terça-feira, julho 10, 2007

Música da Semana

Hoje é terça, dia de mudar a música da semana. Nos quinze dias passados comecei com uma procura de Verão, músicas leves, bem-dispostas. A verdade é que o imeem onde alojava os ficheiros me cortava as canções e apenas tocava 30 segundos, foi um Verão manco, tal como tem sido até agora em termos de meterologia. Graças à ajuda Shyznogoud arranjei outro sitio. Agora é de vez, a música já não tem autoplay (sim puligare eu sei que é bom), mas está completa. Para esta semana, Semisonic: Chemistry!

segunda-feira, julho 09, 2007


A colecção Berardo é de facto um conjunto impressionante de obras dos mais importantes movimentos artísticos dos últimos oitenta anos. Principalmente se se pensar que o que está exposto no CCB é apenas uma fracção da colecção completa.

Este Domingo resolvi visitar a tão badalada exposição/museu e, para além das obras em si, achei curioso o público que lá estava.
Longe do espectador típico, encontrei familias inteiras de gente que parecia ser a primeira vez que entrava num museu. Aliás, as fotografias com flash sucediam-se, sem que os seguranças sequer esboçassem o mínimo protesto, ou sequer sinal de incómodo, mas enfim. Uma das coisas interessantes foi o facto das ditas fotos serem tiradas, não só às obras em si, mas às pessoas ao pé das obras, como se costuma fazer nas viagens, sorrindo muito direitinho ao pé da Torre Eiffel, do Big Ben, ou com o arco da Rua Augusta em fundo. Isso achei incrivel. Não era uma ida a um museu, era uma visita, um passeio, algo para recordar no album de fotografias, mostrar aos amigos, "eu estive lá", mesmo que só de passagem. Assim é o efeito mediático do Sr. Berardo, aráuto dos pobres e oprimidos na PT, benfiquista encartado, mecenas das artes e self-made man cá do burgo. Pode ser positivo, a presença de quem não costuma andar nestas lides, mas seria preciso um enquadramento e trabalho museográfico bastante mais conseguido. A exposição está um pouco perdida no CCB, sem grande enquadramento, solta nas paredes em conjuntos genéricos (pop arte, surrealismo, etc), mas sem o apoio didático, nem o apelo que um conjunto destes podia ter. Colocar a colecção Berardo ali foi a melhor das más soluções que existiam, é pena que na próxima década não possamos ter as retrospectivas e trabalhos para que o CCB foi realmente concebido...

sexta-feira, julho 06, 2007

Die Hard 4.0

Doze anos depois do último episódio, o polícia promovido a detective, John McClane regressa para mais um confronto com um grupo de terroristas dispostos a tudo.
Desta vez são piratas informáticos, que através de um esquema mirabolante, atacam todos os sistemas e computadores nos EUA, criando o caos.
Entrei para o filme predisposto a gostar. Tinha achado piada ao primeiro da série, há quase vinte anos, não tanto ao segundo, mas o terceiro recuperou a sua graça, se pensarmos num filme de acção "no-brainer". Digamos que fazia sentido, se John McTiernan (Caça ao Outubro Vermelho, O Caso Thomas Crown) estava ao leme do primeiro e do terceiro, já o segundo foi deixado para Renny Harlin cujo maior feito for ter realizado o Cliffhanger do Stallone ou o Pesadelo em Elm Street 4. Para esta quarta aventura o realizador escolhido foi Len Wiseman, puto que tem no seu passado a dupla de filmes Underworld. O pior aconteceu.
Die Hard 4.0 é um festim de efeitos especiais, tudo mexe, tudo explode e capota, mas perdeu a sua irreverência, John McClane transformou-se numa espécie de quasi-super-heroi intocável onde nada lhe pode acontecer, e nada realmente acontece. As situações em que se envolve são de tal maneira absurdas que a pessoa dá por si com a mão na cabeça a perguntar o porquê de tal exagero. Convenhamos, vencer um caça enquanto se conduz um camião, e sair de lá, por entre pontes que colapsam, com pouco mais que um arranhão, roça o ridículo. Aliás todo o filme roça o ridículo, os argumentistas não se dão ao trabalho de explicar quase nada e insistem na ideia imbecil de que com um computador e dez segundos se acede a qualquer password em qualquer parte do mundo, excepto claro se for uma password que um hacker tenha criado, essas aí são por milagre, intransponíveis. Há depois a questão de toda a gente no mundo virar burra, excepto os dois heroís que têm fantásticas intuições e descobrem os planos dos "maus da fita" sozinhos. Toda a policia, FBI, todo o cidadão americano é atrasado mental, e à excepção de uma mão cheia de hackers (e não são assim tantos), ninguem percebe nada de informática.
A lista podia continuar, mas não vale o esforço. Inverosímil é dizer pouco, o argumento é pura e simplesmente estúpido, servindo apenas de pretexto para ver Bruce Willis a escapar com poucos arranhões às situações mais disparatadas.
Uma perca de tempo e o pior da tetralogia.

quinta-feira, julho 05, 2007

O Jorge, como prometido...

Já no próximo sábado.


A minha amiga Joana Simões na sua loja Pedra de Toque, no próximo sábado dia 7 de Julho a partir das 17h, vai apresentar uma nova colecção com trabalhos de vários artistas. Fotografia, cerâmica, joalharia, acessórios de moda e decoração vão estar presentes, num lugar onde a criatividade é já companhia constante. Desta vez, vão estar à venda fotos de uma outra amiga, que está a dar os primeiros passinhos nesta área. Vale sempre a visita para descobrir este espaço e as propostas que apresenta. Neste sábado, todos os produtos vão ter 10% de desconto. Apareçam.


Rua Professor Queiróz Veloso Bloco G, Loja 3
Quem vem no Eixo-Norte Sul: na direcção do Lumiar, sair onde diz Telheiras. Virar à direita, depois de novo à direita nos sinais e logo a seguir à direita outra vez, passando por baixo da estrada. Para não perder o mote, virar no fim da rua à direita num caminho de passeio branco, que vai dar ao estacionamento.
Quem está em Telheira na rua dos cafés: em direcção ao Carrefour, virar à esquerda antes dos sinais, passar por debaixo da estrada, depois no fim da rua virar à direita num caminho de passeio branco, que vai dar ao estacionamento.

Tel: 217576305

quarta-feira, julho 04, 2007

Lady Chatterley

Baseada no conto de D.H. Lawrence, esta é a mais recente adaptação cinematográfica da obra literária, foram pelo menos seis.
Após a Primeira Guerra Mundial, no countryside britânico, Lady Chatetterley encontra-se presa no seu próprio mundo. O seu marido, preso a uma cadeira de rodas, apenas aumenta a sensação de isolamento. À beira da ruptura, ela encontra conforto e acima de tudo liberdade, nos braços do couteiro da propriedade.
Lady Chatterley é um filme de inúmeros méritos, para além de uma fotografia sóbria a pontuar a paisagem verdejante, acenta principalmente nos ombros dos seus dois actores principais (Marina Hands e Jean-Louis Coullo'ch) que têm uma actuação contida, serena, mas eficaz. É um filme de construção lenta, mas necessária para que o desabrochar pessoal e sexual daquela mulher seja pláusivel. Acompanhamos passo a passo o desenrolar da relação, sem que nada pareça forçado ou imposto. Aliás o filme é de um recato marcante, para a temática abordada. As cenas de sexo são várias, mas filmadas com pudor, quase com a timidez que o próprio personagem sente. Em vez da sensualidade, fica a descoberta do corpo, de si mesmo, a relação com a nudez, os pequenos medos, prazeres e pormenores dos dois amantes.

Se há um sítio onde o filme peca é no facto de não ter um tom minimamente britânico. Não é pelo facto óbvio de ser falado em francês, mas as pessoas, a forma de filmar, os actores, tudo é demasiado francófono, se bem que, convenhamos, é apenas um pormenor. Após quase três horas muito bem conseguidas, o final parece apressado e pouco convincente, sendo o último diálogo desfasado (no caso do couteiro) de tudo o que foi mostrado anteriormente.

Mesmo assim, é um filme que merece uma atenção especial.

terça-feira, julho 03, 2007

O Jorge voltou...


Lançou um novo disco, o 11º da sua carreira, e um dos seus melhores diz. Saíu hoje o novo trabalho de Jorge Palma, Voo Nocturno. Para a gravação do primeiro single Encosta-te a Mim, juntou uma série de amigos. Quando puder posto o clip, que não encontro em lado nenhum. Fiquem atentos, é um trabalho que promete...

Música da Semana

O Verão não chega, e ao que parece o Imeem (onde alojo as músicas) também não ajuda, tento cortado a canção que escolhi, a semana passada, para arrancar a silly season. Esta semana decidi não deixar que nem as nuvens nem a informática me cortasse o apelo de veraneio. Tinha várias hipóteses, até planeado um alinhamento de músicas bem-dispostas para as próximas semanas, até que no caminho para o emprego, numa das rarissimas vezes que trouxe carro, resolvi por um CD a tocar. Está escolhido, não parei de sorrir e cantar o caminho todo. Hoje sinto-me assim, completamente bem-disposto. Não podia ser outra canção: I Just Can't Wait to be King!

segunda-feira, julho 02, 2007

O Tempo Parado


No Expresso deste sábado, dia 30 de Junho, vinha uma crítica de página e meia com fotografia a três quartos intitulada "O Tempo Parado". A crítica de João Carneiro, referia-se à peça Quando o Inverno Chegar de José Luis Peixoto, encenada por Marco Martins. Abria com grande pompa a secção de teatro do Actual, suplemento cultural de tão afamada publicação.

Não tenho nada a dizer sobre a opinião de João Carneiro, que certamente será tão fundamentada quanto possível, e digna de todo o respeito que o seu (suponho extenso) conhecimento de teatro merece. Para além das parangonas, da excelente fotografia e da crítica em si, chamou-me a atenção um pequeno detalhe. Dizia no canto inferior esquerdo da página, "no S. Luiz, termina hoje". Termina hoje... Sem esforço de memória sei que pelo menos há um mês que ouço falar nesta peça, pelo menos há um mês que a reservo no baú etiquetada "a ver", mas que, infelizmente, não tive oportunidade de visitar, tais são os constrangimentos das simples 24 horas que o dia oferece. Pensei que se calhar João Carneiro também terá o seu calendário deveras ocupado, e não terá tido tempo de ir ao S.Luiz mais cedo, até que me lembrei: o senhor é profissional da coisa, é o trabalho dele ir a estes eventos, ao contrário de mim e muitos mais que o fazem apenas por gosto. Não se pode ver tudo poderão argumentar, mas sejamos honestos, quantas peças estreiam por semana em Lisboa? Pensei eu com os meus botões, não deveriam estes senhores ir à estreia? Não deveriam escrever, já não peço no dia seguinte, pelo menos na semana seguinte? Para que serve algo escrito, com tanta pompa e circunstância, se o espectáculo termina no dia em que o texto é publicado. Li-o apenas no Domingo, de que me serviria então a opinião do senhor João Carneiro? Não será isto gozar com a cara e o trabalho de Marco Martins, Gonçalo Waddington, Nuno Lopes, Dinarte Branco e Beatriz Batarda? Mas assim vai a crítica de teatro em Portugal, sem nexo, sem tino, sem sequer se perceber o que carga de água lá andam a fazer estes senhores.

Mas escrevem e pagam-lhes...

sexta-feira, junho 29, 2007

Ever Near, Ever Far

No ano em que completa 30 anos, a Companhia Nacional de Bailado apresenta em estreia, no Teatro Camões, Ever Near Ever Far, coreografia de Heinz Spoerli, inspirada na Sinfonia Nº 5 de Mahler.
Com a Orquestra Sinfónica Portuguesa em cena a servir de fundo ao bailado, Ever Near Ever Far destaca-se pela surpreendente utilização do palco, das luzes e projecções, com os bailarinos a desaparecer pelo fosso de orquestra, surgindo de alçapões iluminados como se nascidos das entranhas da terra. A escolha musical foi irrepreensivel e a adaptação coreográfica da obra de Mahler muito bem conseguida. Continuo a ficar impressionado com a capacidade que a dança tem de transmitir sensações, emoções, conflitos e até pequenas histórias, com uma intensidade que tenho visto alheada do teatro.
Pena é que a Companhia Nacional de Bailado não tenha nos seus quadros um número grande de bailarinos de excelência. Quando estão em palco mais de 30 bailarinos ao mesmo tempo nota-se os desniveis entre eles, principalmente nos trechos de sincronia, em que meio segundo é suficiente para errar.
Convivendo com as suas imperfeições, é no entanto um espectáculo a acompanhar. Está em cena no Teatro Camões até Domingo.



Bilhetes e informações:
Teatro Camões: 21 892 34 77
Ticketline: 707 234 234
www.ticketline.sapo.pt
ou numa loja FNAC.

quinta-feira, junho 28, 2007

Só precisamos de amigos para sermos felizes?

E depois do adeus?

Voltas no ano que vem? - Não... - Porquê - Arranjei um sítio onde fazer teatro - Aqui também se faz teatro - Eu sei. - Fica! Tens que ficar, és das pessoas mais importantes do grupo...


No meio da jantarada, em clima de festa, com muito alcóol à mistura, a sensação começou a instalar-se, é um adeus. Ontem foi o último dia do Chapitô, jantar, saída, muitas fotos, muita sangria, muitos abraços, discurso, brinde, música e depois...

Já vais? Não podes, fica mais cinco minutos, só mais cinco prometo, vá lá, não podes ir agora...

Posso... tenho que ir, é tarde. Mas a saudade é grande, vou sentir falta daquele grupo. No dia do fim senti-me mais acarinhado do que podia imaginar. Dancei, cantei, gritei...

Abraços, abraços, abraços, beijos... - que cara é essa? Então, sorri... - vens-nos visitar para o ano? - Sim - Vens ver a nossa peça - Sim - Promete - Prometo.

Telefonas? Não te esqueças, tens o meu número, olha que prometeste...

Prometi, prometemos... De 30 sobram quantos depois do adeus? Dez? três? Um?

Sobram todos... ali... assim com um sorriso na cara e uma lágrima ao canto do olho.

quarta-feira, junho 27, 2007

Godot nos Infernos


Dia 16 de Julho começam os ensaios da nova peça d'Os Hipócritas o grupo de teatro onde vou começar uma nova etapa da minha aprendizagem de palco. Com base na peça À Espera de Godot de Beckett e À Huis-Clos de Sartre vamos apresentar Godot nos Infernos:


"Ok. Nem Deus nem o Diabo atendem. Então, quem me vem buscar?
Inês, Estelle e Garcin estão no inferno. Mas não há fogo eterno nem demónios nem tridentes. Não há, sequer, outros condenados. O espaço não é vermelho nem quente, mas vazio. Há três canapés e uma estátua do Super-Homem. Nenhum espelho. A única coincidência com o imaginário colectivo é talvez o Criado, que poderia ser Caronte. Vladimir e Estragon estão no mundo, parece. Mas não há casas nem árvores nem carros nem portas nem janelas nem outras pessoas. Apenas uma árvore de natal. Artificial. Depois, vêm Pozzo e Lucky, mas sabem tanto ou tão pouco do mundo como Didi ou Gogo. Por duas vezes, aparece e desaparece um menino, um menino que, poderia jurar, é igualzinho ao Criado. Nada mais. Existir é isto, dum lado e doutro da vida. A menos que alguém venha."

terça-feira, junho 26, 2007

E largar tudo?

Após uma semana em que não consegui ir ao Chapitô regressei ontem. Foi o dia em que vimos dois videos. O primeiro foi a gravação de uma simulação de casting que tinhamos feito no início deste ano. O segundo foi o video que o chapitô fez da peça.

Foi a primeira vez que me vi a representar. Antes de mais, uma palavra para resumir o meu trabalho em ambos os casos: canastrão. Até à ponta dos pés.

Para começar, o casting. É verdade que a gravação é péssima, e que a minha cara é apenas um borrão, mas fui um cepo, um autêntico tronco de árvore... morto. Rígido até mais não, inexpressivo, li o texto com uma emoção que soou a falso com um trabalho sobre a voz muito pobrezinho.

Já a peça. Bem, o camaramen não gostou de mim. De cada vez que eu aparecia ele desviava-se para outro lado qualquer. Falhou quase todas as minhas entradas e até conseguiu, na cena das cerejas, mal me filmar. O que consegui ver de mim foi embaraçoso. Mau, mau, mau, mau, incoerente, inconsistente, sem emotividade, nem fibra, nem nervo, nem nada. Um tipo a fazer macacadas. Do pior possivel. Ainda por cima, mas aí admito poder ser um problema meu, não consegui ali ver mais do que... eu mesmo. É horrivel. Era suposto ser um personagem, mas não... apenas o MPR a mexer-se em palco.

Deu para dúvidar se tenho algum, por muito pouco que seja, jeitinho para a coisa. Deu vontade de desistir. Não fosse o facto de ter gostado tanto destes dois anos de formação, de me ter deslumbrado com o que sinto em cena, e teria deitado a toalha ao chão.
Em julho começo ensaios com Os Hipócritas... muito muito trabalho tenho pela frente...

Um pequeno anotamento. Quer no casting, quer na peça, digam lá o que disserem, houve uma pessoa que se destacou. Alguém que eu posso, sim, chamar actor e dizer: porra... quem me dera... Esse tipo é o Tiago. Rapaz, descobri que para além de actor és escritor, que performance. Em palco vi-te pela primeira vez à distância e como diz uma amiga "less is more". Parabéns... tens presença, emoção, sem dúvida, tens futuro na arte.

Música da Semana

Ok não se nota mas é Verão. A música desta semana é apenas um reflexo disso, por debaixo das nuvens, do vento fresco, do tempo quanto muito primaveril, esconde-se o espírito de veraneio. Esta semana, em honra desse espírito: All I Wanna Do - Sheryl Crow