segunda-feira, novembro 12, 2007

Elizabeth: The Golden Age

Em 1998, o filme de Shekhar Kapur Elizabeth foi das melhores surpresas que tive no ano. Principalmente pelo desempenho da, então ainda desconhecida, Cate Blanchett. A história era forte, visualmente bem filmado e a performance de Blanchett foi a melhor do ano (injustamente vencida no Oscar).
Quase uma década depois, a mesma equipa junta-se para Elizabeth - A Idade de Ouro, a continuação do primeiro filme. Desta feita estamos durante e era de Filipe, que ameaça Inglaterra com a sua Armada Invencível.
Para quê fazer outro filme? Kapur argumenta que não foi tudo dito no primeiro. É lógico. A vida de qualquer grande personalidade não se esgota em duas horas. Mas por essa lógica poder-se-ia sempre fazer segundas partes de qualquer biopic. Não chega. E na verdade o melhor teria ter deixado a rainha enterrada.
Cate Blanchett mantem-se ao seu melhor nível, parece que não consegue fazer um único papel que não esteja repleto de intensidade dramática. A fotografia é interessante, mas o problema é que Kapur não tem nada para dizer nem mostrar. Há Clive Owen, um Walter Raleigh convincente, há Geofrey Rush e Samantha Morton, mas não se notam. Há um filme de duas horas que parece ter três, um arrastar agonizante do tempo, sem que nada se passe e pouco se sinta. Há a sensação de dinheiro a rodos deitado ao lixo, principalmente na famosa batalha naval, em que pouco se percebe e o que se vê é irrelevante.
Elizabeth podia estar na idade de ouro, mas o filme é quanto muito de cobre...

sexta-feira, novembro 09, 2007

Mariza and friends

Ontem à noite Mariza deu um espectáculo num Pavilhão Atlântico lotado.

Antes de mais, o Pavilhão Atlântico nunca devia ser usado para concertos, a acústica é péssima, tem eco, é horrivel. Ficar sentado do meio para trás equivale a não ver ninguém em palco, ter o concerto quase todo no ecrã.
Mariza entrou também em modo de descanso, e deu mais de uma hora aos convidados, que cantaram sozinhos em palco. Foi desnecessário.
Quando cantava, no entanto, foi deslumbrante. Não é apenas uma figura fisica admirável, não é apenas uma voz, é uma mulher que percebe como e faz uma performance memorável a todos os niveis. Brinca com o público, leva-o para onde quer, é brilhante em palco, os gestos, a dança, as pausas, os tons (aquela descida ao meio da plateia no final foi de génio) e desarma completamente seja quem for que esteja a assistir. É a figura maior da nova geração de fadistas (fado? será que o que ela canta se consegue definir de forma tão redutora), com laivos de vedetismo sim, mas com um talento, uma presença impares.
O clip é do fado que fechou o concerto, Gente da Minha Terra, celebrizado por Amália, mas que não é obviamente filmado ontem...

quinta-feira, novembro 08, 2007

The Brave One

É verdade que raramente vi Jodie Foster a fazer um mau papel. Muitas vezes vi bons filmes de Neil Jordan. Se juntarmos o realizador de Entrevista com o Vampiro e Jogo de Lágrimas, com a actriz de Os Acusados e O Silêncio dos Inocentes, o filme promete.
Uma mulher que faz um programa de rádio sobre a "vida" em NY, está noiva e apaixonada. Num passeio por Central Park com o namorado é brutalmente atacada por um gang. Ela fica em coma, ele morre. A partir desse dia vive em medo. Quando compra uma arma vê-se no papel de justiceira.
Como seria de esperar de um filme de Jordan, este não é um filme de acção, não é Charles Bronson de saias a matar “mauzões” rua fora. Esta é uma história sobre uma mulher que vive uma cidade, sente-lhe o pulso, respira-a e que, de repente, vê a sua vida ser-lhe roubada, virada do avesso, vê a sua cidade virar-se contra ela e mostrar-lhe um rosto que lhe era desconhecido, mostrar-lhe o que é viver com medo, saudade e dor. É dessa dor que emerge uma nova pessoa, mais fechada, mais dura, uma pessoa nova dentro do corpo da antiga. A amargura e confusão, o conflito entre as duas, as noções de bem e mal, certo e errado, amor e vingança, são o cerne deste filme.
Se Neil Jordan filma admiravelmente, se constrói um filme que se questiona a si próprio e nos obriga a questionar a nós mesmos, um filme intenso, pulsante, isso tem uma pedra basilar, Jodie Foster. A actriz tem aqui um papel incrível, pequena, indefesa, sente-se em cada gesto, cada olhar, a emoção vibrante, o nervo, o terror e o arrependimento. Foster abre o livro e explora cada faceta do personagem, cada camada, com uma contenção notável.
A Estranha em Mim é um dos grandes filmes em cartaz actualmente e não deve ser perdido por quem gosta realmente de cinema.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Corrupção


Mais de 80.000 espectadores fez o filme baseado no livro Eu, Carolina. Já se esperava um êxito considerável, o livro gerou polémica, o tema era quente, e o trabalho de marketing feito por Alexandre Valente foi muito inteligente.
Uma mulher de alterne apaixona-se pelo presidente de um clube de futebol e vê-se envolvida numa teia de abusos e corrupção.
O filme é um fracasso, a todos os niveis execpto o de bilheteira (por enquanto). João Botelho foi contratado para realizar este "blockbuster" nacional, e foi o primeiro erro. Botelho tem razões pessoais e familiares para fazer uma pequena vendetta, o que tolda a razão. Por outro lado, deve ser dos realizadores mais adversos a fazer este tipo de filmes, com um género de realização demasiado pessoal. Ao ver o filme que tinha em mãos, Valente tomou para si o direito de o cortar, remontar e encher de música, numa tentativa de o tornar mais comercial, ao estilo de um Crime do Padre Amaro, último filme do produtor, e enorme sucesso de bilheteira.
Em Portugal isto não é normal, mas Valente pediu dinheiro ao banco para fazer a fita, sem qualquer apoio estatal, e como tal tem que reaver o seu investimento. Isso obriga-o a mexer-se (e tem-se mexido muito bem), mas corta a liberdade dos realizadores, que têm que fazer um filme para o público. Botelho não gostou e não assinou o filme. Valente estreou-o na mesma.
Corrupção é um filme falhado. É filmado de uma forma pretensiosa, irritante, caricatural. O argumento é ridículo, nada faz sentido, nem a relação de "Sofia" com o Presidente, nem com o Polícia, nem a história episódica, sem ligação, desenvolvimento, nem coisa nenhuma. A espaços torna-se risivel, diálogos forçados, poses exageradas e prostitutas saídas directamente dos anos 70.
Ainda por cima é de tal maneira direcionado, tenta tão desesperadamente provar uma tese e ligado a Carolina Salgado, que transforma o personagem de Sofia em algo bidimensional, uma quase-super-heroína de cartão.
Quanto ao valor de choque é inexistente. A cena de sexo é metida a martelo, sem nexo, sem ser nem revoltante, nem sequer excitante, é só mal feita. Revelações nada, sabe-se mais lendo o Record, falha em todas as frentes, artisticamente, cinematográficamente e até em valor de entretenimento.
Não é um filme Botelho, nem é um Padre Amaro, não agrada a uns, nem a outros, é um zero.
Já o marketing, a venda, essa sim, é de primeira água...

terça-feira, novembro 06, 2007

Eureka

Ontem o ensaio foi curto, hora e meia quanto muito, mas teve um momento eureka. Tentámos pela primeira vez as duas irmãs no papel de criado e, apesar de ainda ser um esboço inicial, o que dali saiu teve imensa força, e imensa graça também. As duas gémeas, a falar em uníssono, como se fossem apenas um corpo, não só trazem uma qualidade arrepiante à cena, como tambem permite alguns momentos com imensa piada, que acontecem quase espontâneamente durante os ensaios...
Promete...

Música da Semana

Há muito tempo que não regresso a Tom Waits. Porque não hoje?
Esta semana, uma das vozes mais singulares do mundo, mr Tom Waits, New Coat of Paint...

segunda-feira, novembro 05, 2007

A Outra Margem

Desde cedo que o último filme de Luis Filipe Rocha me tem suscitado bastante curiosidade, pelo tema, pelo trailer, por aquilo que fui ouvindo nas últimas semanas.
Um travesti cujo namorado se matou recentemente tenta suicidar-se. A irmã vem visitá-lo ao hospital e leva-o de volta a Amarante, a terra onde nasceu, onde ele vai conhecer o sobrinho pela primeira vez, um rapaz chamado Vasco, que é mongoloide.
A Outra Margem é um filme tocante, vive de emoções complexas, mas é filmado com uma simplicidade que é, a espaços, desarmante. Não é, longe disso, um "caso da vida", um telefilme de domingo à tarde, Luis Filipe Rocha toca em pontos importantes em termos de tolerância, discriminação, amor, mas sem nunca resvalar para o fácil, sem caír num tom moralista nem puxar à lágrima. Acima de tudo cria as condições para que os actores contem a história. E que actores. Tomás de Almeida é tocante, Horácio Manuel e Maria D'Aires são equilibrados, mas quem realmente se destaca é Filipe Duarte, que é capaz de ter aqui o desempenho da sua vida.
A Outra Margem é dos filmes que prova que o panorama cinematográfico nacional está a mudar. O Milagre Segundo Salomé, Alice, O Mistério da Estrada de Sintra, entre muitos outros, são algumas das produções nacionais que se lembram que um filme é, antes de mais, um meio para contar uma história, e que essa história tem um público, o espectador. A Outra Margem é bem filmado, bem construído, delineado, emocional, muito bem representado e, antes de mais, pensado para ser visto, em vez de construído para o seu próprio umbigo.

quinta-feira, novembro 01, 2007

quarta-feira, outubro 31, 2007

Julgamento

Pouco mais de 4000 espectadores é quanto o último filme de Leonel Vieira fez com as suas vinte e picos cópias distribuidas nacionalmente. E a culpa não é do filme.

Quatro amigos são presos pela PIDE em 1970, torturados violentamente, acabando um deles por morrer. 30 anos depois a memória dele continua a atormentar a sua filha e os três amigos que sobreviveram. É então que descobrem por mero acaso o homem que julgam responsável por tudo. Resolvem raptá-lo para o obrigar a confessar.
É impossivel ver este Julgamento sem vir à memória o Death And The Maiden (A Noite da Vingança) de Roman Polansky. Aí tinhamos um advogado, a sua mulher (que tinha sido torturada) e um homem que ela diz ser o médico responsável pela tortura. Três actores, três personagens, uma sala fechada. Um filme tenso, muito bem escrito, que se apoia na mestria de Sigourney Weaver e Ben Kingsley, e na capacidade de Polansky nos manter presos sem nunca se desviar do seu trio.
Aqui Leonel Vieira perde-se por um número de personagens desnecessários, flutua de casa em casa, trabalho, tribunal, consultório, escritório, demorando uma eternindade para se focalizar no essencial: os raptores, o raptado e a relação entre eles. Mesmo aí não sabe muito bem como desenvolver a fita, pouco ou nada evolui, queimando depressa a dúvida sobre a culpabilidade do raptado, transformando-o num monstro sádico, desculpabilizando o acto do rapto, dividindo as coisas muito simplesmente entre os bons oprimidos e o mau opressor que, no fundo no fundo, só tem aquilo que merece.
O filme não é, no entanto, distituido de mérito. Leonel Veiria sabe usar uma câmara, do ponto de vista da fotografia e construção da imagem é inteligente, se bem que usa de forma deficiente a montagem como forma de criar tensão. A banda sonora é forte, e alguns actores são bastante bons, destaque para Alexandra Lencastre, que prova uma vez mais ser uma excelente actriz.
Julgamento não é um filme brilhante, mas o tema, os actores, os valores de produção, até a ocasional cena de nudez são mais que suficientes para atrair mais de 4000 espectadores. O que se passa então? Não existe fobia à ficção nacional, infindáveis novelas, floribelas e morangos açucarados provam-no. Mesmo no cinema é possivel atraír público, ocasionalmente mas é. O que é deficiente é tudo o que ultrapassa a produção do filme, o marketing, a divulgação, o poster é terrivel (e nem imaginam quantas pessoas vêm ou não um filme por causa do poster), não me lembro de ver o trailer uma única vez no cinema (eu vou duas a três vezes por semana às salas).
Quem sofre é o filme, o cineasta, os actores e toda a indústria (?) nacional.

terça-feira, outubro 30, 2007

Criado


Não há fome que não dê em fartura. Há meses que andamos sem actor para a personagem de criado e agora temos... dois! Duas para ser mais preciso. Duas actrizes, irmãs gémeas, o que obriga a uma redifinação da movimentação em cena, mas que é capaz de ter um efeito bastante arrepiante, talvez a lembrar o Shining.
Os ensaios vão lentamente no bom sentido.

Esperemos não ter problemas com o facto de estarmos a adaptar Beckett. O homem em vida não deixava que lhe tocassem numa linha de texto, e parece que depois de morto ficou ainda mais chato...

Música da Semana

Ao ver o Fados de Carlos Saura tive momentos dispares. Comecei algo indiferente, acabei apaixonado. Houve alguns momentos que foram realmente tocantes. Um dos principais foi este dueto de Mariza com Miguel Poveda, inesperado dueto luso-espanhol que deu uma nova vida a este velho fado. Esta semana, Meu Fado Meu.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Falta

Ontem dei por mim a ouvir Bob Dylan e a ter daquelas conversas dissertativas sobre os anos 60 e as suas consequências; mudou alguma coisa, não mudou e o quê?

Gostava de ter vivido numa época como os anos 60 nos EUA e França ou os anos 70 em Portugal. Bem ou mal, com méritos e excessos, a verdade é que as pessoas acreditavam em algo, lutavam por alguma coisa, democracia, paz, igualdade, direitos humanos, seja o que for, mas sentia-se que o mundo como o conhecemos podia ser mudado, e que estava nas mãos das pessoas o poder de o mudar.
Hoje ninguém acredita em nada. Em Portugal vive-se um clima cinzento, abatido, mediocre. Sente-se que tudo está, no geral, errado, mas que nada é, no geral corrigível. Pior, sente-se que não temos nada a ver com a solução (uma vez mais vaga) para os problemas que se abatem sobre o país, que quer a culpa quer a responsabilidade de os resolver está nos outros, em alguem indistinto (politicos, economistas, futebolistas?) que não têm nem a capacidade nem a vontade de os resolver. Pensa-se pequeno, vive-se pequeno, sem aspirações e sem sonhos. Não temos o poder de mudar, a obrigação de mudar, apenas o direito a um queixume sem fim, mas também sem propósito. Alguém sabe realmente o que quer ver mudado? Mais "direitos", mais "justiça social", chavões vazios que traduzem apenas um mal estar generalizado.

Nada é feito sem cada um de nós. Nada muda sem cada um de nós. Não existe um Portugal externo a mim, vazio, oco, com más notas a matemática, com salários congelados, com uma classe política medíocre. Portugal sou eu e a minha mulher, o meu pai, a minha mãe, o meu vizinho e o vizinho dele. Portugal somos todos nós. Se o país está mal, se é cinzento, feio, fechado a culpa é minha, de todos nós, de cada um de nós e está nas mãos de cada um de nós o poder de o mudar. Não é só com o voto, é com cada dia, cada passo, cada gesto, Portugal existe para lá da Superliga, da Maddie e do défice, existe nas manhãs, nas tarde e noites que vivo e respiro.

Sem nunca esquecer, Abril de 74, Maio de 68 pode ser, deve ser Novembro de 07, Janeiro de 08, Agosto de 09, sem esquerdas, sem direitas, mas com ideias, com mudança.

Está e sempre esteve nas nossas mãos.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Trás-os-Montes


Será que já foram dez anos? Para onde vai uma década? Hoje volto para uma visita rápida ao recreio da minha infância.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Conversa


Ontem tivemos o único ensaio da semana. Uma novidade, as primeiras medições para os figurinos.

Antes do início do ensaio tive uma conversa com o encenador. Na base as minhas dúvidas e dificuldades. Disse-me o que pensava que estava bem e o que estava mal, descansou-me quanto ao caminho a seguir.
Fez-me bem. Acho que entrei bem mais descansado. O ensaio correu melhor, mais solto, mais natural.

Saí sem dúvida mais descansado...

Avante...

quarta-feira, outubro 24, 2007

Sweeney Todd, O Terrível Barbeiro de Fleet Street

A primeira referência a um barbeira assassino que serve de base desta história vem do século XV, numa balada medieval francesa. Foi no entanto em 1846 que Sweeney Todd aparece como personagem num livro de Thomas Peckett, publicado sobre a forma de folhetim semanal, o seu título The String of Pearls. Existem diversas versões, filmes, livros e inclusivé bailados, mas a verão que nos chega hoje tem a sua origem em 1968, quando Christopher Bond, um jovem actor britânico faz a sua versão que estreia no Victoria Theatre de Stoke-on-Trent. Em 1979 Stephen Sondheim adapta esta versão a um musical intitulado Sweeney Todd, O Terrível Barbeiro de Fleet Street.

Dez anos depois de ter sido adaptado a palco em Portugal, volta numa co-produção Teatro Aberto - Teatro Nacional D.Maria II a ser apresentado em Portugal e em português.
É um espectáculo imenso. Nos meios, na produção, no resultado global final.
A adaptação para português está muito bem conseguida, torneando com habilidade as óbvias dificuldades de uma tradução em canto, com rima.
A encenação de João Lourenço é inteligente e eficaz, fazendo com que um espectáculo de quase três horas pareça ter hora e meia, sabe manter o ritmo, criar os pontos cómicos e ao mesmo tempo dar-nos a tensão necessária.
O cenário de Jochen Finke é fabuloso, o quarto/loja de empadas/barbearia/casa/talho central é de um engenho fantástico. Tudo mexe, tudo move, surpreende, enche o olho, mas não é vão nem gratuíto, suporta o trabalho dos actores e do encenador em vez de o ofuscar.
Se falamos de actores há que destacar Mário Redondo, impecável escolha para Sweeney Todd, sempre tenso, preciso no nervo, e para Ana Ester Neves, uma Senhora Lovett hilariante. Do restante elenco poucos merecem destaque, José Corvelo é um fraco Juiz Turpin, Marco Alves dos Santos demasiado canastrão como Anthony Hope e Carla Simões deixa a desejar como Johanna, salva-se Sílvia Filipe, sólida no papel de mendiga. Mas como quase toda a peça é carregada pelos dois personagens principais, o elenco menos consistente não prejudica demasiado o espectáculo.

Sweeney Todd, O Terrível Barbeiro de Fleet Street é um grande espectáculo, um belo musical em qualquer parte do mundo, está em cena até ao fim do ano e merece uma visita muito atenta. A mim fez-me pensar nas peças todas que estão em cena e que quero ir ver, reconciliou-me com o teatro.

Sweeney Todd, O Terrível Barbeiro de Fleet Street
Teatro Aberto/Teatro Nacional D.Maria II
Até 31 de Dezembro
Quarta a Sábado 21h30, Domingo 16h
De: Stephen Sondheim
Versão: João Lourenço, Vera San Payo de Lemos, José Fanha
Dramaturgia: Vera San Payo de Lemos
Encenação: João Lourenço
Direcção Musical: João Paulo Santos
Cenário: Renée Hendrix
Coreografia: Carlos Prado
Maestros: João Paulo Santos, Fernando Fontes
Com: Mário Redondo, Ana Ester Neves, Carlos Guilherme, José Corvelo, Carla Simões, Sílvia Filipe, Henrique Feist, Tiago Sepúlveda, Carlos Pisco, Sara Cipriano, Vanda Elias
Sala Azul
Teatro Aberto
Praça de Espanha
Informações: 213880089
20€ (diversos descontos)