- Deixei de me dar com o gajo...
- Porquê?
- Era demasiado zen para o meu gosto.
- Então?
- Eu dizia "aquele filho da mãe" e ele "ah, tem calma, temos que ver os ponto de vista uns dos outros, ser amigos"...
Não temos nada todos que ser amigos, ele que se vá foder!
segunda-feira, abril 23, 2007
Indie Report - The Pervert's Guide to Cinema
Não encontrei melhor maneira de começar o Indie do que com um guia de cinema para pervertidos. Neste The Pervert's Guide to Cinema seguimos Slavoj Zizek, filósofo e psicoanalista, ao longo da sua cativante dissertação sobre o mundo do cinema, ou pelo menos pelo mundo de alguns dos seus cineastas favoritos, de Lynch a Chaplin, passando por Fritz Lang, os Irmãos Marx, Hitchcock, Tarkovsky ou Kieslowski, para focar apenas alguns. Se Zizek é envolvente, com o seu discurso fluente e apaixonado, enfeitado com uma pronúncia carregada e uma fala sibilante, Sophie Fiennes (a realizadora) consegue que as duas horas e meia não se tornem monótonas, cria passo e tempo, descobrindo humor no discurso e colocando o nosso interlocutor nos cenários dos filmes a que se refere. É envolvente, mas tudo é dito de uma forma tão categórica, tão encadeada, tão carregado de jargão psicoanalitico, que não temos sequer tempo de absorver a informação e perceber se concordamos ou não com o que é exposto, se realmente interiorizámos o que nos foi explicado.
No final de contas não passa de um fait-divers. Não nos dá um olhar por demais interessante sobre a história do cinema, mas fica connosco como uma noite bem passada na companhia de quem sabe e gosta de conversar.
sexta-feira, abril 20, 2007
Sound is the place
Há quem lance o desafio de dar asas à imaginação e aos lugares, há quem o aceite, vizualise, concretize. Há quem lhe dê outro impulso e ajude a levantar voo. Mas a verdade é quem sem as minhas escadas e as minhas sandes de presunto o que seria desde video de Laura Alves com música de Naked Lunch?
Ah pois! São estes pormenores que fazem uma obra e o resto é conversa!
Il Caimano + História Trágica com Final Feliz
O último filme de Nanni Moretti é antecedido em Portugal pela curta metragem de animação História Trágica com Final Feliz, um conto terno de Regina Pessoa. É uma boa e rara iniciativa, o lançamento em sala de curtas metragens, forma cinematográfica ignorada por distribuidores, crítica e público, normalmente apenas acessivel em mostras ou festivais, como é o caso do IndieLisboa. Aqui foi preciso esta pequena história vencer perto de quatro dezenas de prémios e menções honrosas dos EUA à China para poder aparecer no circuito comercial normal. Não devia ser preciso, existem centenas de curtas portuguesas todos os anos e um sem número mundialmente, que podiam ser exibidas comercialmente, seja em pacote, seja como abertura de uma longa metragem. Seja como for, fica anotado o facto raro que foi poder ver esta pequena preciosidade.
Caso verídico
Dois miudos, não tinham mais de doze anos, a trocar insultos e a fugir um do outro:
miudo1 - Vê lá se não és engenheiro!
miudo 2 - Sócrates!
miudo 1 - Antes Sócrates que engenheiro público!
Ainda dizem que em Portugal não há debate político... De pequenino é que se torce o pepino.
quinta-feira, abril 19, 2007
A Fúria
Indie Lisboa 2007
quarta-feira, abril 18, 2007
Eye Movement Desensitization and Reprocessing
O povo em marcha!
Quando as forças da reacção falam, dão direito a um contra-golpe, que tem consequências, que extravazam e chegam ao expoente máximo com o povo na rua! Ajudem-nos nesta batalha!
Força camaradas!
(aqui o link já funciona!)
Sergio Leone Rules! Petition
Achas para a fogueira 2
O Marques Mendes afinal é advogado e o Socrates fez o curso por favor.
A última eu já sabia, quanto à primeira... fui mal informado. Queria abrir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar estes erros na blogosfera.
(esta gente que nem sequer confirma as fontes... humpf... blogueiros... humpf... bloguistas... humpf!)
terça-feira, abril 17, 2007
Citações
Sopro do género O grande saco dos indefinidos, Sopros da 7ª Arte
Soprado por MPR às 13:17
Música da Semana... e video
Quem seja assíduo aqui no Sopros sabe que Sérgio Godinho é uma presença regular. Desde o lançamento de Ligação Directa, o seu último trabalho, que tenho estado a querer por aqui uma música desse album. Só Neste País foi a minha escolha, não só por ser a minha canção favorita do cd, mas também porque fala de uma das coisas que mais me irrita... neste país, que é o discurso do pobrezinho, do "lá fora é que é, cá dentro não se faz nada". Mas desde que soube que este é o último single e que foi realizado pelo meu amigo André, tornou-se na única música que aqui podia estar.
Só mesmo neste país...
segunda-feira, abril 16, 2007
Achas para a fogueira...

Não desculpa, nem justifica, nem explica coisa nenhuma. Mas é interessante que este advogado não tenha o nome na Ordem... Para justiceiro... vai mal...
300
Não sou fã de Frank Miller. Nunca liguei muito a graphic novels, e sou dos poucos que não gostou de Sin City (nem um bocadinho). Quando parti para este 300 ia de pé atrás, a única coisa que vi do realizador Zack Snyder foi o remake de Dawn of the Dead, o que não me deixava com grandes perspectivas, e o trailer anúnciava um festim visual estilizado, mas pouco mais. As críticas em Portugal eram do pior, ou seja tudo indicava um fracasso.
Gostei do filme. Sem mais. Não percebo o porquê de tanta controvérsia. Visualmente é fiel ao original, é envolvente, estimulante, divertido. É um bom filme de acção, com todos os elementos para funcionar, e funciona. Não é brilhante, claro que não, não é um marco na história do cinema, mas faz passar bem o tempo e é, em última análise, divertido. Chegaram ao extremo de lhe chamar fascista, li inclusivé comparações a Leni Riefenstahl, que são não só abusivas, despropositadas, mas completamente descabidas. O filme não tem o peso, ou a força ideológica, não defende ideais nazis nem fascistas. É um filme pipoca, ao estilo video-clip, mas melhor do que a norma nestes casos.
Outra crítica que ouvi foi a imprecisão histórica do filme. Sejamos realistas. Este não é um filme histórico, é uma adaptação de uma BD, nada mais, e se alguém espera saber algo sobre a Batalha das Termópilas, ou sobre a vida e cultura espartana (ou persa), está óbviamente á procura no lado errado. É como entrar numa pizzaria e queixar-se que a sua carta de vinhos é fraca. Devemos procurar as coisas nos seus sítios.
Foram feitas também ligações exageradas entre a representação dos persas e os iraquianos, ou os iranianos, mas parece-me que Miller em 1998, quando desenhou 300, não fizesse puto de ideia que 5 anos mais tarde os EUA entrariam em guerra com o Iraque.
Não vale a pena encontrar sentidos onde eles não existem, muito menos num blockbuster no-brains como este.
É um filme de acção, é interessante e pronto.




