Favoritos e Preferidos - Melhor Actriz Principal
Aqui não há dúvida, Helen Mirren brilhante como rainha Isabel em The Queen leva o Oscar para casa, ganhou tudo o que havia para ganhar este ano e eu concordo plenamente.
Aqui não há dúvida, Helen Mirren brilhante como rainha Isabel em The Queen leva o Oscar para casa, ganhou tudo o que havia para ganhar este ano e eu concordo plenamente.
O prémio aqui deve recaír de novo sobre Dreamgirls, desta vez para Eddie Murphy, que levou já para casa o Globo de Ouro e o Screen Actors Guild Award. Pessoalmente votaria em Jackie Earle Haley que tem um desempenho de cortar a respiração como um pedófilo em Little Children.
Este ano das cinco nomeadas o Oscar deve ir para Jennifer Hudson de Dreamgirls, que para além de diversos prémios da crítica levou para casa um Globo de Ouro, um BAFTA (os Óscares ingleses) e o prémio do Screen Actors Guild (sindicato dos actores). Pessoalmente gostaria que fosse para Rinko Kikuchi pelo seu soberbo desempenho como uma surda à procura de amor em Babel.
É hoje, à uma da manhã hora de Portugal começa a 79ª edição dos Óscares, mais uma noite sem dormir. A tensão acumula, prinicipalmente quando se têm favoritos, para saber se este ano a Academia acerta. E foram diversas as vezes em que não acertou. Basta ver que no ano de The Elephant Man de David Lynch, de Tess de Roman Polansky ou de Ranging Bull de Scorsese, o vencedor foi um esquecido Ordinary People de Robert Redford. No ano de Taxi Driver, o vencedor foi Rocky, ou que no ano de Cleopatra venceu Tom Jones, ou que nomes como Alfred Hitchcock nunca venceram nenhum Oscar. Nos últimos anos então a mediocridade tem predominado, filmes como Shakespeare In Love ou Beautiful Mind foram multi-premiados, filmes esses que são, no máximo, interessantes, mas não são de todo os melhores filmes de ano, nem aparecerão em nenhuma História do Cinema. Seja como for, os Oscares são o reflexo de como a indústria se vê a si mesma, e aquilo que ela valoriza ou quer destacar. Ninguem pode negar por exemplo, as questões étnicas por detrás das vitórias de Denzel Washington e Halle Barry nas categorias principais de representação em 2002.
Esta noite celebra-se o cinema, bem ou mal, a mais importante indústria cinematográfica do mundo homenageia hoje os seus, e o mundo escuta...
... da tua professora: vem ao quadro.
... da tua mãe: fazes o favor de chegar aqui!
... da rapariga por quem te apaixonaste: gosto de ti mas como amigo.
... da namorada: estou atrasada uns dias...
... da mulher: estão aqui os papeis para assinares.
... do padre: dez pais nossos e dez ave marias!
... do policia: então 1,2 hein?!
... do IRS: auditoria!
... de um funcinário público: primeiro tem que comprar o impresso 14, preenchê-lo, trazer as fotocopias que lhe disse e voltar para aqui...
... do filho: aconteceu uma coisa ao carro...
... do juiz: culpado!
... do locutor de rádio: trânsito lento...
... do parceiro de acrobacia: ups!
... do médico: sinto muito...
Mas acima de tudo NÃO QUERES OUVIR do teu mecânico: sabe, aquele carro que veio para a inspecção e que fazia uns barulhinhos, afinal vai ter que levar uma embraiagem nova e o preço total do arranjo vai ser igual ao rendimento que tem disponivel para o mês inteiro!!!!

O trabalho na peça de fim de ano começou ontem. O Bruno tinha esquematizado uma série de exercícicos sensoriais e conforme os realizávamos ele ia escolhendo pessoas. A seguir, com o trabalho desses exercicios (e algum outro em certos casos), montou pequenos quadros com os alunos, ao som de música. Não necessáriamente quadros narrativos, ou cenas, mas quadros emotivos, estéticos, bases de trabalho, numa peça que se quer multidisciplinar. A melhor comparação que arranjo é com o último trabalho do Meridional, mosaicos de gente e não histórias - pondo obviamente de lado todo o mérito técnico e artístico da peça Por Detrás dos Montes, com a qual o nosso pequeno bando amador não pode nem deve nunca ser comparado.
Ainda não tenho a certeza do rumo final que tudo isto vai tomar, até porque com as faltas cíclicas de alguns colegas é complicado perceber quem fica e quem sai, mas ontem foi dado o primeiro passo, a ver vamos como corre.
Há daqueles realizadores que pela obra que já deixaram são já considerados mestres no seu ofício. Woody Allen é um deles. E se filmes como Small Time Crooks ou The Curse of The Jade Scorpion não são marcos de referência, o seu último título Match Point foi um dos grandes filmes do ano passado.
Quatro dias... quatro dias apenas está João Paulo Santos no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém e hoje, terça-feira de Carnaval, às 16 horas é a sua última actuação. Mastro chinês... novo circo, dança, performance, não sei como definir os 40 minutos de pura magia a que tive o privilégio de assistir. Um mastro, uma cadeira, um lenço, uma pedra, um homem, cinco elementos em confronto, a levar ao extremo os limites do corpo, do físico, da Fisica, da dança. A plasticidade do corpo, em dança com os elementos, consigo mesmo, com o seu esforço e a sua leveza, a sua harmonia. Contigo é um espectáculo multi-disciplinar, que vai além da perfeição técnica, que tem uma componente artisitica, plástica, expressiva profunda. João Paulo Santos foi convidado pelo Cirque de Soleil e recusou para prosseguir uma via menos restritiva. Por este espectáculo segue no bom caminho, apetece acompanhá-lo por onde for...
Desde 2002 que os Coldfinger não lançam nenhum album,e com o início da carreira a solo da sua vocalista Margarida Pinto, é possivel que o não façam brevemente.
Em 2000 lançaram Lefthand, uma belissima colecção de canções, maioritáriamente em inglês. Não sei definir a sonoridade, indie, electrónica, li algures trip-hop, mas a verdade é que Margarida Pinto me toca quer a solo quer na banda que a lançou. Aqui fica um pequeno sopro, The Tree And the Bird, cuja letra simples sobre amor e perda, muito me tocou... É por vezes dificil perceber o nosso papel numa relação e admitir que entre um pássaro e uma árvore o amor torna-se... impossivel.
Numa comunidade suburbana o Verão decorre pacatamente. Na vida de cada pessoa um desepero calado insinua-se, até que a busca de uma saída, de uma alternativa, de felicidade faz explodir a rotina do dia-a-dia.
Por causa da peça de fim de ano do Chapitô pus-me a lêr o Drácula de Bram Stoker. Conhecia bem o imaginário, tinha visto diversos filmes, desde o Nosferatu do Murnau ao Drácula de Bram Stoker do Coppola, mas nunca tinha lido o livro. Nestas coisas não há como ir à fonte.
Sábado fui ver a anunciada última performance do Lisboa Ballet Contemporâneo, que vai fechar as portas devido a falta de fundos para manter uma produção constante, remetendo-se apenas para reposições do reportório. Após o Ballet Gulbenkian é mais um, tristemente que fecha as portas, empobrecendo o panorama cultural do país.