sexta-feira, maio 25, 2007
É muito bem...
... tão bem, tão bem, tão distinta, tão high-society, que proibiu o filho que está na primária de ir a uma festa de anos de uma colega porque ela "chama-se Sónia, o meu filho não ia a uma festa de alguém chamado... Sónia".
Tão bem, tão bem, tão distinta que não deixa o filho ser amigo de um miudo amoroso, porque o miudo é mulato.
Tão bem, tão bem, que disse à educadora para por o filho numa turma "onde haja muita gente com apelidos de qualquer coisa ou e qualquer coisa".
Tão bem, tão bem, que devia levar com uma lambada nas trombas.
Agora digam-me que esta mulher deve ter a custódia do filho...
ah pois é!
"Eh pá, eu já lhes disse, deviam fazer só numa cor, assim não havia duas!"
quinta-feira, maio 24, 2007
E chove?
Hoje começa a chuva. Até Domingo não se pode esperar outra coisa senão gotas irritantes de água por todo o lado, sendo que o apogeu está previsto para amanhã. Daqui só se pode tirar uma conclusão. Deus não gosta de ler. Pois que se resolve brindar a abertura da Feira do Livro com esta recepção, só pode ter algum problema grave com a leitura. Ou isso ou não gosta de livros a preço de desconto. Outra hipótese é que se irrite com a estreia da terceira instalação dos Piratas das Caraíbas, mas não percebo bem porquê. Se ele não quiser não veja. A não ser que... a não ser que esta história de ser omnipresente o obrigue a ver. Deve ser isso, Deus é obrigado a ver e não quer.
Será que o verdadeiro motivo é por saber que as carreiras na função pública ficaram congeladas durante (ainda) mais tempo, até 2009? Ou é reacção à candidatura de Carmona Rodrigues à CML (sete candidatos de uma só vez, grande pândega!)?
Uma coisa é certa, Deus não está feliz. Agora percebo quando Telmo Correia disse à TSF que queria que o PP aumentasse após as eleições que em número de vereadores quer em devotos (ele pode ter dito de votos, a dúvida mantém-se). Mais devotos sempre dão uma ajudinha a fazer lobby lá em cima...
Sopro do género Eles "andem" aí..., O grande saco dos indefinidos
Soprado por MPR às 10:02
quarta-feira, maio 23, 2007
Zodiac
Nos anos 70 um assassino que se auto-intitulava Zodiac, cometeu 4 homicídios e disse ser responsável por muitos mais. Numa época em que os serial-killer abundavam, tornados quase moda pelos media (vide Ted Bundy, Charles Mason, Dave Berkowitz aka Son of Sam), o que o Zodiac teve de especial foi a manipulação que fez dessa comunicação social, com séries de diversas cartas e códigos enviados a jornais, e o facto de nunca ter sido apanhado.
terça-feira, maio 22, 2007
Melhor?
Ontem no final da aula o Bruno fez algumas criticas e correcções a determinados aspectos do exercicio que vamos apresentar daqui a duas semanas. Quando acabou, sem ter dito nada acerca de um quadro específico, um colega meu perguntou se nesse momento já estavamos bem. Respondeu o Bruno: er... estão melhores.
Acho que, na verdade, é aquilo a que podemos aspirar. Estar melhor do que no dia anterior, creio que ninguem tem grandes ilusões quanto ao que vai ser visto, mas se de dia para dia conseguirmos melhorar, então a apresentação final já tem algum mérito.
Música da Semana
Se filho de peixe sabe nadar, então a filha de Elis Regina só podia ser uma grande cantora. Maria Rita estreou-se com um album homónimo em 2003. Voz clara, melodia que fica no ouvido e estilo dançante, foi uma estreia prometedora de uma das novas caras da música brasileira.
Aqui fica, Cara Valente.
segunda-feira, maio 21, 2007
SG Live!
Ontem foi o último da série de cinco espectáculos que Sérgio Godinho fez no Maria Matos, na apresentação do seu último trabalho Ligação Directa. Fantástico! Um misto perfeito de novos temas e revisitas a velhos clássicos, com uma energia, uma força, um encadeamento incrivel. Luz, cor, som, tudo funciona na perfeição, como um relógio, mas com uma fluidez criativa imparável. Quanto mais o tempo passa, mais ele refina. Uma grande actuação aplaudida em pé durante imenso tempo, de onde saí cansado, suado, feliz e gingão... com um brilhozinho nos olhos...
Sopro do género E o resto é cultura, O som da ventania
Soprado por MPR às 10:02
sexta-feira, maio 18, 2007
Breach
Em 2001 foi preso o agente do FBI Robert Hanssen, acusado de vender segredos de Estado aos soviéticos ao longo de mais de 20 anos, sendo o responsável pela maior quebra de segurança da História dos EUA. Pouco mais foi que uma punição, visto que estava a poucos dias de se retirar, e incapaz de continuar a vender seja o que for. No entanto, devido à extensão enorme dos danos que causou, esta foi uma prisão de extrema importância.
Quebra de Confiança é o filme que conta os dois meses que precederam a detenção. Realizado por Billy Ray, que tinha anteriormente feito Shattered Glass e escrito o thriller com Jodie Foster Flightplan - Pânico a Bordo.
Curiosamente não é o típico thriller, não se baseia em conspirações, tiroteios, nem grandes cenas de acção, é antes um estudo sobre a relação que se cria entre um jovem iniciado no FBI, que tem como missão servir e espiar Hanssen e esse agente, um homem maduro, muito inteligente, profundamente religioso, controlador, mas ao mesmo tempo perturbado. A presa acaba por fascinar o seu caçador, sem saber que está a ser caçada. É um filme de actores, sem grandes vedetas. Chris Cooper, conhecido por papeis secundários (venceu o Óscar nessa categoria em 2003 por Adaptation) faz um Hanssen tenso, mas carregado de nuances, de entoações, de pequenas subtilezas. Já Ryan Phillippe, sempre com a carinha bonita de rapazote, aguenta-se bem, sem brilhar, como tem feito habitualmente.
quinta-feira, maio 17, 2007
God Bless the Wood!
Ed Wood Jr. foi considerado o pior realizador de todos os tempos. Durante os anos 50 escreveu, produziu, realizou e foi actor em diversos filmes de terror, ficção cientifica e westerns de low-budget. A sua carreira decaíu após aquele que o próprio considerou a sua obra prima Plan 9 From Outer Space, que coincidiu com a morte de Bela Lugosi - actor famoso pelo seu papel de Drácula, e que, velho, bêbado e acabado, entrou em diversos filmes de Wood.
Foi com Ed Wood, o filme de Tim Burton, que este bizarro autor entrou para a cultura popular, tendo um seguimento de culto devido às fitas absolutamente ridículas que fez.
Travesti, disforme, acabou a vida a realizar filmes porno, na falência e viciado em drogas.
O que muita gente não sabe é que na verdade Ed Wood... é Deus. Ou quase. Existe uma Igreja (real, com mais de 3000 pessoas baptizadas) que seguem os ensinamentos deixados por este homem, chamam-lhe o Woodismo.
Para os curiosos, podem visitar aqui.
Segunda e Quarta
Os ensaios continuam. Sem grande novidade. Com o passar do tempo o Bruno tem ficado mais exigente e mais impaciente, o que levou na segunda a uma reacção um pouco mais a peito de um dos alunos. Mas nada que não se ultrapasse. Ontem, para além de fazermos a primeira passagem completa de uma ponta à outra (qualquer coisa como 50 minutos), insistimos bastante na cena final. As minha dúvidas mantêm-se, mas é como diz um amigo meu, não podemos encarar aquilo como uma peça, apenas como um exercício de final de ano de um grupo amador de pessoas que se encontra duas vezes por semana.
quarta-feira, maio 16, 2007
Shortbus
Shortbus é o novo filme polémico de John Cameron Mitchell, autor de Hedgwig. Quando parti para esta sessão ia de pé atrás. Tinha ouvido bastante sobre a controvérsia que rodeava a fita, ligado às cenas de sexo explícito que tem. A quebra da barreira da pornografia para o cinema dito "normal" não é novidade, mas a verdade é que os exemplos mais recentes não oferecem muito mais do que o simples "shock value". Pensei que este fosse outro desses casos, em que o sexo é usado de forma quase gratuíta. Shortbus no entanto é muito mais que isso.
Um grupo de pessoas, das mais diversas experiências e inclinações sexuais, tentam encontrar um rumo e sentido para as suas vidas, encontrando refugio numa casa chamada Shortbus, um local onde as regras são suprimidas e a busca de liberdade é absoluta. Desde a fantástica cena inicial que as cenas de sexo são progressivamente menos ousadas, menos "in your face", a partir do momento em que começamos a descobrir cada personagem e começamos a embrenharmo-nos nas suas vidas, nas suas dúvidas e problemas. Surpreendentemente, no meio do drama envolvente, Mitchell consegue encontrar o humor necessário, consegue fazer-nos sorrir perante a adversidade, o que é indispensável para conseguirmos a ligação aqueles personagens, sem os julgar. Todos eles, sem exepção, podem ser considerados desviantes sociais, sexuais e, no entanto, não nos consiguimos deixar de fascinar por este grupo. É um filme terno. Sem dúvida terno, de relações humanas, de emotividade, de lágrimas e sorrisos, de corpos, de cores e cheiros, de amor, de sexo. O sexo é tão parte da história como qualquer outra coisa, é uma parte integrante, intrínseca, necessária. Desengane-se quem vai à procura de excitação sexual. Apesar de explícito, é o inverso da pornografia.
Shortbus é um dos filmes a não perder. Cru, directo, real, mas ao mesmo tempo, enfabulado, tocante e intensamente optimista.
terça-feira, maio 15, 2007
O Tartufo
Encenação João Mota
Telefone: 217 221 770/6
Fax: 217 221 771
Música da Semana
Lou Rhodes é mais conhecida por ser a voz do grupo britânico Lamb. Com um som variado, nem sempre perfeito, esta banda de trip-hop tem um vasto leque de influências e músicas com sonoridades diversas. Gabriel é o seu single mais conhecido em Portugal. Em 2004 a banda acabou e Lou Rhodes lançou-se num projecto a solo, que não difere significativamente do caminho que já seguia.
Para esta semana, Beloved One.



