Racismo na berra
Use Of 'N-Word' May End Porn Star's Career
Sátira genial...
Aki Kaurismäki é um cineasta que, por minha falha, não conhecia. Finlandês multi-premiado com longa carreira, tem agora o seu último trabalho em exibição em Portugal: Luzes no Crepúsculo.
Um homem solitário vê-se envolvido num crime quando é seduzido por uma mulher fatal.
Fraude e génio, já ouvi dizer de tudo sobre este autor, o que vi não me seduziu mas também não me deixou indiferente. Kaurismäki filma com uma distância tremenda dos seus personagens, com uma frieza, um afastamento que se reflecte numa estética pouco naturalista, forçada, como se pintasse frios quadros de uma paisagem árida, crua, feia até. Não existe grande amor, ódio ou remorso, apenas gestos quase mecânicos, sentimentos que afloram apenas a pele e escorrem demoradamente para o chão.
Não existe uma beleza interior, nem paisagens idílicas, mas uma certa angústia apática, como se aceitasse tudo o que acontece com pálida indiferença.
É pelo menos curioso, merece mais do que apenas 3 pessoas numa sala.
Ao ver o Across the Universe fiquei com uma vontade enorme de voltar a Beatles. Não esperei, fui à Fnac comprar o Sgt. Peppers Lonely Heart's Club Band. É o album mais marcante de uma época, de uma geração, e das peças de música mais influentes de sempre. Quebrou barreiras como nunca ninguem e poucos depois o fizeram, com a introdução de revoluções em termos estruturais, melódicos, temáticos, e até de produção num dos mais imitados e emblemáticos trabalhos que conheço.
Aqui fica a genial canção de encerramento, A Day in the Life...
Chega a altura do Natal e os filmes com o target familiar começam a brotar por todos os lados. Apesar de ser um terreno tradicionalmente dominado pela Disney, estes últimos anos tem-se assistido ao surgimento de diversos filmes de outras casas a atacar este target. A Walden Media é uma das concorrentes com pretensões no mercado.
Julie Taylor, realizadora de Frida, teve uma ideia, fazer um filme que tivesse como base a música dos Beatles. Assim nasceu o musical Across the Universe, que segue a história de um rapaz inglês que parte para os EUA à procura do pai, acabando por criar amizade com um grupo de americanos, no meio do turbilhão dos anos 60.
Across the Universe é um filme visualmente cativante, vivo, cheio de cor, um pouco alucinado até. Conta com um grupo de actores fantástico, de onde Evan Rachel Wood e Jim Sturgess
se destacam. Gosto de ver performances onde tudo é natural, onde ninguem parece estar a representar, e as coisas fluem naturalmente. A música, essa então dispensa apresentações, rodeia-nos, seduz-nos, faz viver o filme.
... dias uteis por semana. Agora são três ensaios semanais. O tempo começa a escassear, mês e meio não é muito, e o trabalho pela frente é ainda intenso. Mas a peça começa a tomar forma. Aos soluços, tropeções, a crescer lentamente, mas com um rumo que começa a parecer cada vez mais definido. Quando a mim, sinto-me mais à vontade no personagem, começo a saber, até mais instintivamente, as reacções do Garcin, o que pensa, o que sente.
10 de Janeiro, cada vez mais perto...
Oliver Hirschbiegel realiza a quarta adaptação ao cinema do seriado de Jack Finney, The Body Snatchers. A primeira foi o clássico de Don Siegel, The Invasion of the Body Snatchers. Digamos que à quarta, já não há nada de novo a acrescentar.
Uma mulher começa a desconfiar que as pessoas à sua volta estão a agir de uma forma estranha. Descobre que cada um começa a ser transformado numa outro ser, quando é infectado por um virus extra-terrestre.
Quando os produtores viram a o que Hirschbiegel andava a fazer com o filme, trouxeram James McTeigue, realizador de V de Vingança, protegido dos irmãos Wachowski, para remontar e até filmar novas cenas. O resultado final é morno.
O filme sustenta-se em Nicole Kidman, ela é o rosto e único atractivo da fita. Mr.James Bond, Daniel Craig anda por ali, mas sem muito que fazer. Quanto a Kidman tem um papel forte, de uma mulher perseguida em busca do filho, mas que se esgota nisso mesmo. A Invasão consegue criar, a espaços, momentos de tensão, algum medo, mas não traz nada, mesmo nada, que não se tenha visto já um milhão de vezes. Não se percebe por que carga de água é que se vai repescar algo tão velho, tão batido.
Das últimas noticias que chegam de Hollywood a maior é a greve de argumentistas, deixando paralisada grande parte da indústria de filmes e séries. Neste caso pode-se dizer que resolveram fazer greve com antecedência, colando pedaços de outras fitas.
Não chateia, mas também não entusiasma. Apenas para fãs de Kidman.
Ridley Scott atingiu o pico no início da sua carreira, Alien e principalmente Blade Runner são até hoje o expoente máximo do trabalho deste realizador. Gangster Americano é, no entanto, uma entrada válida para a sua filmografia.
O último filme de Werner Herzog ia-me escapando por entre as mãos. Em Lisboa está num punhado de salas, na maioria em horário limitado. No Monumental, por exemplo, já só tem uma sessão às 18h50.
Rescue Dawn - Espírito Indomável conta a história verídica de um piloto da Marinha americana que é abatido na sua primeira missão no Laos, no início da guerra do Vietname.
A temática "prisioneiro de guerra" já foi vista e revisitada em milhares de filmes, e o último esforço de Herzog não revoluciona o género. No entanto é interessante o olhar fechado, quase claustrofóbico, intimo que ele tem sobre os seus personagens (reais), sobre o seu lento decompor físico, não fruto de uma qualquer violência ou tortura, mas do passar do tempo e das condições de sub-nutrição a que foram submetidos. "A prisão é a selva" dizem entretanto, e descobrimos que é verdade. Pior que a prisão é a vida fora dela, no ambiente mais hostil que se possa imaginar.
Christian bale volta a ter uma performance de relevo. Tal como em O Maquinista, volta a trabalhar o seu corpo como se fosse plasticina, emagrecendo e degradando-se conforme o filme avança.
Forte, bem filmado, intenso, Rescue Dawn - Espírito Indomável não merece passar despercebido por entre a enchente semanal de estreias.
O último filme de Michael Moore, Sicko, tem, uma vez mais, um alvo controverso: o sistema de saúde norte-americano, onde não existe um serviço nacional de saúde gratuito e igual para todos, e onde as companhias de seguros são rainhas e senhoras.
hoje estou numa de revival. Por isso, à mistura com pastilhas Gorila, vou por a passar aqui Ozzy Osbourne. Na verdade, na altura em que ouvi Osbourne pela primeira vez, o ex-vocalista dos Black Sabath era ele próprio um revival de outros tempos. Foi a minha altura do heavy metal, não durou muito, mas como adolescente foi uma fase de descoberta.
Ora bem. Sem mais, aqui fica Ozzy ao vivo, Mamma I'm Coming Home...