terça-feira, setembro 20, 2005

Quais serão os impedimentos ao amor?


Tem estado na ordem do dia. Anda toda a gente à procura de rumo. Dos 33 aos 17, parece que de repente ficou toda a gente solteira e à busca de um caminho. E, obviamente, as conversas sobre o tema entre amigos multiplicam-se. Ontem falou-se nas barreiras ao amor. Achei interessante... o que é que pode impedir um relacionamento entre duas pessoas?
Em vez de fazer uma dissertação sobre o tema qustiono-me apenas: quais os verdadeiros impedimentos que podem aparecer?
De repente vêm-me à cabeça alguns, atracção física (mínima), projectos de vida comuns, background pessoal, visão social e política do mundo, interesses comuns, pressão familiar, dinheiro, idade, distância geográfica, medo do ridiculo, preconceitos e ideias pré-concebidas, timing, azar, destino...
Gostava de conhecer a vossa opinião. Serão estes o factores que determinam que duas pessoas não se aproximem (desde que exista uma empatia inicial)? Ou serão outros? E porquê?
Num próximo post deixo a minha opinião...

14 comentários:

Mary Mary disse...

Cada caso é um caso. Estes impedimentos poderiam ser mas conheço uns quantos que resultaram!
Sinceramente acho que é díficil de responder. A pessoa não escolhe quem quer ou não amar. Simplesmente ama. Mas depois começam a existir umas quantas barreiras, mas tudo depende da vontade das pessoas para ultrapassá-las. Uns conseguem, outros não. Uns acabam em casamento, outros acabam com ódio um do outro.
Não há mistério ou segredo, tudo depende de cada um, e tudo depende se querem mudar ou não. Tudo depende da forma como encaram a vida.

kattaryna disse...

(gosto deste post...mas não dá para ser comentado é extremamente complexo!)

b disse...

Mas que raio de post é este?!

Lanças um tema e pedes comentários de forma descarada...

Na, na, isto não funciona assim. Tu escreves e nós, de acordo com a própria vontade, tecemos os nossos comentários... Ai ai ai... E o que é isso de dares a tua opinião num próximo "sopro"?! Andas a querer inovar no formato dos blogs, mas lembra-te sempre das 7 regras básicas de um blog. Não as deves quebrar em momento algum...

Quanto a amor há vários tipos de amor. É um pouco como os carros... uns mais caros e mais giros... uns mais baratos e sem piada nenhuma... uns que aguentam um choque frontal... outros que não passam dos 80... enfim há "amores para dar e vender.

Os meus preferidos são os "usados" com garantia... e os acabados de sair do stand, em que se algo correr mal a culpa é assumidamente nossa ou do fabricante.

Quanto aos impedimentos aí é que tudo pode correr mal. Para já, na minha opinião, o ser humano inventa impedimentos onde não os há. Ao invés de apostar e caminhar para a frente fica horas a precisar no pormenor, no leve defeito e nas chatices que ainda não aconteceram, mas que podem vir a acontecer, claro!

O amor deve ser livre, sem barreiras e transversal (parece um discurso de miss fotogenia África 1989) mas é verdade!

Se o amor é forte há que apostar, a não ser que a "outra" tenha muito dinheiro, seja podre de boa e não chateie...

MPR disse...

No dia em que tu comentares e eu não me partir a rir B, é o dia em que te vou medir a tensão e febre!!!

marta g disse...

aqui vai uma lista de impedimentos ou pequenas influências que nos impedem de reconhecer o amor ou nos levam a desistir: falta de tempo; sentimentos contraditórios ou outros sentimentos que se sobrepõem; vicios de solteiro/a; fixações por situações ainda mal resolvidas; filhos: divórcios complicados; desiluções que nos retiram o sentido critico e a capacidade de entrega; medos e inseguranças; equivocos de comunicação entre pessoas que se começam a conhecer, mas e apesar de uma lista que poderia continuar, o amor acontece!

jo disse...

Pois, eu tb concordo que o "amor" é um sentimento diferente consoante as pessoas, as situações, as idades, e principalmente consoante o tipo de relação que se constroi.
Por isso, não querendo fugir à resposta a única maneira que eu tenho de fazer este comentário, é dando forma aquilo que eu, com a minha história pessoal, penso sobre o assunt. E como eu penso que se as pessoas quiserem, nenhuma daquelas coisas que tu mencionaste é por si só um impedimento, vou falar daquilo que penso ser mais importante falar, aquilo que faz o amor nascer e crescer.

A receita do amor

Tanto pode começar com uma mera atracção física, como com uma boa amizade, mas quando o amor nascer, já estes dois ingredientes têm de estar ligados no ponto(não digo perfeito porque não há cozinhados perfeitos)Depois para manter o ponto, o lume nunca pode ficar muito frio, suporta muito melhor garndes ebulições do que o frio, é que uma vez os ingredientes separados, não à volta a dar, o ponto nunca mais volta a ser o mesmo (pode ser outro, mas o mesmo não é). E o que se pode fazer para manter a temperatura do ponto: Amizade pode pôr à vontade;
Bom sexo também;
Verdade só aquela que promover a verdade da relação;
De resto pode dar aso à imaginação porque é uma receita interminável, que combina com muita coisa, se for bem cozinhada...

P.S. Nunca se esqueçam que uma boa receita por melhor q seja escrita origina sempre cozinhados diferentes, o segredo costuma-se dizer está na mão de quem o faz.
É verdade se existirem homens, e se calhar tb mulheres, q não percebam esta terminologia, vão ter umas aulas de culinária, é porque eu acho q é nas coisa mais simples que se podem tirar grandes lições:)

Anónimo disse...

Nos tempos que correm eu aposto nos "hábitos de solteiros" como principal motivo... Por vezes tem tudo para dar certo, a química, o pensar, o conviver e o viver mas, quando se é um solteiro com os verdadeiros "hábitos de solteiro", nem sempre fácil mudar, ajustar, moldar a outra pessoa.

john disse...

A grande questão é saber até que ponto se está disposto a arriscar. Há, efectivamente os romances "normais", em que a coisa até e relativamente pacífica. A orientação e os objectivos de ambos coincidem, são ambos solteiros, da "mesma" idade, sem grandes preocupações familiares... mas não é "desses romances" que estamos a falar - e as condicionantes já foram aqui bem enumeradas por quem escreveu antes de mim.
Quando o caso é problemático por alguma dessas razões torna-se necessário correr riscos, por vezes bem elevados... esta é a forma como eu vejo as coisas: Dado que não acredito em amor à primeira vista, nem ao primeiro beijo, nem à primeira queca (sorry...:-)), há sempre aquele período experimental pelo qual se tem que passar. O pior é que nestas situações o período experimental pode causar danos na outra pessoa - e aí é que as coisas complicam.
Confuso, eu sei. Desculpem-me. Mas nem todos pensam como eu e pode haver quem não queira período experimental nenhum e se atire de cabeça!!!
Ok, B, o que neste momento estás a pensar é exacto - Isto é o que tu referiste, inventar impedimentos, pensar em pormenores, prever as chatices. Mas não será preferível, por vezes???
É que duas pssoas são sempre duas pessoas - e a grande dificuldade é balancear o egoísmo com o altruísmo...

(Mas gostei do teu comentário, B... assim até parece tudo muito fácil...em teoria!)

b disse...

John,

Tudo deve ser ponderado, mas as melhores coisas são sempre as não planeadas que correm bem.

Tudo é um jogo, tudo se arrisca... mas vidas muito planeadas, rotineiras, by the book, são UMA SECA! Pelo menos para mim!

Uma boa dose de risco aliada a uns pés bem assentes na terra dão frutos inimagináveis!

Como dizem os mais velhos: vai por mim! LOL!

john disse...

Um exemplo, B, aliás... dois: Supõe que és homem, solteiro e livre (bem, quem supõe sou eu, pk n te conheço...). Ficas apanhado por uma mulher de 17 anos ou por uma de 40 divorciada com filhos. A meu ver, não tens o direito de te envolver para descobrir se é paixoneta ou se pode vir a ser algo mais - porque adivinhas que tanto numa situação como na outra ela atirar-se-à de cabeça... e se era mesmo uma paixoneta da tua parte e nada mais????? Como é que ela fica?????

Ena, parece-me que fui bem mais claro hoje... uma boa noite de sono ajuda... se ajuda...

MC disse...

isto é complexo demais.
como diria alguém:

"tu amor encontrarás"

b disse...

John,

Nesses casos percebo, mas não se pode confundir uma sensação leve com uma paixão!

40 divorciada com filhos é chatice e despesa a mais...
17 só se for boa... pessoa

Anónimo disse...

b acho que tens razão.

A vida é boa para se arriscare. E é o que dises de quem não arrisca não petisca!

Basta ver o exemplo do nosso amigo Miguel! Ele é que sabe as todas!

cat disse...

Não existem impedimentos intrasponíveis mas sim vontade das pessoas. Umas podem mudar, outras não.
A vida é feita de surpresas, de circunstâncias e há que saber aproveitá-las!
Mas existem também oportunidades e é preciso dá-las, e é como tu dizes, vontade ou não de ultrapassar os obstáculos! Nunca se sabe quem acabamos de perder!