quarta-feira, março 19, 2008
terça-feira, março 18, 2008
Into the Wild
Sean Penn é dos grandes actores da sua geração, como realizador ainda não tinha feito nada que me apaixonasse, exeptuando uma curta soberba integrada no filme 11'09''01 - September 11, 11 curtas feitas por 11 realizadores de 11 países diferentes sobre o 11 de Setembro.
Música da Semana
Gostei de ter cá um musical. Depois de Chicago fica agora O Fantasma da Ópera. Porque sim...
sexta-feira, março 14, 2008
Lisboa Invisível
Não sei se é pelo facto de ser uma encomenda e não algo gerado a partir do seio da companhia, mas a verdade é que Lisboa Invisível é o esforço menos conseguido do Meridional nos últimos anos. Estão lá os traços característicos, a peça não narrativa, construída por quadros quase autónomos, o trabalho cuidado sobre a luz, a utilização inteligente e inventiva da cenografia, o trabalho mais atento sobre os actores.
Mas mesmo assim as limitações são evidentes. O lugar comum, longe dos trabalhos anteriores, espreita aqui em cada esquina e, pior ainda, o grupo sobre quem a peça se debruça, é pintada quase de uma forma idílica, é tudo boa gente, sem pingo de temor, maldade ou pecado. Nada disto acontecia em Cabo Verde, Por Detrás dos Montes ou À Manhã. Não que a questão se colocasse entre bons e maus, era superior a isso, ia além. Não se limitava a uma descrição pictórica, tocava no amâgo das coisas, na "alma" dos povos, se é que se pode alguma vez afirmar isto. O Meridional não tem por hábito cair no óbvio, aqui sofre desse mal.
A peça tem mérito mesmo assim, há quadros muito bons, momentos de representação intensos (Carlos Paca é fabuloso), e olhando para o panorama médio nacional, é uma peça que está acima do comum, para a média do Meridional, infelizmente fica aquém.
Merece sempre a visita...
Teatro Meridional
Encenação: Natália Luiza e Miguel Seabra
Carlos Paca, Célia Alturas, Cláudia Semedo,
Ery Costa, Félix Fontoura,
Josefina Massango, Paulo Oliveira
Rua do Açucar, 64
1950-009 Lisboa
Telefone: 218 689 245
Fax: 218 689 247
www.teatromeridional.net
teatromeridional@teatromeridional.net
quarta-feira, março 12, 2008
Arrogância
terça-feira, março 11, 2008
Música da Semana
Pois que ficam na cabeça. É uma característica das músicas, muitas vezes ouvimo-las só de passagem e elas prendem-se no ouvido, enrolam-se, enroscam-se, espreguiçam-se como um gato e recusam-se a sair. E por mais que se puxe, por mais que se empurre, não há maneira de as convencer a dar espaço, encostar a um canto e deixar outras tomar conta.
Foi assim, sem apelo nem agravo, que a música desta semana se afirmou. Da banda sonora de Chicago, aqui fica Nowadays.
"and it's good...
isn't it grand
isn't great
isn't swell?..."
segunda-feira, março 10, 2008
No Country For Old Men
Os irmãos Cohen forma dados como mortos. Depois de um início de carreira extremamente forte com títulos como Blood Simple, Barton Fink ou Fargo, pareciam ter perdido o gás. As comédias Intorable Cruilty (2003) e The Ladykillers (2004) foram, quanto muito, filmes menores, e o próprio The Man Who Wasn't There (2001) era um film noir interessante, mas longe do brilhantismo anteriormente demonstrado.
sexta-feira, março 07, 2008
Respirar fundo...

Hoje volto aos ensaios. Depois de Godot nos Infernos, verdadeiramente a minha primeira peça, Os Hipócritas voltam a ensaiar um novo texto para estrear dentro de 3 meses.
É um recomeço, quase um continuo, ensaio, peça, ensaio, respiro fundo e atiro-me de novo de cabeça.
O que aprendi com o meu Garcin foi guardado, barreira alta, superada a custo, no fim de contas com mais pontos positivos que negativos (?), imperfeito, olhando para trás mudaria muita coisa, olhando para trás tentaria outros caminhos, poria outras dúvidas, outras questões. Mas esse é o passado, agora novo caminho numa outra pele tão diferente da minha como era a anterior.
Encho o peito... cá estamos nós outra vez...
quarta-feira, março 05, 2008
Michael Clayton
terça-feira, março 04, 2008
Música da Semana

$olal, músico, compositor e performer francês, foi uma das pessoas por trás de Gothan Project, o "projecto" que se propôs reinventar o tango, com o sucesso assinalável que é reconhecido.
Agora "a solo", faz uma incursão pelo território do country, o resultado The Moonshine Sessions, um pequeno disco independente que mistura canções originais com novas versões de canções clássicas faz um estranho caldo, é pouco usual ver títulos como Pretty Vacant dos Sex Pistols conviver com Dancing Queen dos ABBA numa disco country.
Para se ouvir com calma e descobrir lentamente.
Aqui fica The Academy of Trust, cantada por Jim Lauderdale.
segunda-feira, março 03, 2008
In the Valley of Elah
Um dos filmes mais falados nos últimos meses é este No Vale de Elah, a última obra de Paul Haggis, realizador e argumentista de Crash. Segue a história de Hnak (Tommy Lee Jones), militar reformado cujo filho, regressado do Iraque, desapareceu.
Haggis nunca me convenceu totalmente como realizador. Hábil contador de histórias, acaba sempre por ter uma ideia que não consegue desenvolver na perfeição. Neste caso, um olhar sobre as consequências nos soldados da guerra no Iraque, sobre como conseguem rapazes tão novos lidar com o horror que se encontra naquele tipo de situação, acaba por se tornar num policial pouco elaborado.
Tommy Lee Jones tem um papel à altura, mas sem nunca sair do registo que já lhe é familiar. Charlize Theron não tem falha que se lhe encontre, bem como Susan Sarandon. O problema é que emocionalmente o filme resvala para um caminho fácil e até previsivel. Os traumas de combate são sublinhados com uma distância de quem os não conhece, as relações humanas são o expectável, até a história do vale de elah que dá o nome ao filme, passa sem grande impacto.
É sem dúvida um filme estimável, competente, esforça-se é por chegar a sitios onde não tem estofo para estar.
Se esquecermos a sua mensagem forçada, podemos apreciar uma história a espaços cativante, com actores de primeira linha. Mas não mais que isso.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Brilhante
Há um moço, que por cá é desconhecido, chamado Jimmy Kimmel. Tem um talk show na ABC chamado Jimmy Kimmel Live, que dá tarde e a más horas, na chamada late night americana. No final de cada programa ele diz sempre "Peço desculpa ao Sr. Matt Damon, mas estamos sem tempo, fica para a próxima." É uma piada recorrente, algo a que o programa já se habituou.
Sarah Silverman, actriz e comediante genial que cá já começa a ser conhecida, é a namorada deste moço. Um dia foi ao seu programa e preparou-lhe esta pequena pérola:
Umas semanas depois veio esta resposta:
Os comediantes por cá podiam aprender alguma coisinha...
Gracias L. por me mostrares...
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Gone Baby Gone
Supostamente por respeito ao caso Maddie este Vista Pela Última Vez... teve a sua estreia adiada. As semelhanças entre o filme e o caso da rapariga raptada no Algarve levaram os produtores a mudar a data de lançamento. Para além do facto de haver uma rapariga raptada e dela ser parecida com Maddie, não vejo as semelhanças, nem com os personagens, o local, a história, nada. Mas adiante. Serviu de publicidade. Pouca.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Música da Semana
A banda sonora de Juno é um dos pontos fortes do filme. Singalongs como diz o cd, músicas que são o reflexo do tom delicodoce da fita.
Aqui fica Ellen Page e Michael Cera, os dois jovens actores de Juno a interpretar Anyone Else But You, original dos The Moldy Peaches...
Bom dia...
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Oscar night
Sempre se realizou a cerimónia dos Oscares, a greve dos argumentistas chegou ao fim, mas mesmo que não tivesse chegado já tinha sido anunciado que a festa iria acontecer. E os vencedores?
Bom... os principais já eram vencedores anunciados. No Country for Old Men levou 4 estatuetas, Filme, Realizador, Argumento Adaptado e Actor Secundário para Javier Bardem. Como de costume a Academia não quis deixar ninguém de fora, então distribuiu o mal pelas aldeias. Todos os nomeados para Melhor Filme, tal como já tinha acontecido o ano passado, levaram pelo menos uma estatueta dourada para casa. Atonement ficou com a palha curta e levou Melhor Banda Sonora. There Will Be Blood, o outro grande favorito à vitória, levou o profetizado Melhor Actor (Daniel Day Lewis) e Melhor Fotografia. Depois vieram os incompreensiveis. Melhor Actriz Secundária para Tilda Swinton em Michael Clayton? Porquê? Por falta de escolha? E Cate Blanchett? Depois... Melhor Argumento Original, Juno? Juno pode ter méritos, mas Melhor Argumento do Ano? Não percebo... Mas há muito tempo que deixei de tentar perceber a Academia.
De resto foi uma cerimónia banal. As mesmas piadas, as mesmas dedicatórias...
Saudades de Billy Cristal...




