quinta-feira, abril 19, 2007

A Fúria

Está marcado!
Dias 5, 6 e 7 de Junho, às 22 horas, no Chapitô em Lisboa, vou estar na peça A Fúria de Bruno Schiappa, que é o trabalho de final de ano do curso de Expressão Dramática do Chapitô.
A entrada é livre...

Indie Lisboa 2007


Começa hoje a quarta edição daquele que está rapidamente a transformar-se no mais importante e eclético festival de cinema do país. Este ano alargando-se por quatro locais, o Forum Lisboa, os cinemas King, o São Jorge e o cinema Londres, apresenta uma proposta extensa. Para além das competições nacionais e internacionais de curtas e longas metragens, que é o veio principal do festival, temos o Observatório, onde figuram filmes do panorama indepentente; o Laboratório, para aquelas obras mais limite; a secção Heroi Independente, retrospectiva que foca a obra do realizador japonês Shinji Aoyama, bem como nos dá uma panorâmica do que se faz no Novo Cinema Alemão; IndieMusic, filmes onde a música ocupa o palco; Indie Junior, dedicado aos mais novos (a não perder o Garoto de Charlot ao som de Coty Cream); Director's Cut, onde são abordados filmes que falam de cinema; o New Crowned Hope, uma série de sete filmes feitos pela comemoração dos 250 anos do aniversário de Mozart o ano passado; e por último a presença do L'Alternativa, festival de cinema de Barcelona que vem a Lisboa apresentar algumas das suas melhores obras.

Uma escolha imensa para os mais diversos gostos. Arranca hoje... lá estarei a ver, infelizmente, apenas uma infima parte daquilo que queria...

Para mais informações visitar: www.indielisboa.com

quarta-feira, abril 18, 2007

Eye Movement Desensitization and Reprocessing


O Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR para os amigos), é um processo utilizado para curar traumas e patologias emocionais, e que foi adaptado ao trabalho de actor, seja para controlar a sua ansiedade e fobia de palco, seja para desenvolver a criatividade. Tal não me admira, quem quer ser actor (ou seguir qualquer área artística) só pode ser doente da cabeça. O meu caso é mais leve, faço isto não profissionalmente, o que denota um trauma mais levezinho... Mas adiante...
A base do trabalho é o estímulo (visual, sensorial ou auditivo) de dos lados esquerdo e direito do corpo, que leva à activação bilateral do cérebro e a um aumento da actividade cerebral.
Funciona? Não faço ideia, mas é o método que estamos a utilizar nesta fase dos ensaios (é incrivel mas já só falta mês e meio). Retroceder para as memórias do nosso personagem (sim, tenho um personagem e não diversas figuras) tem algo que se lhe diga, e se me tem ajudado a conhecê-lo melhor, ainda estou para ver se me ajuda depois em palco. Espero que sim, acredito que sim.

Hoje os ensaios continuam...

O povo em marcha!

Quando as forças da reacção falam, dão direito a um contra-golpe, que tem consequências, que extravazam e chegam ao expoente máximo com o povo na rua! Ajudem-nos nesta batalha!
Força camaradas!

(aqui o link já funciona!)

Sergio Leone Rules! Petition

Achas para a fogueira 2

O Marques Mendes afinal é advogado e o Socrates fez o curso por favor.
A última eu já sabia, quanto à primeira... fui mal informado. Queria abrir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar estes erros na blogosfera.

(esta gente que nem sequer confirma as fontes... humpf... blogueiros... humpf... bloguistas... humpf!)


1 - Acho que ainda não recuperei completamente. Ainda me sinto cansada, com menos energia...

2 - Mas tem tido alguma diferença no seu dia-a-dia no último ano? Alguma alteração?

1 - Não, nada... Tudo na mesma...

3 - Er... espera lá... casaste comigo!!!

terça-feira, abril 17, 2007

Citações


"I thought , Batman Forever, that sounds like a tattoo that somebody would get when they're on drugs or something..."

Tim Burton

Música da Semana... e video

Quem seja assíduo aqui no Sopros sabe que Sérgio Godinho é uma presença regular. Desde o lançamento de Ligação Directa, o seu último trabalho, que tenho estado a querer por aqui uma música desse album. Só Neste País foi a minha escolha, não só por ser a minha canção favorita do cd, mas também porque fala de uma das coisas que mais me irrita... neste país, que é o discurso do pobrezinho, do "lá fora é que é, cá dentro não se faz nada". Mas desde que soube que este é o último single e que foi realizado pelo meu amigo André, tornou-se na única música que aqui podia estar.

Só mesmo neste país...

segunda-feira, abril 16, 2007

Achas para a fogueira...


Não desculpa, nem justifica, nem explica coisa nenhuma. Mas é interessante que este advogado não tenha o nome na Ordem... Para justiceiro... vai mal...

300

Não sou fã de Frank Miller. Nunca liguei muito a graphic novels, e sou dos poucos que não gostou de Sin City (nem um bocadinho). Quando parti para este 300 ia de pé atrás, a única coisa que vi do realizador Zack Snyder foi o remake de Dawn of the Dead, o que não me deixava com grandes perspectivas, e o trailer anúnciava um festim visual estilizado, mas pouco mais. As críticas em Portugal eram do pior, ou seja tudo indicava um fracasso.
Gostei do filme. Sem mais. Não percebo o porquê de tanta controvérsia. Visualmente é fiel ao original, é envolvente, estimulante, divertido. É um bom filme de acção, com todos os elementos para funcionar, e funciona. Não é brilhante, claro que não, não é um marco na história do cinema, mas faz passar bem o tempo e é, em última análise, divertido. Chegaram ao extremo de lhe chamar fascista, li inclusivé comparações a Leni Riefenstahl, que são não só abusivas, despropositadas, mas completamente descabidas. O filme não tem o peso, ou a força ideológica, não defende ideais nazis nem fascistas. É um filme pipoca, ao estilo video-clip, mas melhor do que a norma nestes casos.
Outra crítica que ouvi foi a imprecisão histórica do filme. Sejamos realistas. Este não é um filme histórico, é uma adaptação de uma BD, nada mais, e se alguém espera saber algo sobre a Batalha das Termópilas, ou sobre a vida e cultura espartana (ou persa), está óbviamente á procura no lado errado. É como entrar numa pizzaria e queixar-se que a sua carta de vinhos é fraca. Devemos procurar as coisas nos seus sítios.
Foram feitas também ligações exageradas entre a representação dos persas e os iraquianos, ou os iranianos, mas parece-me que Miller em 1998, quando desenhou 300, não fizesse puto de ideia que 5 anos mais tarde os EUA entrariam em guerra com o Iraque.
Não vale a pena encontrar sentidos onde eles não existem, muito menos num blockbuster no-brains como este.
É um filme de acção, é interessante e pronto.

sexta-feira, abril 13, 2007

Man of the Year

Barry Levinson não acredita no sistema democrático americano. O realizador de Wag the Dog, volta à carga com esta comédia satírica O Homem do Ano. Junta-se pela terceira vez com Robin Williams, que faz o papel de um comediante que resolve candidatar-se à presidência dos EUA e, por causa de um erro informático, ganha. No fundo este filme tem duas partes bem distintas, a primeira é apenas um palco para Robin Williams brilhar, com o seu génio cómico já conhecido, e a segunda que ganha um tom um pouco mais sério, com pequenos toques de thriller político, onde a mentira, a chantagem e o lado mais sujo do mundo empresarial se mostram.

Não é tão complexo, bem escrito e politicamente incorrecto como o citado Wag the Dog (Manobras na Casa Branca), nem tão divertido e irreverente como Bom Dia Vietname, mas tem gags interessantes, e Williams normalmente vale por si só o preço do bilhete. Christopher Walken e Laura Linney compõem o ramalhete, mas Jeff Goldblum parece existir só para pôr o nome no genérico, com um papel demasiado curto e linear.

No final de contas passa-se o tempo e pouco mais...

quinta-feira, abril 12, 2007

Acabei!

Todos temos direitos aos nossos pequenos vícios...

O regresso!

Mais de duas semanas depois voltaram os ensaios. É incrivel a falta que me faz, que curiosamente se nota ainda mais depois de estar na aula. A companhia, brincadeira, interacção com os outros, a conversa e o riso, tudo isso me faz falta, e principalmente a liberdade, a emotividade, o turbilhão de sensações que representar me dá.

Ontem a aula foi quase toda um único exercício. Após o aquecimento inicial e de algum trabalho de voz, pusemo-nos numa posição confortável fechámos os olhos e através de estímulo físico e auditivo, fizemos quase uma regressão (se tal for possivel) ao nosso personagem, a memórias, a sensações, fisica e emocionalmente destacámo-nos de nós mesmos e vivemos na pele do outro. Que viagem!!! Quando abri os olhos eram quase nove da noite! Impressionante como conseguimos sair e entrar de nós próprios, como o tempo corre depressa, como se aprende tanto sobre o alguem que na verdade não existe, que no fundo é parte de nós!

A aula acabou com um novo esquema a ser introduzido no fim da peça, trabalho a dois que envolve (pequena particularidade que não pareceu incomodar ninguem) um pequeno beijo ao nosso colega.

Foi um grande regresso, na segunda vamos aprofundar ainda mais a técnica que começámos ontem...

quarta-feira, abril 11, 2007



(pelos velhos tempos...)

The Killing Machine


Uma das descobertas que fiz em Barcelona foi o trabalho de Janet Cardiff e George Bures Miller, dois canadianos que, desde o início dos anos 90, trabalham juntos na criação de instalações onde, para além da componente visual, o som desempenha um papel de relevo. No MACBA vi várias obras numa exposição intiludada The Killing Machine and Other Stories, e fui literalmente arrasado pela onda sensorial e emocional que brota destes trabalhos. Com uma criatividade imensa, passei desde uma pequena sala de cinema, onde o filme se misturava com a realidade (através de uma utilização soberba do som), a uma máquina que tortura e mata uma pessoa que não está lá (e nos coloca no lugar de carrascos, a máquina é activada pelo público), até à invasão do espaço privado onde o fantasma de um homem obcecado por discos nos conta a sua triste história. Foram apenas algumas das diversas instalações que vi, mas sempre com um tom surpreendente, inovador, arrepiante...

Dois nomes que espero reencontrar...