terça-feira, agosto 07, 2007

Música da Semana

Bom bom bom... música de Verão...A minha escolha para esta semana não é de Verão, nem de Inverno, é uma ode louca composta por Goran Bregovic, famoso pelas suas colaborações com Emir Kusturica.
Directo de Underground, Kalasnjikov!

segunda-feira, agosto 06, 2007

Segunda sessão de leitura e... férias

Quarta passada tivemos o segundo ensaio de leitura n'Os Hipócritas, ambiente descontraido numa esplanada, esteve a equipa quase toda. Foi a segunda vez que nos juntámos e a última até Setembro. Correu bem, estive mais descontraído, mais à vontade, e lentamente vou-me integrando no grupo. Todos os actores vão ter um papel. Somos dez, dos quais sete são excelentes papeis. Acredito imenso neste projecto, quanto mais não seja porque os textos de origem são muito bons.
Agora férias, em Setembro devo fazer dois workshops de voz e leitura de texto dramático, área que preciso aperfeiçoar.
Estou-lhe a tomar de novo o gosto...

sexta-feira, agosto 03, 2007

The Simpsons Movie

Para quem, como eu, cresceu com uma série que sempre foi pautada pela sua irreverência e humor mordaz, a chegada ao cinema do filme dos Simpsons revestiu-se de enorme expectativa.

Actualmente, os Simpsons já não estão no limiar da provocação, séries como South Park ou American Dad são bastante mais venenosas, mas não deixam de ser descendência de Homer, Bart e companhia.
O problema em fazer um filme deste género é o risco que se corre de se parecer demasiado com um episódio alargado. A solução, mudar tudo o que for possivel, fazer algo consideravelmente maior. Os Simpsons assumem esse risco e não se saem mal de todo.
Devido a uma série imensa de burradas típicas do pai desta familia disfuncional, toda a cidade de Springfield vê-se cercada pelo próprio governo.
Os Simpsons: O Filme não é extraordinário. Tem uma quantidade de gags com piada, dá tudo o que a série sempre deu, sem surpreender, sem inovar, mas sem desiludir a sua enorme legião de fãs. Mordaz, inteligente, é uma animação adulta (como se esperava) e um deleite de hora e meia carregado de irreverência. Os Simpsons: O Filme não é um episódio grande da série, é um prolongamento cinematográfico da mesma, com méritos próprios.
Uma coisa é verdade, ninguém sai do filme sem cantar: "Spider Pig, Spider Pig, does whatever a Spider Pig does, can he swing from a web, no he can't, 'cause he's a pig, LOOK OUT, here come's Spider Pig!"

quinta-feira, agosto 02, 2007

Ao desafio

A Raquel lançou-me o isco, aqui vai então a lista dos 5 últimos livros que li:

  • An Actor Prepares de Constantin Stanislavski, Ed. Routledge
  • Ratos e Homens de John Steinbeck, Bertrand Editores
  • Plays I (Beauty Queen of Leenane, Skull of Connemara, Lonesome West) de Martin McDonagh, Ed. Methuen
  • Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde de Mário de Carvalho, Ed. Caminho
  • Ensaio Sobre a Lucidez de José Saramago, Ed. Caminho

Neste momento estou a ler Plays: Two (True West, Buried Child, Curse of the Starving Class, The Tooth of Crime, La Turista, Tongues, Savage/Love) de Sam Shepard, Ed Faber & Faber.

Como normalmente, as respondo aos desafios mas raramento os contínuo, quem quiser pegue na ideia...

quarta-feira, agosto 01, 2007

Finalmente


Há mais de um mês que não fazia nada relacionado com teatro, os ensaios n'Os Hipócritas têm sido sucessivamente adiados. Na segunda feira juntámo-nos pela primeira vez. O grupo conhece-se há imenso tempo, portanto é natural que esteja ainda um pouco à parte nas conversas e abraços entusiastas. Demorou a começar o trabalho, mas quando começou foi de enfiada. Começámos com uma leitura dos textos, cada um dos dez actores (somos onze no total) leu diversos trechos, para que o Alexandre comece a delinear a quem atribuir os papeis. Dos onze há quatro caras novas, entre os quais eu próprio, aí as leituras ganharam uma importância ainda maior. Acho que existe uma grande diferença entre os novos e os "da casa". Foi apenas uma primeira leitura, mas mesmo assim, o à-vontade, a capacidade de representar é muito maior naqueles que já integravam a companhia. É normal suponho, mas quando há oito papeis para onze actores a escolha natural deve recair sobre as pessoas que, para além de estarem há mais tempo, demonstram maior capacidade.
O texto é fantástico! A base é excelente e o trabalho de adaptação do Alexandre parece-me acertado. É um projecto que gostava mesmo de integrar, mesmo que com um papel marginal.

Hoje é a segunda reunião. Dê lá por onde der é bom voltar a sentir um gostinho de texto, de teatro.

terça-feira, julho 31, 2007

1912-2007


Numa sequência macabra, morreu outro dos realizadores mais marcantes do cinema europeu e mundial. No mesmo dia que Bergman desaparece Michelangelo Antonioni. De uma assentada, o mundo da sétima arte perde dois dos seus mestres.

Música da Semana

Continua a senda do Verão. No dia em que as temperaturas desceram para niveis mais perto do aceitável, após uns dias abrasadores.
Em termos de músicas de rádio, para descontrair e chamar a boa disposição, Corinne Bailey Rae é uma favortita. Já cá esteve a rodar, mas nesta época vai voltar para mais uma voltinha... Put Your Records On...

segunda-feira, julho 30, 2007

1918-2007


Ingmar Bergaman jogou hoje a sua última partida de xadrez. Para sempre, a memória eterna do cinema.

Harry Potter and the Order of the Phoenix

Seguindo a histeria que rodeou o lançamento do sétimo e último(?) livro da saga de Harry Potter, chegou às salas de cinema o quinto filme, Harry Potter e a Ordem da Fénix.
Nunca fui fã da série, vi o primeiro por curiosidade, bocejei o filme inteiro, o segundo passei. Com Alfonso Cuaron ao leme de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o terceiro filme, pensei que pudesse ganhar um novo fôlego, enganei-me. Deixei o quarto filme passar ao largo. Neste quinto foi o trailer que me cativou.
Por cada Harry Potter que vejo deixo um por ver, deve-se à desilusão com que sempre saio da sala de cinema. Este não foge à regra.
Não que seja particularmente chato, ou que tenha falhas de maior. Os cenários e efeitos especiais são impressionantes, e tem um elenco de peso, se pensarmos nos adultos. No entanto fico sempre com uma sensação de tanto-faz, que as acções são inconsequentes, que no meio de monstros e feiticeiros, baralha e volta a dar e fica tudo na mesma.
Para os fãs será sem dúvida uma delicia, está a ser um êxito colossal como os demais, mas para os outros pouco mais fica que duas horas e meia protegidos do calor numa sala com ar condicionado.

domingo, julho 29, 2007

Dormir muito, comer bem, sem horários e a cor diversos graus mais escura, chego a Lisboa com 37 graus às oito da noite. O Verão chegou, com vingança, e as minhas férias ainda nem sequer começaram...

terça-feira, julho 24, 2007

Música da Semana

São só meia dúzia de dias, mas a pausa é necessária. Descanso e Sol com um ou dois mergulhos se o tempo o permitir são a receita para o resto da semana. Volto na segunda. Até lá, não vejo melhor companhia que Vinicius e Toquinho, Tarde em Itapoã...

segunda-feira, julho 23, 2007

Death Proof

Quentin Tarantino e Robert Rodriguez juntaram-se para fazer Grindhouse, dois filmes que para serem exibidos em sessão dupla, com apresentações falsas pelo meio, de forma a replicar as sessões de exploitation movies comuns nos anos 70. O projecto avançou assim nos EUA, mas para a Europa, por motivos comerciais, dividiram os filmes para os exibir separadamente. Death Proof é a parte de Tarantino neste projecto, que nos chega com mais 25 minutos do que a versão americana.

Este projecto está em linha com a obra de Tarantino, ninguém como ele se apropria de géneros pop e os reformula, os reinventa, de filmes de terror, a manga, cinema de artes marciais, westerns e agora os filmes série B ao género dos produzidos por Roger Corman.

Ninguém pode negar a mestria de Quentin Tarantino, o seu talento para a escrita, a capacidade de construir diálogos e dotar os seus filmes de garra e estilo. Death Proof não foge à regra. Divertido, rápido, carregado de referências cinematográficas é uma viagem a que já nos habituámos. A questão é se chega. Se um exercício de estilo é o suficiente para fazer um grande filme. Quanto a mim, não. Personagens vazios, uma história inexistente, tudo se reduz à vertigem em que Tarantino embriaga o espectador. Para mim é pouco, muito pouco.


sexta-feira, julho 20, 2007

À Manhã


À Manhã é a última produção do Teatro Meridional, estreado no S.Luiz e agora reposto na sala de origem da companhia.
Com o mundo rural Alentejano como fundo, José Luis Peixoto escreveu esta peça, que se enquadra que nem uma luva nos projectos recentes da companhia, como por exemplo Por Detrás dos Montes.
Cinco personagens encontram-se numa aldeia envelhecida, têm o peso dos anos em si, o passar moroso do tempo pelas veias. "A gente tem-se uns aos outros e mais nada", dizem entretanto, resumindo uma vivência feita de solidão, isolamento, num local que fica progressivamente mais deserto. À Manhã é uma história de afectos, de sentimentos e da procura do outro, de si próprio, de um passado que não existe senão nas pregas da memória, que o embeleza e constroi, deixando na boca o amargo da memória. O que o Meridional nos traz é também o encontro com uma região esquecida, na verdade nós somos os outros, aqueles que deixaram as aldeias para não voltar, em palco estão os nossos pais e avós. Uma das marcas do Alentejo é o seu léxico, como de todas as regiões do país, e aí a peça é primorosa, recuperando o Verbo falado e apresentando-o em palco, numa marca que se está lentamente a esquecer.
Erguer este projecto sem uma grande equipa de actores é impossivel. Carla Galvão, Tânia Guerreiro, Pedro Diogo e Romeu Costa são exemplares, transfigurando-se nas velhas figuras que deambulam nos espaços à nossa frente, mas o destaque tem que ir para Carla Maciel. Deslumbrante. Aquela pequena mulher, intriguista, irritante, mas cómica, solitária, é das construções teatrais mais memoráveis que alguma vez vi.
Um espaço cénico eficaz, com uma utilização acertada de luz e som para criar ambientes, À Manhã é um espectáculo soberbo.
O Teatro Meridional está lentamente a firmar-se como uma das melhores companhias de teatro de Lisboa. Pessoalmente é já a minha favorita.



À Manhã

Teatro Meridional

Encenação: Natália Luiza e Miguel Seabra
Dramaturgia: Natália Luíza
Interpretação: Carla Galvão, Carla Maciel, Tânia Guerreiro, Pedro Diogo, Romeu Costa
Espaço Cénico: Rui Francisco
Adaptação ao Espaço Cénico e Figurinos: Marta Carreiras
Música Original: Fernando Mota

11 a 29 de Julho de 2007

Quarta a Domingo 22h

Preço: 12€ (existem diversos descontos, perguntar na bilheteira)


Teatro Meridional
Rua do Açucar, 64
1950-009 Lisboa
Telefone: 218 689 245
Fax: 218 689 247
www.teatromeridional.net
teatromeridional@teatromeridional
.net

quinta-feira, julho 19, 2007

"Testa" nova

Cá está ela, há muito que queria dar um toque pessoal ao blog, que o identificasse mais comigo, com quem sou e o que quero aqui dizer. Chegou agora, está lá em cima, em cinzento, comigo a olhar directamente para cada um de vós. Se este é um projecto meu, quem melhor para fazer o design deste banner do que uma certa menina trapezista que deu o salto sem rede de partilhar a vida comigo?
Obrigado, é mesmo o que queria, simples, pessoal, único.

Um sorriso...

quarta-feira, julho 18, 2007

In the Land of Women

Lawrence Kasdan é um realizador capaz do melhor e do pior. Tentou sem grande sucesso dois westerns, Wyatt Earp era um bocejo, já Silverado era, pelo menos, divertido, arriscou-se nas comédias com banais I Love You to Death e French Kiss, mas foi nos invulgares Grand Canyon e Accidental Tourist, dramas de sabor agri-doce, que se revelou mais eficaz. O seu filho Jon Kasdan, estreia-se nas lides do pai com este In the Land of Women, uma história de afectos e relações, construída sob a égide da simplicidade, mas que tem um fundo mais complexo e interessante do que à primeira vista aparenta.
Um jovem argumentista de filmes soft-core é abandonado pela namorada, resolvendo ir passar uns tempos com a avó para por a cabeça em ordem e quiçá começar a escrever um projecto que há muito tem em mente. No caminho cruza-se com a familia disfuncional que vive em frente à sua avó (senil).
No Mundo das Mulheres é o filme ideal para se ver num fim de semana à tarde, leve, bem intencionado, capaz de abordar temas dificeis sem clichés, mas também sem os aprofundar demasiado. Num mundo de abandonos e falta de afectos, dá um toque de esperança, uma hipótese de reencontro e final feliz (dentro do possivel).
É uma estreia promissora, capaz, competente, mostra um realizador que pode ter futuro, se não se perder no mundo das comédias românticas sem sentido. A ver, com um sorriso, e espirito leve...