei um deles respondeu-me a redundância: é uma operação policial.
Recado dado e ignorância mantida, mas a curiosidade, como sempre, espicaçada: que raio se estará a passar hoje na rede de metro?

sexta-feira, agosto 25, 2006

E Plutão?


(Plutão e Charon)

A primeira definição de planeta que alguma vez existiu foi a de “estrelas” que se mexiam de constelação para constelação. Copérnico mostrou que os planetas e a Terra orbitavam em torno do Sol, começou-se a supor que os planetas fossem “Terras” e o telescópio de Galileu provou que na verdade os planetas eram esféricos. Em 1801 foi descoberto Ceres, um “planeta” redondo, que por causa do seu tamanha demasiado pequeno passou a ser definido por asteróide. Em 1930 foi descoberto Plutão, a sua estimativa de tamanho foi exagerada e foi declarado planeta. Na verdade é minúsculo, cabem 3,5 “plutões” dentro da nossa Lua. A discussão seguiu-se: deveria ser ou não considerado um planeta? Até que há pouco tempo se descobriu um objecto chamado 2003 UB313, bastante maior que Plutão. A questão levantou-se, seria um planeta? E outros objectos apenas infinitesimalmente menores que Plutão?

O que é um planeta?

A União Astronómica Internacional pronunciou-se este mês sobre a questão. A primeira proposta de definição que arranjaram foi um corpo que tivesse gravidade suficiente para se transformar numa esfera, que tenha mais que 800 km de largo e que orbite uma estrela em vez de outro planeta. Foi feita uma excepção para os sistemas binários de planetas (dois planetas que orbitassem em torno um o outro).
Esta definição fazia com que Plutão fosse um planeta, mas transformava o sistema solar num sistema com 12 planetas e não 9, e levantava dúvidas sobre mais uns quantos objectos.
Alguns problemas surgiram. E se um objecto tiver 799 km de diâmetro? Existem diversos objectos quase esféricos, mas não totalmente, aliás alguns dos planetas gigantes são bastante mais largos no seu equador. Quão esféricos teriam de ser? Um objecto de gelo por exemplo é mais facilmente redondo que outro de rocha, independentemente da sua órbita ou massa. Seria esta definição justa? Existem na verdade uma dúzia de objectos que quase têm esta definição. Que fazer?

(Os quase planetas)

Existem ainda diversas luas que têm massa maior que Plutão, actividade geológica (que Plutão não possui) e até atmosfera. A única questão é que orbitam planetas, se orbitassem uma estrela não haveria dúvida. O problema aqui levanta-se sobre o que é isso de orbitar outro planeta e quando é que se considera um sistema binário. Na verdade a Lua não orbita apenas à volta da Terra, a Terra também se movimenta, balanceia com o passar da Lua. Isto acontece sempre até as estrelas sentem a influência gravitacional dos planetas. Dois objectos movem-se sempre em torno de um centro de massa conjunto (em inglês barycenter, não sei a definição portuguesa). Se esse centro de massa for exterior a qualquer dos dois objectos então consideram-se ambos planetas num sistema binário. Entre a Terra e a Lua o barycenter está debaixo da crosta terrestre, portanto a Lua é uma lua (gira em torno da Terra). Mas se a Lua se afastasse da Terra o barycenter afastava-se também. Logo, após certa distância ficaria entre os dois planetas. Logo a Lua seria considerado um planeta num sistema binário com a Terra apenas porque estava mais longe. Seria justo?
As questões são mais que muitas e os especialistas debateram-nas longamente. A que conclusão chegaram? O que é um planeta então?
Um planeta é um objecto que:

Orbite uma estrela
Tem que ser grande o suficiente para que a sua gravidade lhe confira uma forma esférica.
Não pode ter massa suficiente para ter fusão nuclear no seu núcleo (senão é uma estrela).
Tem que ser de longe o maior corpo na sua órbita.

Assim Plutão não é um planeta. Com a sua órbita radicalmente diferente dos 8 planetas, cruza a órbita de Neptuno e é este o maior corpo (de longe). Todos os objectos (como Plutão) que quase se ajustam a este definição são considerados planetas anões.

(Órbita de Plutão)

A discussão fica encerrada, pelo menos por enquanto, excepto se pensarmos em questões de senso-comum e astrológicas. Um corpo celeste é um corpo celeste e não muda, seja qual for o nome que lhe demos.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Big Trouble In Little China

É incrível pensar que já passaram vinte anos desde a estreia desde filme, mas As Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarim foi um dos meus filmes favoritos enquanto criança. Realizado por John Carpenter, é uma experiência fora do género de terror que o celebrizou, mas com elementos de fantástico. Não é um grande filme, não é um marco, a história é ridícula, não traz nada de novo e nem sequer foi um êxito de bilheteira, mas o seu humor, o seu imaginário mágico, as cores fortes e a sua acção clean, fizeram deste título uma referência de divertimento para mim, atingindo agora inclusive um estatuto de semi-cult movie (tal como muitas das películas do realizador). Revê-lo no Lusomundo Happy foi um regresso ao passado e uma viagem que vale sempre a pena.

quarta-feira, agosto 23, 2006


Falta apenas um mês...

Curiosidades de escala