quinta-feira, setembro 21, 2006

Cronologia dentro do carro

7:40 - Baixa
7:45 - Restauradores
7:50 - Marquês de Pombal
7:55 - Saldanha
8:00 - Campo Pequeno
8:05 - Av Republica
8:10 - Campo Grande
8:15 - Av Padre Cruz
8:20 - Lumiar (intenção de regressar para Entrecampos)
8:25 - Lumiar
8:30 - Lumiar
8:35 - Lumiar
8:40 - Lumiar
8:45 - Lumiar
8:50 - Lumiar
8:55 - Lumiar
9:00 - Lumiar
9:05 - Lumiar
9:10 - Lumiar
9:15 - Lumiar
9:20 - Lumiar
9:25 - Lumiar
9:30 - Lumiar
9:35 - Lumiar
9:40 - Eixo Norte-Sul
9:50 - Telheiras
10:00 - Sta. Maria
10:10 - Entrecampos

Só me apetece esganar aqueles %&!$#/!#%$&!#%&(/!%/&#%$!/& dos gajos do Metro!

(eu sei, eu sei, a greve é um direito e das poucas formas de luta dos trabalhadores, mas estive 2 horas e meia parado dentro de um carro, ainda estou a descomprimir)

Hoje é o primeiro dia de Outono... acho que se nota...

quarta-feira, setembro 20, 2006

Tudo acontece!

Ontem à tarde caiu a bomba: golpe de estado militar na Tailândia!
Daqui a cinco dias estava marcada a viagem para Banguecoque onde iria começar uma visita de duas semanas pela Tailândia e Camboja. Cinco dias... não podia ter sido antes...
Passo seguinte desmarcar a viagem e marcar outra (que fosse possivel em 5 dias).
Best Travel da Rua da Prata, fala com o operador turistico, fala com a KLM... Os voos para a capital tailandesa mantêm-se logo para desistir pagamos! MUITO!
Falo com a Deco, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Instituto Nacional da Aviação Civil, com advogados, com a parva da telefonista da KLM, com a embaixada da Tailândia em Portugal, leio todas as noticias e jornais possiveis e o resultado é sempre o mesmo. Ou vou para um pais com lei marcial, onde a constituição, o parlamento e o tribunal constitucional foram suspensos, controlado por militares com tanques na rua, onde não se sabe o que pode acontecer amanhã, numa viagem pelo meio da selva para sitios onde nem telemoveis há para contactar, ou desisto e perco um balúrdio inacreditável de dinheiro.

E não há nada nem ninguem que me possa valer, para receber o meu dinheiro de volta numa situação que escapa ao meu controle e onde a companhia aérea não teve gasto nenhum, salvo o papel de imprimir os bilhetes.

Ainda falam de justiça...

terça-feira, setembro 19, 2006

Domingo à noite não foi de todo a melhor data, dormi apenas 4 horas e fiquei de rastos o resto da semana. Mas, visto que nunca quis despedidas de solteiro um jantar com um pequeno grupo de amigos era o mais indicado. Por diversos motivo ficou domingo, estando logo entendido que seria algo para acabar cedo. O problema aqui, como sempre, é a conversa. Quando a lingua se solta tudo se estende.
Custa... mas gostei muito.

Agora são os últimos preparativos, as trinta mil coisas que faltam para que no sábado tudo corra bem...

Falhou... falhei


Penúltima aula do workshop de teatro, texto.
A responsabilidade era grande, afinal ia lêr um texto já encenado, e há bem pouco tempo, felizmente nenhuma das três pessoas que lá estavam tinham lido o original. O Nuno levou outro texto e cada um trabalhou o seu.
Em primeiro lugar o texto não estava decorado, no fim-de-semana não houve tempo para tal, mas o Thiago já o sabia e não o tinha pedido. Foi lido uma ou duas vezes e passou-se rápidamente para uma espécie de encenação. Não consegui, não senti nada, não saiu bem, fui canastrão e completamente forçado. Tinha apenas 4 horas de sono essa noite é certo, e tenho estado cansado, mas não sei se foi disso, se foi da pressa na aula, ou se pura e simplesmente não estou preparado.

A verdade é que nesta última aula falhei, redondamente...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Ele revela-se


Há momentos em que um grande professor se revela. Na aula de sábado aconteceu com o Thiago.
Partituras, partituras, sempre as partituras, para a emotividade, para sairmos de nós mesmos, para uma representação mais intensa, sem ser apenas uma repetição do que já se conhece.
No sábado tivemos nós que as criar (afinal como actores temos que ser nós a resolver as situações). Assim foi, propusémos, desenvolvemos. A seguir conflito. Imaginar uma situação e utilizar ali essas partituras. A criatividade estava perra, a situação banal, pai e filho, discussão e pouco mais. Fizemos... pobre.
Entra o Thiago - numa situação de conflito não existe só um sentimento (raiva) mas vários. Não vão para o óbvio, um pai ama um filho, sente raiva, ternura, medo, sente um conjunto de coisas diferentes.
Mudámos... melhorou.
De novo o Thiago - limpem as partituras, se elas existem têm que ser claras, o movimento do corpo preciso.
Terceira tentativa
Thiago - Não desmanchem, quando fazem uma partitura têm que a manter enquanto o outro fala. Representar é acção, têm que estar sempre em acção.
Quarta...
Thiago - durante o movimento e a deslocação as partituras têm que ser utilizadas, não existe o falar e agir e depois o mover,tudo tem uma continuação, tudo precisa de intenção...

Foi abissal a diferença entre a primeira e a última tentativa, é este o trabalho de um director de actores, não dizer mexe-te daqui para ali, faz mais feio ou mais irritado, mas dar os toques para o actor resolver, no sábado ele mostrou-se..

É uma época de festa e de mudança, portanto não consigo por aqui música que não seja bem disposta. Esta é composta por Randy Newman (conhecido por fazer música para diversos filmes como James And The Giant Peach e Monsters Inc), que foi 15 vezes nomeado para um Oscar, sem no entanto nunca ter levado uma estatueta para casa (um recorde que preferiria decerto não possuir).
A música de hoje é Mama Told Me Not To Come na versão dos Three Dog Night...

Um bom inicio de semana...

sexta-feira, setembro 15, 2006

Já não há pachorra para um ambiente saturado de comentários sexistas, xenófobos, racistas, misógenos e homofóbicos!

Eu preciso mesmo de mudar de ares...

quinta-feira, setembro 14, 2006

Desabafo

Tinha 17 anos quando escolhi o curso que iria marcar toda a minha vida, porque na verdade, sejamos honestos, entre sono e trabalho gasta-se dois terços do dia.
A escolha foi a errada e agora ando a tentar compensar com aulas e com a procura de um local onde me sinta realizado...

É estranho como com esta idade já me sinta velho para fazer algumas coisas...

quarta-feira, setembro 13, 2006

O aluno-professor

Afinal não era nada!
Nem a ausência, nem as coisas a fazer, nem o facto de rumar ao Chapitô em Outubro, a aula de segunda-feira não foi brilhante... porque nem todas as aulas o podem ser.
Ontem o figurino mudou. Na segunda das cinco aulas que vou ter em nove dias tudo começou com uma troca de posições. Quem deu a primeira meia hora de aula fomos nós. As partituras como base, mas curiosamente nem eu nem o meu colega fomos tão abstractos como o Thiago. Exercicios diferentes com resultados semelhantes. A seguir... improviso! Várias situações, vários exercicios, sempre a dois, comédia, drama, agressividade, amor, desilusão, violência, tristeza, tudo foi explorado. Do meio da naturalidade da representação a partitura, como quem pára a meio de um movimento para um sonho, como um sublinhar de uma emoção, de um sentido.
Foi uma grande aula, e abriu, talvez, a perspectiva de continuar a colaborar...

terça-feira, setembro 12, 2006

Pode ter sido da ausência prolongada, ou do facto de estar neste momento a atravessar uma fase em que tenho muito em que pensar, talvez seja porque eramos apenas dois alunos ontem, ou talvez seja porque, em termos de teatro, o meu futuro não passe por aqui, mas o regresso às aulas não foi o mais auspicioso.
Foi bom rever o Thiago, foi bom regressar, mas sinto que tenho a cabeça noutro lado.
Voltaram as partituras, mas desta vez com meia hora de desenvolvimento e repetição livre. Meia hora a utilizar as mesmas partituras, sem nenhuma direcção, nem texto, nem sentido, apenas para conseguir fluir as emoções e corporalizar os sentimentos. Foi dificil aguentar tanto tempo, mas foi tarefa ultrapassada.
Foi tambem o retorno ao texto, ao brincar com as palavras, os sentidos, usar cada uma delas como se existisse por si só.
Foi uma boa aula... mas não consegui atingir aquilo que já atingi no passado, é um fecho, em Outubro haverá um novo amanhecer.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Hollywood Madness

Maio de 2007 vai ser um mês inédito em termos de lançamentos cinematográficos. Dia 4 de Maio desse ano estreia nos Estados Unidos Spider-Man 3 a última instalação na famosa série adaptada da BD, realizada por Sam Raimi (Evil Dead) e com Tobey Maguire no principal papel. Nada de extraordinário seria não fosse o facto de a 18 do mesmo mês estrear Shrek The Third, terceiro episódio dos filmes de animação com o famoso ogre verde. A 25 de Maio sai Pirates of The Caribbean: At World’s End, que termina (pelo menos assim parece) a saga do Capitão Jack Sparrow, o mais famoso personagem de Johnny Depp.
Nunca, em toda a história do cinema se viu um mês como este. Para além da particularidade de se estrearem três “parte 3” é um mês com três mega-blockbusters. Para se ter uma noção do que se está a falar os dois filmes anteriores do Shrek renderam em conjunto 1404 milhões de dólares no mundo inteiro, os últimos dois Spider-Man renderam 1604 milhões e os primeiros Pirates of the Caribbean fizeram uns colossais 1657 milhões de dólares.


São valores inacreditáveis, podendo cada série contar com filmes que quebraram recordes de bilheteira à sua estreia.
O motivo pelo qual nunca se estrearam dois filmes desta envergadura no mesmo mês (nenhum Harry Potter coincidiu directamente com nenhum Senhor dos Anéis por exemplo), é que para se atingirem valores desta grandeza é preciso tempo e espaço. Para começar é preciso criar atenção mediática, ter as revistas, as televisões, entrevistas, posters, os bloggers a falar do filme. Em segundo lugar é preciso espaço de sala. Não se fazem 800 milhões de dólares num filme com meia dúzia de cópias, tem que se estrear nos EUA com 4000 cópias. Depois é preciso dar tempo para que toda a gente veja o filme, tê-lo em cartaz semanas a fio, para que possa acumular resultados destes.
Com 3 filmes assim uns em cima dos outros a atenção mediática é dividida, as salas não aumentam e portanto não se consegue distribuir as cópias que se quer e o tempo em sala diminui porque estão lá os outros para fazer frente.
O resultado final pode ser catastrófico para os estúdios que afirmam ir um dos três filmes ser um fracasso colossal, mas, obviamente, não o seu.
Pessoalmente estou curioso, não tanto pelos filmes (não gostei do segundo Piratas e sempre achei os filmes do Homem Aranha um pouco chatos), mas pela guerra de box-office única. Sinceramente não percebo a necessidade de estrear os 3 filmes no mesmo mês, não entendo esta estratégia, mas há muito que deixei de entender Hollywood, que está a entrar numa espiral de loucura sem precedentes. Basta olhar para os custos dos blockbusters. Em 1996 Spielberg fez o maior êxito até à data Parque Jurássico por 63 milhões de dólares. Em 1997 Titanic custou 200 milhões e o medo foi tal (por causa do custo exorbitante) que a Paramount vendeu metade dos direitos à Fox para evitar a falência (o filme acabou por ser a maior bilheteira de todos os tempos). Hoje em dia o filme Superman Returns custou 270 milhões, gastou-se 40 milhões antes de se ter filmado um minuto de película e foi o terceiro filme só em 2006 a ultrapassar a barreira dos 200 milhões de orçamento. Acima dos 100 já lhes perdi a conta.
Está a atravessar uma fase louca a indústria de cinema americana, sem ter uma explosão de inovação ou iventividade. 2007 pode ser o ano do colapso.


sexta-feira, setembro 08, 2006

Son of a preacher man

Son of a Preacher Man foi gravada originalmente por Dusty Springfield em 1969, após ser recusada por Aretha Franklin, tendo sido o seu maior êxito até hoje. O sucesso fez com que Aretha reconsiderasse e a gravasse em 1970. Até à data foi gravada por mais de 20 artistas, com Nancy Sinatra ou Janis Joplin.
Fez o seu regresso como a banda sonora do brilhante Pulp Fiction. É a música escolhida para esta semana, aliás a segunda retirada de filmes de Tarantino.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Lá vem etiqueta!

É tipo virus que percorre a blogosfera e a mim apanhou-me sem vacina, nem aspirina, nem sequer um lenço para assoar o nariz...

"quando fores etiquetado tens que escrever seis informações aleatórias sobre ti. depois escolhes seis pessoas para etiquetar e lista os seus nomes."

Vamos lá às etiquetas:


Blue Label - Sou muito ligado às pessoas de quem gosto, e bastante protector das mesmas, sejam amigos ou familia.


Gold Label - Adoro cinema, teatro, literatura, música. Adoro assistir, participar, criar, conhecer, tudo o que tenha a ver com artes.


Green Label - Adoro viajar. Hoje e sempre, mala feita e siga caminho!


Black Label - Adoro conversar e debater ideias, falar muito... às vezes até demais...


Red Label - Sou teimoso, pronto, sou mesmo, o que tambem se pode dizer... sou convicto... e ninguem teima sozinho!


Drunken Label - Posso ser muito preguiçoso quando tenho uma tarefa que detesto (vide as minhas idas ao ginásio).



A minha máquina de etiquetas avariou-se... fica por aqui, outros que carreguem o facho.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Há dias em que me sinto profissional do sono. Não do adormecer, acto puramente transitório, nem do sonhar, delirio incontrolável da mente, mas do dormir. Do saborear o prazer da entrega do corpo à dormência do espírito, ao doce resfolegar dos lençois quando, suavemente, me mexo para os não incomodar. Da entrega ao silêncio, ao vazio dos olhos que são a janela da alma e, como tal, guardam serenamente uma alma despovoada de preocupação, de emoção de cansaço. O breu. Apenas a escuridão que me toca a pele, que me conforta e embala o poisar, que não me conta as histórias de um mundo acordado lá fora, de uma imensidão de gente que gira e lufa num corropio tão distante de mim como os longos salões do Olimpo onde os deuses descansam.

Hoje é um desses dias, em que o sono para mim é tão concreto e tão remoto como uma miragem...