Desabafo
Sexta feira... não é por nada mas tem sido uma semana de trabalho daquelas... safa...
Sopro do género Eles "andem" aí..., Sim ok... mas agora a sério...
Soprado por MPR às 10:21

Domingo passado voltei ao Teatro Camões, ver a última produção da CNB. Uma "tripla" que me faz ter pena de não ter mais disponibilidade para ir à dança de uma forma regular.
Front Line, com coreografia de Henri Oguike, é uma peça acompanhada por quatro músicos em palco. Carregada de força foi uma abertura em grande da tarde.
Em seguida veio Lento para Quarteto de Cordas, de Vasco Wellenkamp, com Ana Lacerda. Dos três momentos foi o mais tocante. Impressionante a incrivel leveza deste bailado, a aparente facilidade e fluidez com que é construído, brilhante.
Após o intervalo foi a vez da Cantata de Mauro Bigonzetti, com base na música popular italiana, tradição oral dos séculos XVIII e XIX. Coreografia de grupo, inusitada pela base musical, muito ritmada, divertida, enérgica, mas sem dúvida a mais irregular e menos conseguida das três.
Mais um passeio ao CNB... mais uma tarde muito bem passada.
Tão só Robert Wyatt, conheci a sua música há bem pouco tempo. De Comic Opera, A.W.O.L.
Enjoy...
Caramel é a primeira fita de Nadine Labaki, actriz libanesa que se estreia aqui por detrás das câmaras.
Há um género cinematográfico que tem uma particularidade, existe em si mesmo. Esse género é o terror. Passo a explicar, os filmes são (maioritáriamente) histórias. Uma narrativa, personagens, emoções. O rumo dessa história leva-nos a classificar esse filme num (ou vários) géneros. No entanto um drama não é um filme onde se chora do primeiro ao último minuto, uma comédia não é necessáriamente um filme onde cada cena é pensada para fazer rir. Os filmes de terror são normalmente um caso à parte. A história, quando existe, está lá para criar tensão, os personagens não são desenvolvidos, as cenas são apenas um set-up para o próximo susto. Lembro-me dos comentários de Victor Salva, realizador de Jeepers Creepers (um dos grandes filmes de terror da década), que foi criticado por fãs do género pelos primeiros cinco minutos do filme, onde os dois irmãos (protagonistas da história) conversam no carro antes de encontrarem o ser que os vai perseguir o resto do filme, numa tentativa de desenvolver os personagens e criar ligações entre eles e o espectador.
Eis que chega The Mist - Nevoeiro Misterioso, último filme de Frank Darabont baseado num conto de Stephen King. Para os mais distraídos esta pode ser uma escolha estranha, Darabont realizou Os Condenados de Shawshank e The Majestic, uma temática longe do universo do terror. Mas das quatro longas metragens que realizou até agora, três foram baseadas em contos de Stephen King (entre os quais o referido Shawshank), e a única curta em carteira é também baseada em King. A ligação entre o realizador e o escritor é antiga .
De pessoas que saibam dar, que sintam prazer no grandioso saber de dar antes de poder receber, que saibam dar sem pensar, que gostem do que dão e a quem dão. Precisamos de ti, de mim, do outro e daquele, precisamos de todos sempre e até sempre. Preciso que percas tempo, que olhes para mim, que vás até mim, hoje, ontem e que até possas voltar amanhã, preciso que também tu precises de mim e preciso de poder estar lá para te dar alguma coisa, qualquer coisa, sem pensar o que possa ser.
Vou estar no MINIMERCADO, em Santos - espero que saibas onde fica, senão pede indicações. Certamente alguém te poderá indicar o melhor caminho para lá chegares. Poderá não ser o mais rápido, mas será certamente o certo.
E o dia, será que vai ser um dia em que possas? Será que neste dia te apetece dar alguma coisa a alguém? Achas que dia 10 de ABRIL é cedo demais, que podes ou consegues ver-me nem que seja por uns minutos? Eu sei que também preciso mesmo de lá estar, tentarei não chegar atrasado porque podes entretanto também tu te esquecer das horas. Preciso por isso de lá estar às 23H para te conseguir ver. Se chegares atrasado, eu espero. Só tu não vais esperar, porque eu vou para te poder dar toda a atenção. Dou-te um abraço, uma esmola, um sorriso ou até um simples piscar de olho. O que precisares.
Por agora, eu preciso que penses no teu computador, este onde me estás a ler agora. Quando primes o teclado para poder dar alguma coisa, dar vida a um texto, uma carta, uma conversa e com um simples clique, simples, tão simples clique, que se tu quiseres não tem um fim. Não deixes nunca de o fazer, não custa nada, ou custa tão pouco, não deixes de dar, de saber receber e de poder voltar a dar, clica sem mais demoras, clica e não olhes para onde clicas. Consegues? Eu acredito em ti. Eu sei que consegues e tenho a certeza que não vais querer parar de dar. Nunca mais.
Em 2002, a Fox Animation, juntamente com a Blue Sky Studios, entrou para o proveituoso mercado dos filmes de animação, com o êxito Ice Age, que por pouco não foi cancelado.
Estreou no Porto, esteve no D.Maria em Lisboa onde o perdi, voltou ao S.João, casa-mãe. De passagem pelo Porto tive a sorte de poder ver este Turismo Infinito e colmatar uma falha pessoal, não tinha até então entrado no Teatro Nacional de S. João.

Pausa. Um pequeno descanso que o corpo já pedia, um ponto e vírgula no dia-a-dia. Para Norte, é sempre um refúgio, Porto, passando antes pelo Douro no limite transmontano, o das quintas e do vinho.
Dá pena ver Peso da Régua, uma vila completamente descaracterizada, assassinada pela construção errática de prédios recentes. Contrasta com Lamego, onde o Santuário dos Remédios reina sobre a Sé e o Castelo de um local onde apetece demorar. O rio, esse contínua bonito como sempre, a banhar as colinas das quintas do vinho do Porto - que merecem atenta visita.
Porto, cidade invícta, património mundial. Como é triste ver o Porto a cair, degradado, uma visão que envergonharia a Unesco. É certo, a ribeira e a foz estam bem tratadas, recortadas pelas casas vazias, as lojas tristes e os prédios devolutos que mereciam melhor sorte. Ao passear por aquelas ruas senti que estava numa mini-Barcelona, mas completamente de rastos. Como é possivel que se tenha deixado chegar a baixa do Porto a este ponto?
Regresso a Lisboa, e o bom tempo resolveu aparecer. Depois de uma semana negra de frio e chuva, o céu abre para receber a Primavera.
Bom dia...
Into the Wild, para além de ser um grande filme, tem uma banda sonora muito interessante. Os sons de Eddie Vedder são perfeitos para o ambiente de Into the Wild, com uma sonoridade crua, onde a voz de Vedder parece transparecer toda a vida e presença trágica de Chris McCandless.
Aqui fica, esta semana, Guaranteed, pela voz do lider dos Pearl Jam.